Final Fantasy XV – BroTrip Journal: Assassin’s Festival (Especial)

Apesar de ter vindo a fazer as análises aos DLCs que tem como foco não Noctis mas os membros do grupo e os momentos em que os mesmos estiveram ausentes, já faz mais de meio ano desde o meu último “BroTrip Journal”, sendo que o último teve lugar nos finais de Janeiro e foi sobre o evento “Moogle Chocobo Carnival”. Mas mais uma vez estamos de regresso, e desta vez para falar sobre o “Assassin’s Festival” que marca presença devido à colaboração entre a Square-Enix e a Ubisoft.

Alguns de vocês podem estar a perguntar o porquê de não estar a fazer uma análise, já que este possui elementos de história, e a razão é simples, a maioria deste DLC é igual ao “Moogle Chocobo Festival”, ou seja, o ponto principal é as várias actividades presentes, bem como o facto de o DLC ser apenas temporário e também de a história nem ser assim tão grande. O que não apresenta grandes motivos para fazer algo como uma análise, daí ter optado por abordar o mesmo da mesma maneira que fiz tanto para o jogo como para o festival anterior.

E tal como o o festival anterior, este também demorou por volta de 5 horas para ser concluído, com uma hora dessas a ser a “missão de história”. Que nem aquece nem arrefece para ser honesto, tem umas ideias boas e é engraçado mas no final é apenas algo que vem encher um DLC grátis de uma colaboração, acho que seria impossível pedir e esperar por mais.

Basicamente como já disse, existe as missões principais que tem uma história com cutscenes, e depois o resto deste festival que é composto por actividades e side quests. A versão whack-a-mole com o Cactuar regressa e desta vez com Prompto a ajudar, já que basicamente ele está a ocupar o lugar de Carbuncle que era quem vos acompanhava durante o Moogle Chocobo Festival. Tenho a dizer que com Prompto ao meu lado acabei por achar o “whack-a-cactuar” mais engraçado que no festival anterior. Mas tirando isso os outros eventos não tiveram muito para além de “estes oferecem mais medalhas”.

No entanto as side quests acabaram por ser mais interessantes, gostei particularmente da caça ao tesouro onde era preciso desvendar pistas para poder encontrar a dica seguinte. Podia estar melhor desenvolvido mas foi engraçado o suficiente e o twist até que foi interessante. E falando de interessante, acabei por apanhar o Gladiolus a engatar raparigas um par de vezes (sim, raparigas diferentes, até o próprio Prompto e Noctis comentaram sobre isso). Honestamente nunca pensei que o Gladiolus fosse uma pessoa dessas, mas ele até que tem umas boas deixas.

O mais engraçado, ou como a geração mais nova diz “cringe” foi ver o lip service por parte da Square Enix. Aparentemente a franchise Assassin’s Creed existe no universo de Final Fantasy XV e o nosso principe e o seu fotógrafo pessoal são grandes fãs da série, e talvez demasiado fãs tal como foi possível ver de vez em quando. Obviamente que parte disso são os Japoneses que exageram sempre com tudo, outra parte é mesmo o lip service que podia ser melhor.

O stealth sempre que funcionou melhor com estes elementos de Assassin’s Creed do que no jogo original. Estaria interessado em ver a Square Enix aplicar uma ou duas mecânicas usadas neste DLC no jogo final, mas por esta altura acho que já é demasiado tarde para a coisa que é pena. Na minha opinião acaba por ser uma oportunidade desperdiçada ao inserir isto apenas num pequeno DLC em vez do jogo completo.

Lembro-me de na altura do Moogle Chocobo Carnival ter dito que gostaria de ver mais festivais dentro do jogo, e na altura esperava apenas algo semelhante ao primeiro mas nas outras cidades. Nunca me passou pela cabeça que o próximo festival fosse uma colaboração com Assassin’s Creed e que até que funcionou mais ou menos, os elementos dos dois jogos foram bem juntados mas a Square Enix foi bastante fiel à série Assassin’s Creed porque o DLC estar com uns quantos bugs e problemas de performance. Dito isto, eles que me atirem o seguinte festival que eu fico à espera.