Game of Thrones T7 – Resumo Ep. 1 “Dragonstone”

AVISO: Este artigo contém spoilers do 1º episódio da temporada 7 de Game of Thrones.


Cá estamos nós mais uma vez com uma nova temporada de Game of Thrones. Tal como fiz com a temporada passada, vou falar sobre o que aconteceu em cada episódio após a sua transmissão oficial em Portugal. Eu sei que este artigo chega bastante tarde e toda a gente quer é saber o que vai acontecer no próximo episódio, mas ainda vou a tempo de dar as minhas impressões do episódio.

Como seria de esperar, o primeiro episódio da sétima temporada não começa com toda a gente à batatada, mas serve mais como um check-in a todas as personagens e locais relevantes da história (Dorne não conta). Começamos nas Riverlands onde voltamos a ver Walder Frey, o que me levou crer por uns segundos que estava a rever o Red Wedding. Mas não, ele continua morto, e agora quase toda a família dos Freys também está morta. Talvez a Arya Stark esteja a acrescentar nomes a mais na lista.

Enquanto uns Stark servem vinho estragado, outros são arrastados pela neve. Depois de adquirir os poderes do Corvo Trizarolho, Brandon Stark chega à Muralha para relembrar a toda a gente que o Night King e o exército dos mortos, que incluí gigantes mortos-vivos, estão a caminho. Até eles chegarem, a pobre Meera merece uns dias de descanso.

Em WinterfellJon Snow exerce o seu novo cargo como “THE KING IN THE NORTH!“. É preciso arranjar mais dragonglass, uma vez que é o único ponto fraco conhecido dos White Walkers até agora, e todos os meninos e meninas vão começar a treinar para lutar – e se tiverem algum problema com isso, vão ter de lidar com a Lady Mormont. Também é preciso reforçar as defesas da Muralha, portanto os selvagens vão tratar do castelo de Eastwatch (a ironia). Para terem uma noção geográfica, o castelo fica no extremo direito da Muralha, próximo do mar.

Caso o exército dos mortos chega ao outro lado da Muralha, vão encontrar primeiros os castelos dos Umber e dos Karstark, duas famílias que traíram os Stark e lutaram ao lado de Ramsay Bolton. A Sansa diz que deviam entregar os castelos a outras famílias que se mantiveram leais, mas Jon decide não castigá-las dessa forma. Mesmo que o Jon queira manter o Norte unido e tal, seria esperto da parte dele dar ouvidos à Sansa para não cometar os mesmos erros estúpidos que o Eddard e o Robb cometeram. Afinal de contas, ela teve uma praxe intensiva com a Cersei durante anos, por isso ela sabe um pouco como aquela maluca funciona.

Por falar no diabo, a rainha Cersei está em King’s Landing a finalizar um lindo mapa de Westeros no chão para ter melhor noção o quão tramados estão os Lannisters. Com tantos inimigos ao seu redor, dava jeito alguns aliados, portanto chamaram o humilde e estiloso Euron Greyjoy para os ajudar com a sua Frota de Ferro. Ainda assim, Cersei age como quem não quer a coisa e isso parece motivar Euron o suficiente para ir buscar um “presente”. O Jaime que fique atento, ou não vai ficar só sem mão.

Saltamos para Oldtown onde continuamos com as aventuras do nosso amigo Samwell Tarly. Ele veio até à Citadel para se tornar um meistre e descobrir uma forma de deter os White Walkers. No entanto, ele deve ter-se enganado no caminho e foi parar a um lar de idosos. Até temos uma montagem e tudo para perceber o quão… vá, merdosa é a vida dele agora. Estava com expetativas que as partes do Sam seriam as mais secantes da temporada. Acho que afinal vou gostar bastante.

Parece que ninguém acredita muito na história do Sam sobre os White Walkers, exceto um arquimeistre interpretado por Jim Broadbent, mas ele também não acredita que vá ser o fim do mundo ou algo parecido. Para não perder mais tempo, Sam rouba as chaves a um velho adormecido para aceder à área restrita da biblioteca e obter mais informações sobre os White Walkers. Nem precisou de um manto de invisibilidade nem nada. 

Voltamos a Winterfell por breves momentos para ver que Tormund continua a fazer olhinhos à Brienne das Tartes. Sem grande sorte. O Littlefinger continua a fazer olhinhos à Sansa. Sem grande sorte também. E o desgraçado do Podrick ainda precisar de treinar com a espada (uma espada a sério, seus tolos).

Arya continua por Riverlands em direção a King’s Landing, e encontra um grupo de soldados dos Lannister no meio do bosque… e não aconteceu nada de mau (por enquanto). Comeram coelho, beberam vinho, falaram sobre as suas famílias, riram-se quando a Arya disse que ia matar a rainha, foi tudo estranhamente agradável. Ok, talvez a última parte não tanto, mas comparado com o que aconteceu no início do episódio, ela precisava de um momento menos violento para equilibrar as coisas. Um dos soldados era interpretado por Ed Sheeran, um cantor e compositor britânico. Como eu não sabia quem era, a presença dele não me fez confusão, ao contrário de muita gente pela Internet.

Quem também anda pelas Riverlands, mas no sentido contrário, é Sandor “The Hound” Clegane na companhia da Brotherhood Without Banners com Beric Dondarrion e Thoros of Myr (pelos vistos ele é careca). Eles decidem passar a noite numa casa abandonada onde encontram dois cadáveres. O Hound reconhece os corpos porque já esteve naquela casa antes quando ia entregar a Arya para a sua tia Lyssa no Eyrie (3º episódio da temporada 4).

Apesar de estar sempre a questionar sobre o Senhor da Luz, o Hound parece ter a mente mais aberta sobre o sobrenatural. Quando começou a falar do que via na lareira, eu julgava mesmo que estava a gozar com eles, mas aparentemente teve visões da Muralha, duma montanha (Cleganebowl!), e do exército dos mortos. Os selvagens já vão ter festa no castelo de Eastwatch nesta temporada.

Passamos novamente para Sam em Oldtown, junto com Gilly e Sam Júnior – é impressão minha ou o puto cresceu bastante desde a temporada anterior? Ele está agarrado aos livros que “requisitou,” como se fosse um aluno a estudar na véspera para os exames, e descobre que existe um grande depósito de dragonglass em Dragonstone. Ah e o Jorah já está em Westeros, cada vez mais próximo de se transformar num homem-pedra, e está à espera da chegada de Daenerys.

Não vai ser preciso esperar muito, uma vez que ela já chegou a Dragonstone, ainda que deve levar algum tempo para chegar até ao castelo com aquelas escadas todas. Convenientemente, o castelo está vazio, apenas sujo e desarrumado (Stannis, seu porco), portanto a Dany pode começar já os seus planos para recuperar o Trono de Ferro. Também já não falta muito para o próximo episódio, é a vantagem de terminar este artigo tão tarde, mas prometo que vou tentar completar mais cedo no próximo.

Então e vocês? Que tal o início da sétima temporada de Game of Thrones? Não se esqueçam de comentar e cá estarei de volta para o segundo episódio, “Stormborn“.

Sérgio Batista

Escolhido da ‘pug life’ que gosta sempre de arranjar jogos novos para a PS2.
Cosplayer casual, tira fotos em demasia nos eventos.

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Sérgio Batista

Escolhido da ‘pug life’ que gosta sempre de arranjar jogos novos para a PS2.
Cosplayer casual, tira fotos em demasia nos eventos.

  • _GM_

    Um detalhe que gostei quando a Daenerys chegou a Dragonstone, é que ela mal chegou, não sentou logo no trono, nem se preocupou muito em se “acomodar” primeiro. Ela foi logo à Chamber of the Painted Table, pronta para iniciar a sua estratégia para a guerra que se avizinha.

    • Kanudo

      Provavelmente o trono tinha pó.

      • _GM_

        Trono é trono, com ou sem pó. A única “imundice” que havia por lá era a bandeira da família Baratheon, ainda pendurada.

  • Aparentemente a Arya andou a armar-se em Lady Stoneheart, mas algo me diz que ela não vai demorar muito a mudar o sentido da viagem.
    Foi bom ver o Jon perdoar os filhos pelos erros dos pais, pois ele sabe muito bem o peso dos “erros” do seu “pai”.
    Estranhei ver Dragonstone deserto, mesmo o Stanis não estando lá pensei que alguém ficaria para cuidar do sitio.
    Seria muito bom (e extremamente pesaroso) ver o Hodor como um zombie no meio do exercito de white walkers.
    Gostei bastante do ritmo do episódio. Foi um bom começo para o que promete ser uma ótima temporada.