Now Loading #1 – Quero jogos digitais na prateleira!

Bem-vindos ao Now Loading, a nova rúbrica do PróximoNÍvel. Esta nova rúbrica é elaborada pelo Alexandre Barbosa e Mathias Marques os autores originais do Modding Zone. Quinzenalmente poderão encontrar aqui um tema que será exposto com informações e opiniões. Quem escreve o quê? Como diz a outra: “Isso agora não interessa nada.”.

Temos muito para dizer sobre temas de interesse geral e outros que não passam pela cabeça de ninguém, aliás se me perguntarem posso responder pelo outro. Textos com pouco ou nenhum sentido e que podem ir dar a lado nenhum. Quando o loading estiver pronto pode ser que faça sentido.

O tema de hoje é… Quero jogos digitais na prateleira!

 

– Digital no PC e Consolas –

Pessoalmente, no que toca ao PC nunca me importei com jogos digitais. Fiquei danado quando inicialmente comprei uma cópia de um jogo que na realidade era um instalador da Steam onde podia fazer download do mesmo após inscrever-me na plataforma e ter uma conexão à internet. Hoje em dia já nem ouço falar sobre jogos físicos para o PC, excepto quando existe algum kickstarter para o mesmo, e nestes casos o pessoal quer o mesmo mais para colecção do que para uso próprio uma vez que é possível adquirir uma cópia digital na Steam, GOG ou semelhante. Acabo por concordar com esta prática já que, por alguma razão, para mim jogos no PC não têm o mesmo valor que jogos em consolas.

Mas quando a conversa é sobre consolas a história é outra. Recentemente tenho ficado mais a favor de jogos digitais nas portáteis pois posso levar quantos jogos quiser sem necessitar de trazer caixas e mais caixas, embora já tenha encontrado problemas como falta de espaço ou alguma coisa que correu mal na instalação/download e que corrompeu o jogo. Já em consolas caseiras, hoje em dia nem existe diferença entre ambos, isto porque agora até os jogos físicos são instalados nas consolas.

O que me levanta a questão de “Porquê?”, sim os jogos correm melhor, mas então para quê ter jogos físicos se o espaço na consola vai ser ocupado na mesma? Certamente que pessoas com má internet vão demorar um dia inteiro para sacar 6GB (ou menos), falando por experiência própria, e a sensação de ter jogos nas prateleiras é sempre boa. Então qual é realmente a diferença diferença entre o digital no PC e nas consolas para a maioria dos jogadores sentir-se bem com um e não com o outro? A resposta geral seria “melhor acessibilidade”, mas deixo-vos com o resto deste tema para tirarem as vossas próprias conclusões.

 

– Disponibilidade – 

Uma das conversas que existe hoje em dia sobre jogos digitais é a disponibilidade dos mesmos. Tenho encontrado casos onde andava à procura de um jogo que na altura ainda estava disponível em lojas/websites, mas quando chegou a altura de finalmente comprar tal jogo o mesmo já não estava disponível. O que acaba por criar um problema para consumidor.

Digitalmente o jogo que vocês querem está sempre disponível, excepto quando uma licença (na maioria das vezes musical) expira e a companhia é obrigada a remover o jogo, ou então lançar um update que substitui a licença expirada. Alan Wake foi um caso recente, tendo regressado durante o mês passado às lojas digitais após uma licença com a música do jogo ter expirado; Grand Theft Auto IV teve um problema igual, tendo simplesmente substituído as músicas por outras; ou então quem não se lembra do velho P.T.?

Obviamente que os jogos físicos também podem ser retirados das prateleiras das lojas caso algo ocorra. Se algo mal tiver acontecido com a cópia mestre do jogo ou durante o processo de gravação então será necessário chamar os jogos de volta; ou então se por alguma razão o país ou lojas decidir banir o jogo (estou a olhar para ti Austrália). Mas no geral podemos sempre contar com o formato digital para ter aquele jogo que já não está à venda fisicamente, a não ser que esse jogo não esteja disponível por alguma razão (não é DragonBall Z Budokai HD?).

 

– E se a plataforma onde comprei o jogo fechar? –

Neste momento já vimos o encerramento de serviços online ligados a consolas. Desde serviços de apoio à consola a lojas digitais, o encerramento destes serviços traz sempre consequências, mas como é que lidamos com esta situação e sobretudo como ficam os nossos investimentos? Os dois casos com mais impacto são ambos da Nintendo, tanto a DS como a Wii já não dispõem das suas componentes online e quando os servidores fecharam os seus utilizadores foram convidados a fazer download dos jogos que possuem antes do fecho destes serviços. Findo o prazo anunciado não há volta a dar, se tiverem feito download deles eles são vossos, caso contrário ficam as memórias.

Algo que tem vindo a ser explorado, sobretudo com a unificação de contas, são os serviços de cross-play, retrocompatibilidade e stream. Hoje em dia não temos uma conta da PS4 ou uma conta da Xbox One, temos uma conta da Playstation Network, uma conta da Xbox Live etc. Basicamente uma conta que pode ser utilizada em vários dispositivos e esta unificação acaba por ser a alternativa a perdermos o acesso ao conteúdo que comprámos. Neste momento muito se pensa no que vai acontecer aos jogos digitais da passada geração de consolas, se estes não forem possíveis de recuperar nos novos dispositivos da família em questão, é possível que existam muitos jogadores zangados.

No fundo somos reféns das vontades das empresas que detêm estes serviços, mesmo as vossas contas Steam continuam assentes no funcionamento de um serviço, uma vez que o serviço seja extinto e o jogo esteja fora do vosso disco rígido não têm como voltar a descarregá-lo, salvo raras excepções. Quem diz Steam, diz GOG ou outro serviço do género, tanto no PC como nas consolas a partir do momento que o jogo não está num disco, dependerão sempre de terceiros.

 

– Então e as promoções pá!? –

Cada vez mais o panorama do digital VS físico no que diz respeito a promoções tem vindo a equilibrar-se. Era verdade que há uns anos era impensável existirem várias promoções de forma recorrente e em grande número nas lojas digitais das consolas, estas eram relegadas para quem jogava no PC. Apesar de ainda não estarmos bem no mesmo nível de promoções, a cada dia que passa existem mais incentivos para poupar dinheiro em videojogos dos dois lados.

A verdade é que o mercado de videojogos físico tem-se adaptado ao mercado digital e existem promoções de forma recorrente, dependendo da loja existem várias campanhas e quer seja por incentivos de pré-venda, descontos pontuais ou a simples concorrência quem procura encontra sempre um bom negócio.

Se alguma coisa pode ser retirada do crescimento do mercado digital é que a lei da concorrência continua a dar frutos. Esta concorrência obrigou a que os dois mercados se tornassem competitivos e isso traz um maior leque de escolhas para o consumidor, o que é sempre algo positivo.

 

– Refunds –

Actualmente se optarem por um formato digital então compensa mais no PC do que nas consolas. Steam, GOG e outros ouviram os pedidos dos jogadores e possuem boas políticas de retorno do dinheiro caso o cliente não esteja satisfeito com o produto; enquanto que a Sony por exemplo nem por isso.

As políticas da Sony sempre foram um mistério, em termos de refunds este apenas é permitido se o jogador não tiver feito download do jogo, entre outras cláusulas. Mas quem é que iria comprar um jogo para logo de imediato pedir refund sem o experimentar? Não faz sentido neste caso, e ao contrário de um jogo com formato físico onde podem devolver a qualquer hora inicialmente (ou até vender), nas consolas da Sony isso não acontece no que toca ao formato digital.

Já no PC a coisa é mais amiga. Dependendo da plataforma (Steam, GOG, etc) os jogadores podem experimentar os jogos durante um determinado de tempo (regulado de acordo com a duração do jogo), e até tem um longo prazo para os devolver caso não estejam satisfeitos. Ou seja, a história é a mesma caso tivessem comprado o jogo em retalho. Neste caso diria que ainda compensa comprar os jogos em formato físico.

 

– Extras e Incentivos –

Hoje em dia fazer a pré-compra ou reserva de um jogo é uma prática tão banal que os consumidores devem elaborar uma estratégia detalhada para saber exactamente onde devem reservar um jogo de modo a obter o melhor pacote de benefícios.

 

Edições exclusivas são só a ponta do icebergue. Se a loja A tem uma edição exclusiva do jogo X, então é certo que para o jogo Y só a loja B tem uma edição exclusiva. Estes negócios entre distribuidoras e lojas tem muito que se lhe diga. Mas a verdade é que em cima de tudo isto ainda temos que contemplar os descontos, as ofertas de brindes e até o conteúdo exclusivo. O mais certo é que quando vão a uma loja tenham de escolher a edição e ao mesmo tempo são informados que têm um certo desconto por comprar ou reservar mais cedo e ainda levam de borla um código para uma skin e um porta chaves.

“Então e se eu quiser comprar digital porque esta loja já falhou na entrega de um certo jogo no dia de lançamento?”, por exemplo; Para além da opção óbvia da concorrência existe sempre o digital que tem as suas vantagens: Nunca esgota, hoje em dia quase todos permitem ser descarregados dias antes do lançamento para que à hora marcada seja só jogar e também têm a sua panóplia de edições.

Num exemplo prático a reserva do jogo Red Dead Redemption II tinha várias edições digitais, as diferenças? Conteúdo exclusivo por patamares e um bónus para o jogo GTA V. Valia a pena? Depende de cada um. Mais uma vez a oferta é enorme e vários jogos na secção digital são alvo de descontos para quem faz a compra de forma atempada.

No geral os extras e incentivos variam um pouco mas estes são dados sobretudo para os que procuram comprar um jogo no lançamento, estas vendas são bastante importantes e acabam por definir o sucesso do jogo, então e a longo prazo? Aqui entram apenas as promoções do costume, são muito poucos os locais que oferecem extras na compra de títulos que não sejam novos. Não é impossível encontrar, mas é muito mais raro.

 

– Veredicto –

Resumidamente o mercado digital veio para ficar, independentemente das suas forças e fraquezas é uma prática viável para muitos. A força com que este se encontra já obrigou a uma adaptação por parte do mercado físico e o resultado tem sido uma maior hipótese de encontrar boas promoções quer de um lado quer do outro. Hoje em dia já nem leitor de cd tenho no computador, mas confesso que as caixas são apelativas, por outro lado o disco do jogo sempre pode partir-se num acidente fatal, algo que não acontece com um jogo digital, decisões…

Mathias Marques

Editor oficial desde Agosto 2014 Para além de videojogos também gosto de anime. Podem ver-me a apregoar sobre ambos os assuntos no site em forma de notícia, artigo ou análise. Tenho a sorte de encontrar momentos parvos enquanto estou a jogar, ou de os criar eu mesmo.

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