PN Jukebox #72 – Jogos de 2017

2017 foi um grande ano para videojogos, e enquanto a conversa sobre qual é o jogo do ano começa e não começa, decidi falar sobre algo que não me tem saído da cabeça, as bandas sonoras dos vários jogos que saíram este ano. E que melhor se não usar o PN Jukebox para falar um pouco sobre o assunto sem causar a terceira guerra mundial?

Obviamente que não meti a mão em todos os jogos que possuem uma banda sonora que vai ficar na memória, mas os poucos que toquei foram excepcionais no que toca a essa parte. Dito isso, vai ser um trabalho duro, mas vou apenas colocar duas músicas por cada jogo que irei falar.

A banda sonora de Yakuza 0 acabou por ser mais virada para techno e electrónico, algo que a início até diria que não ia dar-se bem com a série, mas surpreendentemente acabou por misturar-se muito bem com o aspecto do jogo. Obviamente que para além da música techno que existem outros temas que combinam bem com o jogo, como por exemplo alguns dos temas de Majima que tem um pouco de Jazz à mistura.

As cenas de acção tem a sua música que acaba por ir bem com a montanha de porrada que está a cair sobre as pobres vítimas, algumas das side missions hilariantes contam com os seus próprios temas  (quem se lembra da missão da pizza?), e a série continua a criar grandes bandas sonoras para coisas que nem necessitavam desse tratamento.

Será que alguém acreditaria em mim se eu dissesse que uma das músicas que destaquei afinal de contas pertence a um sub-menu? Se isto fosse um jogo normal, nunca. Mas em Yakuza a probabilidade de isso acontecer cresce em 80%.

Blue Reflection foi um jogo que podia ter sido bem melhor, mas a sua apresentação visual e banda sonora foram um dos pontos que me chamou à atenção desde que o jogo foi anunciado.

Grande parte da banda sonora acaba por ter um ar calmo e sereno que me agrada, e curiosamente algumas faixas lembram-me de Final Fantasy X, muito provavelmente devido ao piano que é bastante usado em ambos os jogos.

Tendo em conta que a Gust está a ponderar uma sequela devido aos fãs que estão a pedir, o meu desejo certamente é que o jogo consiga melhorar as suas partes más. Mas mais que isso estou bastante curioso em ouvir a banda sonora que sairá caso a sequela se torne numa realidade.

Apesar de não ter tido a oportunidade de o jogar, a demo foi o suficiente para dar a entender que a banda sonora iria ser algo de destaque, e nada me impediu em ouvir a música de NieR: Automata. O NieR original também teve os seus momentos com a sua música mas NieR: Automata conseguiu superar o seu antecessor.

Infelizmente não posso dizer muito sobre o jogo sem o ter jogado, mas pelo menos posso dizer que NieR: Automata acertou nas vocais. Excluindo Persona 5, não me recordo de este ano ver um jogo com tantas vocais como NieR: Automata, e de fazer com que tudo soe extremamente bem.

Apenas imagino como será explorar o mundo de NieR: Automata acompanhado destas peças.

Não vou falar de Final Fantasy XV mas sim sobre os seus DLCs que saíram este ano, que tal como o jogo estão recheados com excelentes temas. A Square Enix tem seguido o tema de convidar um compositor para cada DLC para os temas principais, enquanto o resto das músicas ficam ao encargo de outras pessoas, e com 4 DLCs foi lançada uma boa quantidade de músicas novas.

Episode Gladiolus recebeu Keiichi Okabe (NieR: Automata), Episode Prompto teve Naoshi Mizuta (Final Fantasy XI), Episode Ignis conta com Yasunori Mitsuda (Chrono Trigger) e finalmente a expansão Comrades chama novamente Nobuo Uematsu até à série Final Fantasy.

Fica difícil dar um bom destaque aos vários DLCs tendo em conta que são compositores bastante diferentes, e isto apenas para os temas principais. Mas esta jogada da Square Enix apenas torna a banda sonora de Final Fantasy XV e dos DLCs ainda melhor.

O novo jogo de Persona apenas teve uma ideia em mente, estilo. E foi isso que conseguiu obter tanto a nível visual como sonoro.

Algo que me continua a surpreender com a série é a forma em como as vocais, que continuam em Inglês, conseguem misturar-se com a música e o ambiente enquanto estamos a passear e a fazer várias actividades. Passando quase de despercebido, e depois entrar a matar quando as personagens entram em acção.

Há muito que a série Persona demonstrou que sabe o que está a fazer no que toca à sua banda sonora, e este é apenas mais um jogo que vem reforçar a ideia.

Tal como Persona, Danganronpa deixou a sua marca não só com a história mas também com a sua música. Algo que mais uma vez é obtido com Danganronpa V3: Killing Harmony.

A banda sonora deste novo jogo acaba por ser um pouco diferente das entradas anteriores da série, mas continua a usar alguns temas recorrentes. Algumas das habituais faixas regressam com um novo retoque, outras estão completamente diferentes e depois existem as novas faixas que acabam por conquistar os fãs.

No geral acaba por condizer bem com o tipo de jogo que Danganronpa V3 é, e é por isso que será lembrado, já para não dizer que são músicas excelentes.

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Estes são os jogos deste ano que de uma forma ou outra fiquei a conhecer a sua banda sonora que é merecedora de destaque. E vocês, para além das bandas sonoras presentes aqui quais são os jogos que vos marcaram com as suas músicas? Partilhem na zona de comentários.

  • A banda sonora de Cuphead está ótima também. Mas pelo que vejo este artigo é só para jogos japoneses xD