Modding Zone – Artigo 8: Era uma vez a dificuldade de antigamente

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Bem-vindos a mais um Modding Zone, nesta oitava edição temos, a última tábua cronológica de Sonic The Hedgehog, vamos até ao Hearthstone que foi lançado oficialmente esta semana, falamos sobre uma série televisiva que muitas pessoas que só de lerem a sinopse acham que se trata de uma série para crianças. Finalizamos depois com uma variação do Versus, desta vez temos um Co-Op para vocês.
Go get ‘em!

Tábua Cronológica:
Sonic parte VIII

Sejam bem-vindos à última tábua dedicada a Sonic. Na história recente existe uma pequena série de Sonic chamada story book, esta pequena série é exclusiva da consola Wii e coloca o Sonic e amigos nos papeis principais de histórias bem conhecidas, primeiro em 2007 foi Sonic And The Secret Rings, que conta com vários contos das 1001 Noites. Em 2009 temos Sonic and the Black Knight, onde temos a história do rei Artur, neste jogo Sonic empunha uma espada falante que usa conforme os movimentos do comando da Wii.

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Por esta altura temos todos os jogos despachados exceptuando dois jogos mais recentes, estou a falar de Sonic Generations e Sonic Lost World. Em Generations temos uma compilação do melhor dos 20 anos de história de Sonic the Hedgehog. O que talvez não saibam é que não foi a SEGA quem escolheu os níveis, esse trabalho coube aos fãs, é verdade, através do Facebook, e sites da SEGA existiram pequenas conversas lançadas aqui e ali como “Quais os vossos níveis preferidos?”. E depois de muitas respostas foram seleccionados os mais “votados”.

Agora pergunto-vos, sabem o que é o SB, SOS, SAGE? São 3 eventos produzidos por fãs, Summer Of Sonic ou SOS é uma convenção realizada no Reino Unido no Verão (uau, eu sei nunca chegariam a essa conclusão, não têm de quê) por fãs de Sonic. O que distingue esta convenção, é que se trata de algo reconhecido pela SEGA, aliás de há uns anos para cá, tem sido co-produzida trazendo figuras conhecidas do universo Sonic até esta convenção, ao longo dos anos já tiveram convidados ilustres desde Crush40, banda responsável por grande parte do reportório musical da série Sonic, ou o homem considerado o pai de Sonic, Yuji Naka.

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Sonic Boom, é o nome de uma outra convenção normalmente realizada na Califórnia e agora também o nome do próximo jogo a ser lançado este ano, na convenção de 2012 foi pedido algo muito especial a todos os fãs presentes, no fim da convenção pediram-lhes para desejar a Sonic um feliz aniversário, e esse clip pode ser ouvido no fim dos créditos de Sonic Generations.

Falando agora da SAGE, a Sonic Amateur Game Expo não é uma convenção mas sim uma exposição online onde fãs expõem os seus jogos baseados em Sonic, tratam-se de jogos completamente desenvolvidos por fãs e, são expostos num site dedicado durante um dado período de tempo.

Existe também uma quantidade enorme de sites dedicados feitos por fãs, alguns até são responsáveis por alguns anúncios sobre jogos, normalmente começam por rumores vindo a confirmar-se na sua maioria. O site mais ilustre é o thesonicstadium.org, site britânico e considerado o mais “próximo” da SEGA, este site é o paparazzi pessoal de Sonic The Hedgehog, Sonic não dá um passo sem que momentos depois sejam noticiados no TSS.

Por último, tenho que falar da SONIC PARADOX, equipa responsável pelas melhores sátiras do ouriço. É uma equipa composta por fãs de Sonic com sentido de humor, por vezes negro, que sabem criar animações em flash. Ao longo desta tábua já vos dei a conhecer alguns dos seus trabalhos agora vou falar-vos deles. Uma das séries mais cómicas sobre o ouriço chama-se Sonic Shorts, que tal como o nome indica, são pequenas animações que têm como principal objectivo arrancar-nos sorrisos derivado a várias situações criadas a partir da satirização do universo oficial do ouriço azul.

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Um dos exemplos é o omochao, este pequeno robot que apareceu em Sonic Adventure 2 é responsável pelas dicas durante os níveis, o que se passa é que as dicas são tão óbvias que levam à irritação, pressiona X para saltar, obviamente as mentes da SP criaram diversos shorts a gozar com estas situações.

Assim e depois de mais de 20 anos a correr, resta-nos desejar boa sorte ao ouriço e que corra muitos mais.

Dicas de iniciante para Hearthstone
Gul’dan the Warlock

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O Warlock é outro herói que possui mais de um poder heroico, sendo o natural Life Tap, que vos permite sacar uma carta a troco de 2 pontos de vida, e o outro INFERNO, que invoca um minion de 6/6, sendo apenas activado com a carta Lord Jaraxxus.

O Warlock é o menos aconselhado para iniciantes, pois muitas das suas cartas baseiam-se em fazer dano ao próprio herói. Mas, se essas cartas forem bem jogadas e combinadas com outras, pode ser jogado a vosso favor.

Cartas a ter em conta:
Blood Imp, é um demónio com 0/1, mas! Tem Stealth (não pode ser atacado até fazer um movimento) e o poder de no fim de cada turno vosso, dar +1 de vida a um minion amigável.
Void Terror, um demónio com 3/3 mas com uma habilidade que poderá ser muito útil, ao ser jogada, pois pode absorver o ataque e vida dos minions adjacentes (ou seja, o minion que está à esquerda e à direita do vosso).

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Devido à natureza do Warlock, o melhor talvez seja combinar a carta neutra Molten Giant, com o demónio Lord Jaraxxus, já que o Molten Giant precisa de 20 de mana para ser invocado, algo impossível, visto só dar para se obter 10 de mana, as cartas de dano que o Warlock utiliza em si próprio tornam-se uteis neste ponto, sendo que o custo do Molten Giant vai baixando de acordo com a vossa vida (ou seja, se de 30 passaram a 20, o Molten Giant custa 10 agora, mas se curarem-se para 22, ele custa 12), sendo que se forem abaixo dos 15 de vida (onde o Molten Giant custará 5 ou menos mana).

Ao invocarem, poderão depois usar o Lord Jaraxxus, que vai substituir o vosso herói e meter a vida a 15 (mas atenção, que no momento de activação, o Lord Jaraxxus é um minion e então pode ser contra atacado com cartas, tais como Repenteance, que mete a vida desse minion a 1, ou Snipe, que faz 4 de dano, de fazer notar que a sua vida não ultrapassa os 15), restaurando então a vossa vida e tornando o vosso poder heroico numa habilidade de invocar minions com 6/6, excelente para fazer tempos negros ao adversário.

Juntando essas cartas Void Terror e Blood Imp só vos fará ainda mais temíveis. Este herói consegue ser bastante forte se as jogadas forem bem planeadas ou uma desgraça se for usado sem contenção, isto porque é um herói que fica bastante fragilizado se existir um abuso do seu poder heróico primário.

Recomendação:
Once Upon a Time (Série)

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Vamos agarrar logo no ponto sensível e acabar com ele. Era uma vez uma rapariga que usava um capuz vermelho, numa noite decidiu tirar o capuz vermelho e ir abanar umas moitas com o namorado… a lua apareceu no céu transformou-se em lóbi-mulher e comeu o namorado, não, não se trata de uma metáfora. Já tenho a vossa atenção?

Dizem que por se basear nos contos de fadas que é para meninos, ou que não é merecedor da vossa atenção. Pois bem, Kingdom Hearts também pega em contos para crianças, ou até mesmo a BD Fables, com o jogo Wolf Among Us. O que torna esta série especial é agarrar nos contos de fadas que nós conhecemos em formato “Disney” e voltar à sua origem; e é aqui que existe uma primeira barreira, uma vez que o comum dos mortais hoje em dia ainda acha que o capuchinho vermelho era uma criança que ia levar a cesta do almoço à avó, quando a história original tinha como lição alertar as adolescentes, sim no original capuchinho vermelho era uma adolescente, para certos perigos metaforicamente representados pelo lobo.

Mas se mesmo assim não fizemos valer o nosso ponto de vista, aqui fica outra forma de o verem, nas vossas actividades diárias provavelmente jogam videojogos e vêem animes, onde tudo é fantasiado, então porquê tanto alarido devido a esta série?

Once Upon a Time pega nos vossos contos de fadas já conhecidos em versão “Disney” e dá-lhes outro ar, pensam que o Peter Pan sempre foi o rapazinho que viram no filme animado da Disney? Ou que os vilões não têm nenhum motivo para além da inveja? Enganam-se.
A 2ª metade da terceira temporada já começou a dar, e então vamos falar da série.

Era uma vez a bruxa má do conto da Branca de Neve que após os seus fracos resultados com a fruta envenenada decide acabar com a felicidade de todo o reino, para isso recorre a uma maldição, mas ela não é capaz de produzir uma maldição tão poderosa e faz um acordo com aquela que é considerada neste universo a personagem mais perigosa, Rumpelstiltskin, The Dark One (melhor personagem de sempre). O que a bruxa não sabia é que este também tinha os seus planos e pelo meio da maldição acrescentou algo que levaria a que esta pudesse ser quebrada.

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Mas Branca sabe do plano, e em antecipação consegue salvar a sua filha, de nome Ema, enviando-a primeiro para o nosso mundo, cabendo a Ema destruir a maldição.

A maldição é lançada e todas as personagens são levadas para uma pequena cidade chamada Story Brook no meio de nenhures, nesta cidade todas as personagens perdem a memória da sua vida adoptando uma nova, com a excepção da bruxa má que adopta o nome Regina.
A primeira temporada recai mais sobre Ema e a história de seus pais no mundo de conto de fadas.

É sempre interessante ver estas histórias, diferentes do que as conhecemos, e de como várias personagens se conhecem, por exemplo a Capuchinho Vermelho é amiga de Branca, sendo que quando um episódio se centra sobre uma personagem, tanto vemos a sua vida agora no nosso mundo, como uma parte da sua vida no mundo de fadas, antes da maldição.

A segunda temporada começa com novas personagens introduzidas, sendo que desta vez a pequena cidade já não está escondida dos nossos olhos, sendo essa a preocupação dos residentes, pensando no momento em que humanos começarão a visitar e nos problemas que causarão se eles descobrirem a magia.

Assim como foi dito no início, a série vai já na sua terceira temporada e parece que uma quarta está a caminho. Devido ao sucesso das duas primeiras temporadas existe também um spin-off desta série, que se dedica ao que aconteceu a Alice depois da sua ida ao país das maravilhas.

CO-OP
Dificuldade nos videojogos

Este segmento é parecido com o VERSUS, mas em vez de representar-mos cada lado, vamos dar a nosso verdadeira opinião.

Para começar vamos lá ver os componentes necessários para criar dificuldade num jogo.

Tylarth – Penso que aquilo que torna e distingue um jogo difícil de um jogo mal feito, é a possibilidade de a jogabilidade poder ser aprimorada pelo jogador, ou seja utilizar os tempos correctos para uma certa acção, os inimigos serem minimamente inteligentes para não servirem de saco de pancada e terem uma grande panóplia de movimentos diferentes.

Silver4000 – Normalmente, quando se escolhe a dificuldade “difícil”, obtemos mais inimigos, e o dano que fazemos é menor e o que recebemos é maior, chegando às vezes em casos extremamente estúpidos onde passa a ser injusto. Mas só por si, isso não quer dizer que seja difícil, são mais longos e demorados, mas se estivermos a um nível bom é mais simples de passar, não é?

T- Não propriamente, se conjugar-mos o que eu disse com o que disseste acabamos por ter uma boa receita. Muitas vezes o facto de tirar e receber mais dano combinado com uma jogabilidade fraca ou os famosos bug’s conseguem tornar-se em verdadeiras dores de cabeça.

Os jogos difíceis não são só jogos dedicados a combate.

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S- Não é preciso ter montes de inimigos e uma barrinha de vida pequena, existem imensos jogos que são difíceis por outras razoes, maioritariamente os puzzles.

T- Existem vários jogos cuja dificuldade não reside no combate mas na paciência, o que quero dizer com isto é que existem jogos por exemplo stealth, em que somos obrigados a conhecer a área, observar as rotas dos guardas, ter em conta vários factores como luzes e sombras, alguns até mesmo o barulho e cheiro. Falando agora pessoalmente, eu adoro este género de jogos porque a dificuldade reside na forma de pensar e ser rápido a executar a ideia, ou seja observei um grupo de guardas durante X tempo agora tenho de planear o tempo exacto para avançar; quando o sucesso nesses jogos é alcançado sinto-me muito mais empolgado do que se tivesse andado à bulha com eles, assim nem deram por mim e aí vou eu para o meu objectivo.

S- Ora aí está, algo que nos leva imenso tempo a realizar é um obstáculo que temos de superar, logo, é um desafio, neste caso à mente, e não ao nível da nossa personagem nem da nossa capacidade de premir botões.

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T- Um exemplo dum jogo difícil, principalmente na sua vertente co-op e sobretudo se não existir comunicação entre jogadores é Portal 2, o seu modo cooperativo é um martelo pneumático na cabeça dos jogadores, lembro-me quando o passei com uma amiga que tinha o microfone meio avariado, havia puzzles em que não conseguíamos comunicar e o caos era garantido. E o estranho é que apesar da dificuldade ainda nos ria-mos das nossas desventuras, algumas propositadas e tudo.

S- Portal 2 inclui-se nos jogos de puzzle que referi em cima, fazem-nos pensar imenso e aí está a verdadeira dificuldade de um jogo, saber desvendá-lo, o modo Co-Op para além de ser um dos melhores co-ops de todos os tempos, recria bem isso.

Qual a necessidade de vários modos de dificuldade nos jogos.

S- Sinceramente comecei a jogar em modo difícil e tem sido bastante fácil, morre-se algumas vezes mas é mesmo devido ao facto de receber-mos mais dano e de fazer-mos menos, não vejo muito dificuldade nisso.

T- Verdade seja dita que quando comecei a jogar na MegaDrive não tinha grande escolha pois os jogos que jogava não tinham níveis de dificuldade com a excepção do THE REVENGE OF SHINOBI, mas como na altura não sabia ler inglês e mal sabia ler português só soube da existência de tal modo há coisa de dois anos quando lhe voltei a pegar e vi algo chamado “opções”.

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S- Nessas alturas nem saves haviam, e se uma pessoa perdia tinha que começar do 0, isso era uma ”dificuldade” estupida e injusta, porque o facto de não haver saves nem continues não tornavam o jogo difícil, o jogo podia ser fácil, só que não havendo esses pontos tínhamos de começar do inicio e isso era frustrante, daí o termo ”difícil”, embora não o fosse.

T- No entanto hoje em dia vejo o porquê, à medida que fui jogando, fui reparando que existem sempre semelhanças entre os jogos, e quer queira-mos quer não, existem reflexos que adquirimos que se vão aplicando e aqueles quick time event’s que tanto trabalho davam no início, tornam-se apenas mais um botão para carregar. Isto claro apenas um exemplo. O que acontece é que há diferentes tipos de jogador, eu por exemplo não me consigo divertir a menos que o jogo me dê luta, há muito que espancar um saco de areia deixou de ser divertido; mas assim como eu, também há quem jogue apenas pela história e queira suaves momentos de descontracção.

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S- Pois, eu quando me iniciei nos jogos, jogava em fácil, pois queria apreciar a história, mas depois passei para normal, pois queria também um pouco de desafio, e agora ando a jogar em difícil porque já não me contentava com o normal, e como já disse, mesmo em difícil continuo a achar alguns jogos demasiado fáceis. Mas isso claro que depende da habilidade de cada um.

T- Voltando apenas por breves momentos à era da MegaDrive e afins, existiam alguns jogos com saves mas na sua maioria não existia, no entanto os jogos eram propositadamente difíceis por uma simples, razão devido ao facto de termos que repetir os níveis tanta vez, às duas por três, eramos autênticos mestres, sabíamos exactamente quando saltar para aterrar naqueles 4 pixeis que não se viam no fundo do ecrã para não cair. Mas são tempos passados e hoje em dia a dificuldade já não se supera com a repetição.

CONTINUA…

Foi mais um MZ, para a semana há mais, incluindo uma nova série na tábua cronológica e a continuação do Co-Op.

 

Modding Zone é uma rubrica semanal idealizada e escrita pelos membros da comunidadeTylarth e Silver4000. Os temas e módulos semanais são livres e podem mudar entre cada artigo. Podem sugerir temas e comentar em baixo.

Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

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