Now Loading #4 – Mais vale tarde que nunca!

Devido ao Natal, Ano Novo e também à situação dos GOTYs, o Now Loading da semana passada teve que ser adiado para hoje, embora parte da culpa tenha sido minha por também ter estado ocupado com outras coisas.

Como a conversa em volta dos jogos do ano a decorrer pela boca da comunidade e da equipa, a ideia seria algo baseado nisso. No entanto o tema que acabou por ser seleccionado foi um semelhante, onde vamos falar das nossas experiências tardias em séries de videojogos e em como estas nos conquistaram.

O tema de hoje é:

A nossa entrada tardia em videojogos!

 

– Spider-Man 2 –

Era o meu aniversário, tinha os meus primos e amigos em casa e acabo por receber dois jogos, The Lord of the Rings: The Third Age, um excelente RPG que tem lugar durante os eventos dos filmes, e Spider-Man 2, o jogo baseado no segundo filme da trilogia de Raimi e aclamado por muitos como o melhor jogo de Homem-Aranha (pelo menos até ao mais recente ter chegado).

Obviamente que todos queriam experimentar imediatamente os jogos, em especial Homem-Aranha 2 pois todos adoram o aranhiço. No entanto esse jogo apenas dava para uma pessoa, e acabei por reparar que o do Senhor dos Anéis tinha uma opção para mais jogadores, opção essa que era uma complicação desbloquear e que nem sequer é grande coisa e na altura não consegui encontrar tal modo. Já devem saber que sou grande fã de Senhor dos Anéis mas a minha ideia na altura não era jogar um jogo baseado numa série que gostava imenso mas sim a de fazer com que mais pessoas tivessem a oportunidade de desfrutar de um jogo ao mesmo tempo, e este era o jogo que o permitia, mas enquanto procurava pelo modo multijogador apenas estava a levar com comentários negativos e a insistência para mudar para o Homem-Aranha.

No final lá acabei por mudar para Spider-Man 2 e fomos trocando o comando a cada nova missão para todos poderem experimentar o jogo do aranhiço. No entanto esta experiência acabou por fazer com que desgosta-se do jogo durante um bom tempo até mais tarde decidir pegar nele e realmente perceber que era um bom jogo. Eu simplesmente queria fazer com que todos tivessem um bom tempo juntos…

 

– Persona –

Sabem quando nos “melgam” até à exaustão com algo e quanto mais falam menos queremos pegar no quer que seja que nos estão a impingir? Foi assim com Persona. Primeiro quando Persona 4 saiu, depois passado 2 anos de Persona 4 ter saído e finalmente após o lançamento de Persona 4 Golden. Da última vez foi o resultado de várias conversas insistentes por parte do Daniel Silvestre e do Roberto Silva. Lá agarrei no PERSONA 4 e fiz-me à estrada. Em seguida comprei uma PS Vita por estar com um bom desconto e comprei também o Persona 4 Golden, depois veio o Persona 3 Fes e há quem diga que não pesco nada de Persona 4 Arena. O que é certo é que me lembro de dizer o seguinte: “O quê? A América do Norte vai receber o Persona 5 meses antes da Europa? Vou comprar a versão americana…” Felizmente acabou por sair em simultâneo cá e lá…

É como quem diz: “Gostas de Persona?” ao que a minha resposta é: “Não, que ideia!”.

 

– Série Fate –

Por esta altura a série Fate deixou de ser apenas dedicada a videojogo e tornou-se num projecto multimédia, mas o que me convenceram foram os jogos. Sempre ouvi falar um pouco da franquia e na altura em vez de experimentar a visual novel original, Fate/Stay Night, decidi ir pela razoável adaptação anime do estúdio DEEN. Devido a isso afastei-me da série porque o que tinha visto não foi interessante e apenas aborreceu-me sem nunca revelar o que tem de tão bom para os fãs falarem da série.

Com o passar do tempo comecei a levar com mais da série na cara, em especial a do jogo mobile que de cada vez que uma nova personagem é anunciada a internet explode. Ganhando interesse devido ao design das personagens e vestuário que tinha uma aspecto casual para a ideia que tinha sobre a série, lá acabei por pegar em dois spin offs da visual novel original: o jogo mobile Fate/Grand Order feito pela mesma companhia e o musou produzido pela Marvelous Games, Fate/Extella: The Umbral Star.

Em termos de história Fate/Extella falhou várias vezes, mas foi o primeiro musou que deixou-me satisfeito e longe de estar aborrecido, o que foi um ponto positivo. Já Fate/Grand Order tinha uma história mais rápida e fácil de perceber ao contrário de Fate/Stay Night, e os sistemas apresentados até que eram interessantes quando comparados com os outros jogos mobile que havia experimentado antes. No final a qualidade de Fate/Grand Order acabou por me convencer a dar mais uma oportunidade a toda esta série, embora desta vez tenha começado por outros spin offs antes de decidir atacar outros jogos da franquia, deixando-me interessado não só em Fate mas também nos outros projectos que a Type-Moon tenha ou tenciona fazer para o futuro.

 

– Uncharted –

Há idades muito parvas, a minha nunca deixou de o ser mas por volta dos meus 16 anos olhei para Uncharted e continuei a jogar Sonic 06. Só quando Uncharted 2 estava no auge da sua campanha publicitária com a Beta aberta do modo multijogador é que eu entrei na série. Estão a ver a febre actual por Fortnite ou há uns anos com League of Legends? Esta foi a minha. Joguei a Beta até à exaustão, comprei o jogo assim que pude e passei umas férias de Natal vidrado em Uncharted 2, quer fosse na campanha ou no online.

Para melhorar a situação, foi com Uncharted 2 que comprei o meu primeiro season pass, e usufruí do conteúdo de tal forma que até hoje, Uncharted 2 foi o Uncharted em que passei mais tempo e é o meu favorito por várias razões. Inevitavelmente pedi emprestado o primeiro a um amigo, fiz pre order do 3 e do 4, e até acabei por ficar com a cópia do primeiro Uncharted que pedi emprestado depois de o tentar comprar um par de vezes… afinal de contas quem é que quer uma capa “platinum” a estragar a prateleira? Por essa altura já só se encontravam os primeiros Uncharteds nessa versão prateada e amarela nas lojas. Em suma, fiquei fã.

 

– Veredicto –

Nunca é tarde demais para começar a descobrir uma nova série de videojogos, mesmo que seja uma a qual tenham torcido o nariz anteriormente. Por vezes os fãs ficam demasiado entusiasmados e acabam por estragar a experiência a outros, outras vezes simplesmente chegamos atrasados à festa, mas no final o importante é que cada um experimente aquilo na qual estiver interessado a seu tempo e sem grande pressão.

Mathias Marques

Editor oficial desde Agosto 2014 Para além de videojogos também gosto de anime. Podem ver-me a apregoar sobre ambos os assuntos no site em forma de notícia, artigo ou análise. Tenho a sorte de encontrar momentos parvos enquanto estou a jogar, ou de os criar eu mesmo.

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