O problema do dinheiro nos RPGs

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Dinheiro… o dinheiro governa o mundo, quer seja real, virtual ou imaginário. Claro que algumas vezes dinheiro não se refere exactamente a moedas (já que as notas parecem nunca existir), existe por vezes um outro método de troca para além de moedas.

Como se já não bastasse sermos afectados pela pobreza na vida real, a maldição do dinheiro também nos persegue no mundo dos videojogos. Sim, estou a falar do RPGs e os preços altos que os ladrões das lojas de itens, armas e armaduras costumam usar.

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Não acontece em todos os RPGs, mas é verdade que acontece na maior parte deles. Quantas vezes acabei eu por não comprar nada, apesar de ter imenso dinheiro, ah! Estamos a falar de RPGs agora, não da vida real (embora a situação seja semelhante). Resumindo, acabo sempre por não comprar nada nas lojas dos fregueses, mesmo que tenha uns 50.000 o ladrão acaba sempre por pedir 10.000 ou mais por apenas uma peça de equipamento para uma personagem. Destruindo as minhas hipóteses de equipar a equipa toda.

É devido a isso que muitas vezes ando com o mesmo equipamento por muito tempo, por lugares que não devia. Chegando a uma altura onde ando a levar porrada, não devido a estar com um nível baixo, mas sim devido a usar coisas fracas.

É claro que existem RPGs diferentes no que toca a este aspecto. Em alguns os monstros fazem drop de armas, armaduras ou até se pode encontrar em baús, em outros eles não o fazem. Na maior parte dos RPGs ganha-se dinheiro ao derrotar os inimigos, depois em jogos como Final Fantasy XIII é preciso vender objectos ou ficamos pobres para sempre.

E é por isso que nem todos os RPGs utilizam preços exorbitantes. Com os drops dos monstros temos bom material, e assim dinheiro suficiente para poder visitar a feira da ladra e comprar algumas coisas boas, restando ainda imenso dinheiro no fim.

Apesar de haver drops de equipamento e os inimigos darem dinheiro, nem todos os RPGs acabam por praticar bons preços nas suas lojas. Onde por vezes acabo por ignorar as lojas de equipamento e compro apenas poções para restaurar a vida e outras coisas, e ainda assim acabo por gastar todo o meu dinheiro nesse processo. Escusado será dizer que por vezes os drops não são os melhores (ou são repetidos), e acabo por sofrer um pouco.

Então qual é o problema com tudo isto? Será uma conversão maluca tal como a de Persona 2, que torna as transações mais difíceis do que o que deviam? Não acredito muito nessa hipótese. Provavelmente parte da culpa cabe no meu fraco entender da economia Japonesa, como devem saber para eles 1000¥ é igual a 7€ e pouco. Basta trocar o símbolo do Iene por outro qualquer, dar um novo nome e temos o dinheiro usado em vários RPGs.

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Mesmo assim é fácil de perceber ao início que uma poção custa 100 ou 50, e ao derrotar inimigos recebemos 10 ou um pouco mais (nos RPGs mais simples), por isso não é complicado de entender como as transações funcionam nesse mundo.

Para além disso, em alguns RPGs existe “dias especiais”, onde os preços sofrem um corte. O que abre a possibilidade (e a estratégia) de aproveitar essas promoções e comprar os itens. Também é comum o preço do equipamento reduzir quando novo entra em jogo. Embora nesses casos, comprar o equipamento antigo não vale grande coisa…

Afinal qual é o objectivo das produtoras com estes preços exorbitantes? O que é que eles pretendem quando metem estas mecânicas horríveis? Fazer o jogador perder mais tempo no grinding? Tornar o jogo difícil? Ou será que nenhum deles sabe matemática? Contem na zona de comentários as vossas experiências com dinheiro nos videojogos.

Mathias Marques

Editor oficial desde Agosto 2014 Para além de videojogos também gosto de anime. Podem ver-me a apregoar sobre ambos os assuntos no site em forma de notícia, artigo ou análise. Tenho a sorte de encontrar momentos parvos enquanto estou a jogar, ou de os criar eu mesmo.

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