Opinião – A importância de Pliskin em Metal Gear Solid 2

Nota: Spoilers sobre Metal Gear Solid 2

Bem, o título original era para ser O porquê de MGS 2 funcionar melhor com Raiden, mas achei que o título podia ser um pouco spoiler para quem ainda não tenha jogado o jogo e que esteja com interesse na série. Mas o título que acabei por adaptar não é mentira nenhuma pois é o outro lado da moeda e uma das fontes importantes sobre o que eu quero transmitir com este artigo.

Não é surpresa nenhuma que na altura em que Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty saiu que o “twist” foi um dos melhores segredos guardados, até nos trailers do jogo o modelo de Raiden tinha sido substituído por Snake, e a maioria das cutscenes, se não todas as cutscenes, mostradas nos trailers eram sobre o “Tanker”. Também não é surpresa que a maioria dos fãs na altura odiaram o facto de tal coisa ter acontecido, afinal de contas não estavam a jogar com o lendário soldado Solid Snake mas sim um tipo completamente diferente e que não tinha nada a haver com a lenda.

Não joguei o jogo na altura de lançamento mas sim anos mais tarde, acho que já tinha ideia de que ia jogar com Raiden, e mesmo que não soubesse duvido que iria sentir a revolta que os outros fãs sentiram, isto porque na altura senti-me mais revoltado com o facto de a maioria do jogo ser basicamente um copy-paste do primeiro Metal Gear Solid. E uma vez que não tinha nada a cobrir-me o julgamento das personagens, dediquei-me a observar as mesmas, principalmente o Sr. Pliskin.

Mas começando por Raiden, honestamente acho que a sua personagem está boa como está. Tendo em conta o background do jogo e as coisas que acontecem, a sua personalidade acaba por sobressair-se como natural, ou seja, ele acaba por ser um jovem adulto sem treino real em campo e que começa a ter várias dúvidas sobre quem é aliado e o que está a acontecer. Bem como toda aquela conversa amorosa que apenas confirma o quanto não preparado ele está (deixe-mos a análise de Jack e Rose para outro dia).

E é aqui que entra Sna…Pliskin. Ele é o soldado lendário, ele é a pessoa que todos nós desejamos ser, incluindo Raiden (personagem que estamos a controlar), porque o Sanke é excelente em tudo o que faz. Isto é, nós como Snake somos bons no que fazemos (quando a coisa não dá para o torto) e a personalidade de Snake é sempre mais interessante porque ele já tem experiência ao ponto de identificar novatos apenas pelo rabo, digo, ao ponto de identificar novatos apenas ao olhar para eles.

O que eu quero dizer é que a personagem Pliskin é importante porque funciona a favor de Solid Snake, e porquê? Porque assim é possível ver o quão bom a lenda é com os nossos olhos, como se fosse um jogador profissional a controlar a personagem. O que apenas reforça a nossa ideia de que seria melhor jogar com Snake porque ele é bom no que faz, incluíndo repetir frases em forma de questões.

Snake Pliskin” acaba por tomar o papel de mentor para a nossa personagem, e por sua vez, ao jogador, o que na minha opinião é a melhor ideia que a série Metal Gear uma vez teve. Esta personagem que todos adoram e que tomou um lugar importante na série acaba por não regressar às nossas mãos mas sim como um elemento com o qual é possível interagir.

É devido a isso que tanto o papel de Raiden como o de Pliskin são importantes e tem de ser apresentados da maneira que são, o novato que é suposto ser a nova lenda, e a verdadeira lenda que já deixou a sua marca na história. Obviamente que se tivermos em conta a história, a coisa acaba por fazer ainda mais sentido, uma vez que tecnicamente Raiden e Snake estão presentes no mesmo local (excluindo as partes em que eles estão fisicamente no mesmo local). Ou seja, em termos de história, enquanto Raiden está a desarmar as bombas num local, Snake está fisicamente a tratar das bombas noutro local e ao mesmo tempo a descobrir a verdadeira história por detrás deste incidente com a ajuda de Otacon.

Digam o que disserem, a ideia de que enquanto eu como Raiden estou a escorregar em caca de pássaro, Snake anda a passear debaixo de uma caixa é algo que me deixa bastante entusiasmado. Em especial o facto de que posso sempre contactá-lo ou encontrar-me com ele e ver a lenda em acção, fazendo coisas que nunca seria possível estivesse eu a controlá-lo.

Mathias Marques

Editor oficial desde Agosto 2014 Para além de videojogos também gosto de anime. Podem ver-me a apregoar sobre ambos os assuntos no site em forma de notícia, artigo ou análise. Tenho a sorte de encontrar momentos parvos enquanto estou a jogar, ou de os criar eu mesmo.

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