Dragon Quest ou Final Fantasy?

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Os RPGs tiveram uma ascensão gigantesca nas consolas no final dos anos 80 e explodiram completamente nos anos 90. Um dos maiores responsáveis por esta explosão no Ocidente foi a série Final Fantasy com o lançamento do sétimo capítulo na velhinha PSOne, mas como é que a série Dragon Quest fica ao lado deste colosso dos RPGs?

Eu considero que Dragon Quest é uma série tão ou mais responsável pela ascensão dos RPGs nas consolas. Podemos voltar uns anos atrás e recuperar séries mais antigas e tão responsáveis como Ultima, Wizardry, Temple of Apshai ou até mesmo Dungeons and Dragons. O único problema destes últimos jogos mencionados centrava-se na elevada dificuldade e/ou complexidade para muitos outros jogadores que se sentiam intimidados.

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Eis então que entra em cena Yuji Horii. Se há algo que podemos creditar os japoneses em várias vertentes tecnológicas é a capacidade de simplificarem algo e foi baseado nessa ideia que Horii criou a série Dragon Quest. O produtor que havia começado a sua carreira como produtor de videojogos em 1983, concebeu a ideia de criar uma RPG acessível e menos complexo não só em termos de jogabilidade como no conceito do jogo.

O primeiro jogo colocou a tarefa de salvarmos o reino de um ser malvado de nome Dragon Lord e ao mesmo tempo salvar a princesa do reino. A maneira como simplificaram o jogo para termos uma exploração simples pelo reino de Alefgard e uma possibilidade de gerirmos o nosso equipamento facilmente abriu as portas para este género de sucesso.

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O reino estava genialmente dividido por pontes que serviam como separação para o tipo de dificuldade dos inimigos no jogo. Poderíamos estar durante horas a fazer grinding numa zona e destruir monstros com facilidade, mas a partir do momento em que atravessamos uma ponta sentimos um aumento na dificuldade.

É um jogo extremamente simples e revolucionou sem dúvida a percepção que temos dos RPGs mas que nos padrões de hoje em dia é incrivelmente arcaico como é o caso de precisarmos de abrir um menu para descer umas simples escadas ou abrir uma arca contento tesouros. Neste jogo o protagonista estava sozinho na aventura, não havendo qualquer tipo de party member para partilhar esta experiência.

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Um ano depois chega Final Fantasy, uma criação de Hironobu Sakaguchi que precisava de ter sucesso para salvar Squaresoft da bancarrota, algo que conseguiu. Sakaguchi usou as mesmas fontes de inspiração que Yuji Horii, mas também teve Dragon Quest como referência.

O primeiro Final Fantasy é um jogo que assim de repente possa parecer muito semelhante a Dragon Quest, mas no fundo é um bem mais polido. Continua a ser um RPG com random encounters e um sistema de exploração bastante simples, mas melhorou em vários aspectos e sucedeu à criação de Yuji Horii.

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O jogo não tinha tantos entraves no que toca à interação com o mundo, estava munido de localizações variadas e temáticas sem falar de uma quantidade de personagens interessantes e acontecimentos interessantes. Um ponto gigantesco a favor de Final Fantasy foi a adição de classes e um sistema de party que nos colocava a controlar mais do que uma personagem. Como seria de esperar, este lançamento catapultou a série e a Squaresoft para o estrelato.

Muito honestamente tenho um fraquinho por ambas marcas, mas tenho de admitir que Final Fantasy nos últimos evoluiu de uma maneira muito mais ambiciosa. Apesar de ter sido bastante importante no início, Dragon Quest pouco fugiu dos moldes iniciais mantendo um perfil mais em linha com o seu passado, mas a cumprir quando tem de oferecer aventuras épicas.

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Final Fantasy foi evoluindo favoravelmente e Final Fantasy 7 é a prova viva disso, deixando para trás o tema mais medieval e apresentando algo mais tecnólogico e distópico, algo que foi conseguido em Final Fantasy 6 e repetido várias vezes. Outros aspectos como o sistema de Materia e o grafismo em 3D empurraram a série mais além.

Mesmo assim, Dragon Quest consegue manter um grande nível de qualidade dentro do tema que sempre abordou e podemos levar Dragon Quest 7 e 8 como bons exemplos disso, sendo o último mencionado um dos melhores RPGs lançados para uma plataforma recheada de grandes jogos, a PlayStation 2.

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Curioso é também assentar que enquanto Final Fantasy atravessa uma fase menos boa – que me levou a ficar um pouco “chateado” com a série – Dragon Quest encontra-se de boa saúde sendo altamente desejado pelo público Ocidental.

Dito isto, não consigo escolher uma em detrimento da outra. São duas marcas altamente importantes e relevantes para o mundo dos videojogos apesar de estar em melhores termos com Dragon Quest neste momento. Sinto também que a série Final Fantasy voltará a ter momentos de glória com o lançamento de Final Fantasy 15. Concluo respondendo ao título deste artigo dizendo, Dragon Quest e Final Fantasy.

Qual delas é que vocês mais adoram?

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