Magic Battle for Zendikar e a arte de não abrir Expeditions

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Estão a ver um casino? Sabem como eles funcionam? São novos demais para entrar ou nunca lá foram? Então imaginem algo como Euromilhões.

Porque é que toda a gente joga nestes jogos de sorte/azar? Porque existe a procura pela vitória, pelo prémio, pelo retorno em duplicado ou ainda mais, do investimento feito.

Como seria de esperar, apostas não é mais do que um investimento de diversão, pois poucos são aqueles que se podem gabar de terem vencido, sem grandes investimentos.

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Isto é o que sinto com Magic Battle for Zendikar, a nova grande expansão de Magic que prometia um grande regresso a um dos blocos mais importantes. O resultado até agora está a provar ser mediano, mas existe algo mais apelativo e chamativo nestes boosters. As belas Expeditions.

O que são Epeditions? Simples, são cartas de terreno raras de versões já raras de cartas bastante valiosas. Um bom exemplo é algo como um Scalding Tarn, uma carta que pode subir aos 50 euros simples, mas que em versão Expedition supera os 170.

O chamariz das Expeditions no entqanto é outro, pois o incentivo para adquirir é grande, mas a hipótese de sair é bastante baixa. O quão baixa? Bem, como diz a própria Wizards, tão comum como um unicórnio.

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Aqui já é possível ver a linha paralela entre abrir Battle for Zendikar e ir ao casino. Por muito que abram coisas boas, existe sempre o fascínio pela Expedition, o que torna a abertura de cada booster, uma aventura como puxar a roleta no casino, que acaba quase sempre em desilsão (a não ser que seja um Gideon Foil!).

Esta foi a nossa demanda para análise de Battle for Zendikar nas mais recentes semanas. Em conjunto, a equipa do PróximoNível abriu algo próximo de 100 Boosters, o equivalente a praticamente três caixas de boosters, e até agora nada.

Confesso que é divertido abrir boosters, especialmente no formato pack wars que fazemos, mas também sinto que a Wizards puxou de uma carta de génio, pois nenhum de nós iria comprar tanta coisa como se comprou até agora. E nem vamos falar dos fatídicos Fat Packs que ficaram brutalmente inflacionados pela questão de terem muitos terrenos full-art!

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Depois existe o factor sorte, e nesse departamento, eu sou um zero à esquerda. Eu sou o jogador que no Hearthstone joga contra todos os mages com 10 flamestrikes na mão, por isso não espero muito, mas mesmo assim, mesmo que fosse ai Roberto Silva, ou ao David Rocha, já era um momento de festejo.

Afinal, nenhum de nós quer realmente as Expeditions, pois a primeira coisa que se faria, seria vender e fazer novos decks (tenho um deck de Slivers para acabar e algumas cartas ainda são caaaaaaaras).

O problema real, é que o investimento em Display, PreRelease ou Fat Packs, já tinha servido para pagar as cartas para a maioria dos decks, no entanto, é o apelo pela Expedition que ganha, mas que nunca chega, por mais que se puxe pela manivela.

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Fiquem atentos à nossa análise de Magic: Battle for Zendikar que será lançado em breve.

Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

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