No More Heroes 2 é divertido, apenas não tão bom como o original

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Por volta de Fevereiro deste ano, decidi jogar No More Heroes, criado pela Grasshopper Manufacture para a Nintendo Wii em 2007. Eu adorei o jogo e é facilmente o meu jogo favorito do Goichi Suda (Suda51) até agora. Recentemente arranjei No More Heroes 2: Desperate Struggle, também para a Wii e saiu em 2010.

A sequela mantém os vários aspectos que apreciei no original, no entanto não me causou um impacto tão forte como o primeiro jogo. Continua a ser divertido, mas por agora vou apenas focar-me mais nas partes que não gostei tanto em relação ao No More Heroes original.

Já agora, fica o aviso de possíveis spoilers dos dois jogos nos parágrafos seguintes.

 

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Tenho saudades do mundo aberto

Não me interpretem mal, o mundo aberto do jogo original não era propriamente perfeito, não havia muito para fazer e era uma área feia. No entanto, era a forma perfeita de demonstrar a espunlaca que é Santa Destroy e ainda podiamos derrubar palmeiras com a nossa mota.

Em No More Heroes 2: Desperate Struggle é mais simples seguir para as missões sem perder tempo a navegar, mas parece que a cidade perdeu um pouco do charme… pelo menos, o resto que tinha.

 

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Os assassinos do original são mais memoráveis

No More Heroes está cheio de personagens over-the-top e carismáticas, principalmente os assassinos que temos de matar. Desde vez na sequela não começamos do rank 11 mas no rank 51. Isso quer dizer que vamos enfrentar 50 adversários diferentes? Ah! Claro que não.

O jogo arranja umas boas desculpas para fazerem grandes avanços no ranking e até encontramos algumas caras conhecidas do jogo original, mas o problema é que muitas dos assassinos novos não ficam propriamente na memória. Há um pequeno diálogo, lutamos e está feito, são esquecidos pouco depois.

 

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O final deixa muito a desejar

Apesar de ser bastante parva na maioria do tempo, a história do primeiro No More Heroes teve um desfecho interessante e o final tem uma das melhores batalhas do jogo se cumprirem um certo requisito. No More Heroes 2: Desperate Struggle segue quase a mesma premissa do original quanto à história, só que não parece tão bem pensada.

O último assassino que enfrentamos é só uma batalha parva contra um pseudo-Eggman com claras inspirações no Batman que está muito chateado porque Travis Touchdown matou a sua família. Lembram-se daqueles inimigos VIP que tínhamos de matar nas missões secundárias do jogo original? Eu também não.

Depois o final acaba essencialmente em aberto numa tentativa de preparar para uma sequela, algo que provavelmente vai acontecer daqui a muito, muito, muito tempo.

 

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Ryan, o fabuloso aldrabão

Ryan, Ryan, Ryan… quanto dinheiro já me obrigaste a gastar só para aumentar um bocadinho da minha força. No original tinha apenas que gastar uma certa quantia de dinheiro, fazer um pequeno mini-jogo e estava feito, o upgrade era garantido. Mas não, tinhas que complicar as coisas, não é?

Este treinador extravagante parece que pede pouco, mas se forem atingidos 3 vezes ou mais durante o mini-jogo, o vosso dinheiro foi praticamente para o lixo. Com a quantidade de vezes que já fiz o mini-jogo, já devia ter ficado mais forte só por tentar várias vezes. Tenho saudades do Thunder Ryu

 

Já jogaram No More Heroes? Qual é o vosso jogo favorito do Suda51? Não se esqueçam de comentar e partilhar connosco a vossa experiência com estes jogos.

Sérgio Batista

Membro do PróximoNível desde 2015. Tira fotos em demasia durante os eventos.

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