PN Jukebox #68 – Digimon World

No dia em que estou a escrever isto Digimon World: Next 0rder está para sair a menos de uma semana, e lembrei-me então de falar sobre Digimon World, um dos jogos que adorei na PlayStation 1.

Ponderei lançava este PNJ no dia 22 ou 29, e uma vez que o 29 está mais perto do dia de lançamento, decidi programar o mesmo para esse dia, fazendo então uma mudança entre os PNJs 67/68/69.

Por onde começar… é engraçado que na última Jukebox falei de Dark Souls, uma vez que o mundo de ambos os jogos até que é semelhante. Todos os lugares estão ligados e é possível alcançar a pé (excepto a ilha dos insectos se não me engano), e a File City é o equivalente da Firelink Shrine (ou neste caso o contrário, já que Digimon World saiu primeiro).

Sendo assim, vamos lá falar da File City. Tecnicamente o mundo de Digimon World é o mesmo de Digimon Adventure, já que o jogo decorre na File Island, mas alguns dos locais são diferentes, enquanto que outros podem parecer familiares. Obviamente uma dessas diferenças acaba por ser a File City, que é onde encontramos a maioria dos Digimon amigáveis.

A cidade a início é um pouco vazia e sem nada de especial, mas durante a nossa aventura vamos encontrar uns Digimon especiais que acabam por se juntar à cidade, abrindo o seu negócio ou contribuindo para a cidade de uma maneira qualquer. Por exemplo um pode acabar por abrir um atalho na cidade, outro pode começar a vender carne para dar-mos ao nosso Digimon, e por aí adiante, não oferecendo não só novas possibilidades mas também mudando o design da cidade.

Com todo este entusiasmo até me esqueci de descrever o jogo. A nossa personagem, uma criança ainda bastante nova, acaba por ser absorvida para o mundo digital onde encontra Jijimon que lhe pede para ajudar a restaurar a File City e descobrir o que a causa de tantos problemas no mundo digital. O jovem rapaz já que era fã de Digimon (uma vez que existia jogos com criaturas chamadas Digimon) obviamente que decide ajudar estas criaturas, recebendo um Agumon ou Gabumon dependendo das escolhas feitas no início do jogo.

Apôs a introdução inicial estamos por nossa conta para ir a onde bem entender-mos, com o nosso Digimon atrás, sendo que é necessário cuidar do mesmo. Quer seja a dar comida, levar o Digimon à casa de banho ou tratar de qualquer outra coisa que o mesmo necessite para o manter contente. Não que exista efeitos negativos se ele fazer as suas necessidades no chão… excepto a sua digivoluição, e é claro que o Digimon vai morrer se passar fome. Mas nada de efeitos negativos.

E como é que se evolui os Digimon, perguntam vocês. Bem, algo que apenas os fãs do anime nunca vieram a descobrir é que os Digimon acabam por ter mais do que uma forma, um Agumon não tem necessariamente de evoluir para Greymon, e neste jogo é assim mesmo. Existem locais para treinar o vosso Digimon, e vamos supor que para evoluir para Greymon é necessário que o Agumon tenha 50 de ataque. Então treinem o ataque até 50, mas caso decidam treinar a velocidade até 50 então o resultado poderá ser diferente.

As batalhas por sua vez não cabiam tanto a nós mas ao Digimon em si… bem, é verdade, mas o que quero dizer é que a nossa interação na mesma era quase zero, sendo que a nossa função era observar o Digimon a combater e mandar comandos como “Hold it” e “Attack”, embora a início esses comandos não estivessem disponíveis.

Se não me engano, para desbloquear mais comandos era preciso treinar a inteligência do Digimon, mas mesmo assim, não é por ter o comando “Attack” que o Digimon vai passar a atacar sempre que digo para ele o fazer. Apenas havia a probabilidade de incentivo para ele o fazer, até podia ser que várias vezes ele ficava a olhar para o ar a contemplar a sua vida. Coisa que por vezes chegava a acontecer um pouco mais com Digimon mais fortes (e por mais fortes refiro-me a evoluções Mega e etc).

Ao fim e ao cabo, tanto o sistema de fazer crescer um Digimon como o de combate eram um mistério para mim na altura. Ainda hoje não entendo completamente como funciona, tirando as minhas conclusões do que me lembro e ao observar a forma como as coisas se desenrolam.

Tendo em conta que o tema do Leomon está em destaque, vamos falar do que mencionei à pouco, a morte do nosso Digimon. O mesmo possui três corações, sendo que causas de morte pode ser a derrota em combate e apenas isso acho eu… não me recordo se fome e doença podem fazer com que o Digimon morra. É fácil dizem vocês, nop. Não é.

Acontece que mesmo se vocês tiverem todos os corações, o Digimon pode morrer e perder todos os corações quando chegar à sua velhice, fazendo com que se torne num ovo (random) que vai dar luz a um novo Digimon. Honestamente não me recordo bem, mas acho que um Digimon a nível adulto tem mais dias de vida que um a nível campeão. A única coisa que me lembro é de os Digimon badass que conseguia ter morriam num instante.

Percebo que era uma maneira de fazer com que não sejamos OP e de nos obrigar a experimentar outros Digimon, mas por vezes ter todo o nosso trabalho ir pelo cano abaixo, em especial quando estamos a treinar para poder ir a um território forte, acaba por ser bastante chato. Em contrapartida existiam uns itens que faziam certos Digimon evoluir para formas mais fortes, mas a meu ver eles morriam ainda mais depressa com esse atalho…

Tantas memórias e acontecimentos para contar que nem sei por onde começar… simplesmente adoro este jogo, sendo um dos meus favoritos da PlayStation 1, e não podia estar mais do que contente ao ver que vou poder regressar a esse mundo em Digimon World: Next 0rder.

Lembro-me do facto de quando o Digimon fazer as necessidades no chão encher uma barra, e de a partir certo ponto o nosso Digimon evoluir apenas para Numemon/Sukamon, sendo necessário falar com o King Sukamon para limpar a barra. De num certo local ter um minijogo onde temos de gerir uma loja, a aumentar e baixar os preços, havendo certos Digimon que reclamavam sempre independentemente do preço estabelecido.

Existe também uma zona de gelo, uma zona dentro de uma montanha, savana, etc, e várias caras familiares que se encontrava pelo caminho (ou por vezes a visitar novamente uma área) e que se juntavam à cidade. Enfim, acaba mesmo por ser engraçado esta Jukebox sair apôs a do Dark Souls, tendo em conta que no fundo ambos os jogos acabam por ser iguais.

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Passaram-se vários anos até eu pegar novamente no jogo e concluí-lo de uma vez por todas, conseguindo encontrar todos os Digimons para a cidade, e derrotar o final boss que ainda era um mistério para mim. E vocês, gostaram da banda sonora? Jogaram Digimon World? Quais as vossas impressões? Partilhem na zona de comentários!