Ghost in the Shell (2017)- Primeiras impressões

Ontem decorreu uma exibição dos primeiros 15 minutos do novo filme de Ghost in the Shell, realizado por Rupert Sanders, nos cinemas NOS IMAX do MarShopping e do Colombo. Eu tive presente no evento, por isso vou partilhar com vocês o que achei dos momentos iniciais do filme. Não sou propriamente um aficionado da franquia, mas assisti aos dois primeiros filmes (o original de 1995 e Innocence), por isso tenho uma ideia dos temas presentes na história. Se não quiserem SPOILERS do início de Ghost in the Shell, recomendo a pararem de ler agora.

Depois de uma breve apresentação de um dos organizadores – e ainda alguém a chamar ao filme “Ghost in Shield”, – assistimos primeiro a um trailer que já tinha sido divulgado no mês passado. Logo a seguir, dá início à sequência inicial do filme com Scarlett Johansson meia inconsciente a ser levada numa maca hospital, certamente após o acidente que a leva a ser transformada. É aqui que vemos a construção do seu novo corpo, que também foi divulgada há uns meses atrás e podem assistir aqui. A cena é claramente inspirada na sequência introdutória do filme original de 1995, mas senti falta do tema musical de Kenji Kawai. Provavelmente vai estar presente numa parte mais avançada do filme na versão remix de Steve Aoki.

Já no seu novo corpo, Scarlett Johansson desperta ao lado da doutora Ouelet (Juliette Binoche) que a trata por Mira. É possível que esta nova versão da Major não seja mesmo a Motoko Kusanagi ou talvez tenham mudado o nome para evitar de alguma maneira a polémica à volta da escolha da atriz para o papel. Scarlett diz que não sente o seu corpo e o doutora tenta explicar que lhe fizeram um corpo novo, mas a sua mente e alma continuam a mesma. Ela chega mesmo a utilizar os termos “ghost” e “shell“, quase para explicar de forma demasiado óbvia porque o filme se chama Ghost in the Shell. A doutora saí da sala e discute com um homem que Scarlett é a primeira da sua espécie, e devia ser vista como uma ser humana complexa e não como uma máquina. O homem responde que não a vê de uma maneira ou doutra, apenas como uma arma, e ordena que seja colocada na equipa da Public Security Section 9.

Avançamos um ano no futuro e vemos Scarlett no topo de um hotel, já a assumir o cargo de Major. Ela comunica com o seu chefe (Takeshi Kitano), que fala unicamente em japonês, enquanto vigia um encontro entre embaixadores de África e um representante da Hanka Robotics. Pouco depois, um grupo de terroristas entra no hotel e faz toda a gente de refém, enquanto uma geisha robótica começa a hackear o cérebro do representante. Em vez de esperar por reforços e contra as ordens do chefe, a Major decide avançar e salta do topo do hotel com o seu fato de invisibilidade ativo. Ataca alguns dos terroristas antes de quebrar o vidro, como já apareceu nos trailers, e elimina o resto dos inimigos, tudo isto a decorrer quase inteiramente em câmara lenta.

O representante da Hanka Robotics é libertado, e antes de ser destruída, a geisha robótica pede por ajuda. A Major questiona qual é o seu objetivo e percebemos que a geisha está a ser controlada por outra entidade, com certeza o vilão principal. Ele diz algo à Major, que sinceramente não me recordo o que foi, antes dela disparar sobre a geisha. Só depois é que chegam os reforços onde vemos um pouco de Batou (Pilou Asbæk) que ainda não tinha os olhos cibernéticos. Ele diz à Major que ela não é igual à geisha, que era apenas um robô, e a Major vai-se embora amuada com a invisibilidade ativa.

A exibição terminou aqui, e no fim cada um dos presentes recebeu um poster do filme (semelhante à imagem debaixo) e um bilhete de antestreia do filme numa sessão IMAX 3D. Pelos primeiros 15 minutos do filme, Ghost in the Shell mantém-se dentro das minhas expetativas neutras. A prestação de Scarlett Johansson está no registo habitual dela, o que pode ser igualmente mau e bom, e tenho algum receio que a história seja um pouco genérica. O aspeto visual continua interessante, e acho que está longe de ser uma adaptação asquerosa ao nível de filmes como Dragonball: Evolution. Ainda assim, se não gostaram do que viram nos trailers até agora, não há nada que possa dizer para vos convencer do contrário. Em princípio, podem contar com uma análise no site ao filme, que vai estrear nos cinemas a 30 de Março.

Sérgio Batista

Escolhido da ‘pug life’ que gosta sempre de arranjar jogos novos para a PS2.
Cosplayer casual, tira fotos em demasia nos eventos.

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