PN Jukebox #65 – Arby ‘n’ The Chief

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Enquanto estava a pensar numa maneira de obrigar pessoas a ver a nova temporada de Arby ’n’ The Chief, tive a ideia de fazer um jukebox para falar um pouco mais sobre a série (uma vez que já falei da mesma anteriormente). Não é a solução final, mas por agora dá.

Mas entretanto ficou a questão, mostro apenas a música de uma temporada e falo exclusivamente sobre essa temporada? Ou vou misturando as músicas e falo da série em geral? Decidi optar pela segunda hipótese, e referir então a série desde a sua primeira temporada até à mais recente, a temporada 8 que ainda vai em andamento (mas saltando a versão LA).


Antes de mais, tenho de dizer que a música da série é composta pela seu criador, Jon Graham (Jon CJG A.K.A. Digital Ph33r A.K.A. Cameron Shuttersnap). Algumas são remixes de outras, outras acabam por ser uma versão instrumental diferente da original, mas o resultado final acaba por ser uma banda sonora extremamente boa para uma “simples” web-série.

Inicialmente os episódios eram apenas uns pequenos momentos de comédia, entre 3 a 10 minutos, com o Arbiter a ser a pessoa, digo, boneco de plástico educado e inteligente, e o Ch33f a ser o Ch33f. Os segmentos eram bastante bons, uma vez que iam pegando numa ideia diferente de episódio para episódio, e muitas vezes envolviam o Chief a tentar alguma coisa estúpida (como por exemplo, fazer download de 600GB de porno… ou seria 600TB?), ou então com o Arbiter a desfrutar dos seus momentos de paz, até que o Chief aparece e começa a fazer das suas.


Algo de se notar, foi que apôs o primeiro episódio da primeira temporada a série foi reconhecida pela Bungie, que até chegou a fazer um pouco de publicidade à mesma no site bungie.net. É um gesto que não se via todos os dias por parte de uma produtora em relação a algo feito por um fã, ou pelo assim o era na altura em que a série estreou. Hoje em dia com a popularidade das redes sociais este tipo de acontecimento acaba por ser mais fácil de acontecer.

Ainda para mais quando que o tema do primeiro episódio era sobre os mapas de DLC, que na opinião de Arbiter não valiam o dinheiro total pelo pack, e que devido a isso alguns dos mapas deviam de ser grátis. Fazendo até uma comparação com Cock of Doody 4: Modern Gayfuckstupid, onde este possuía mais mapas para o multiplayer no jogo, ao contrário de Halo 3.


Durante as 4 primeiras temporadas, a música da série consistia maioritariamente de obras retiradas de filmes ou cantores/bandas famosas que repetiam em loop durante os episódios. Uma vez que os mesmos também não eram grandes, acabavam por combinar bem com a música escolhida, mas foi a partir da 5ª temporada que Jon finalmente começou a usar apenas peças criadas por ele, ou seja, a música em destaque neste Jukebox.

Mas a música não foi a única coisa que mudou na 5ª temporada, o estilo de escrita passou de comédia episódica a uma história dramática que se ia interligando durante toda a temporada, bem como o tempo de duração, com alguns episódios a durar meia hora. Um dos pontos fortes desta nova temporada foi Greg, uma nova personagem que vive juntamente com Chief e Arbiter, que tem a peculiaridade em ser uma aranha de plástico.


Mesmo que tenha gostado do formato episódico e de comédia da série, e de me rir sempre que os revejo, especialmente alguns dos meus favoritos tal como o “Wedding”, acho que a mudança foi bem feita, e os novos vídeos com o triplo da duração foram mais do que bem vindos. Uma vez que a série começou a ter uma história bastante interessante, tal como a 6ª temporada que teve o tema dos hackers.

A sexta temporada foi recebida como a melhor de toda a série, apresentando um novo olhar sobre as duas figuras de acção, que chegou a ser um assunto bem explorado e que foi aproveitado para a seguinte temporada.


É verdade que a 7ª temporada voltou a pegar no assunto dos hackers como plot device, mas foi a temporada mais negra que o show teve, em especial a partir do início do segundo acto, onde a vida destes dois bonecos de acção (ao qual já estamos emocionalmente ligados) dá ainda mais para o torto.

Originalmente, esta temporada estava para ser a última da série, sendo que a questão dos fãs era em como a mesma iria terminar dado o tema e o tom negro. Tomou alguns caminhos inesperados, outros um pouco mais felizes, mas conseguiu oferecer uma temporada forte e acabar em grande.


No entanto, uns anos mais tarde e apôs alguns teasers, a 8ª temporada teve início com um episódio de uma hora e poucos, sendo o episódio mais longo da série. Os outros episódios não são assim tão longos, mas ficam entre os trinta a quarenta minutos, tempo mais que suficiente para um temporada com um pouco mais de 30 episódios planeados. Algo que é bastante ambicioso para uma web série, mas tendo em conta o seu sucesso, acredito que seja possível.

Não está confirmado se este será apenas um regresso passageiro ou não, mas algumas promessas foram feitas pelo seu criador, nomeadamente o tom da série, que será menos negro e que voltará à comédia inicial, mas mantendo a drama e a história que se vai desenvolvendo ao longo dos episódios. Para além disso esta série irá apresentar vários flashbacks e flashforwards, bem como um antigo vilão, possivelmente da 6ª ou 7ª temporada e um tema filosófico.


Até agora os episódios tem saído com uma diferença de dois meses, sendo que temos cinco disponíveis (provavelmente com o sexto a sair neste mês), por isso talvez em 2022 é que tenhamos a coisa concluída… não sou daqueles que comenta com “faz as coisas mais depressa”, de facto, prefiro que as pessoas tomem o seu tempo em criar o conteúdo que gosto, mas 6 anos… 6 anos

De qualquer das maneiras, o primeiro acto desta temporada é um pouco inspirado no filme 2001: A Space Odyssey, algo que até agora tem sido bastante interessante devido a duas sub plots existentes neste acto, bem como um grande mistério que poderá ser revelado em breve.

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Bem que queria continuar a falar sobre a série, uma vez que ainda nem toquei nas personagens e outros assuntos, e a oitava temporada que tem muito que falar. E vocês, gostaram da banda sonora? Conhecem a série? Andam a acompanhar a mais recente temporada? Partilhem na zona de comentários!

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