Companheiro de Jogo, Procura-se

Companion-App

Não, não estou à procura de alguém para jogar comigo, estou a falar das companion apps. Caso não saibam do que estou a falar, estas aplicações, normalmente integradas em redes sociais como o Facebook ou mais recentemente aplicações próprias para dispositivos móveis têm vindo a crescer em popularidade na industria dos videojogos.

Mas afinal quando começou esta moda? Bem na minha opinião estamos neste momento no renascimento desta, tendo os primórdios sido iniciados com a VMU da Dreamcast. O que é uma VMU? É uma Visual Memory Unit ou cartão de memória com ecrã e botões.

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A Dreamcast foi uma consola que estava bastante à frente do seu tempo tendo tido alguns periféricos anormais para a altura assim como algumas características que hoje são indispensáveis. Ainda assim com toda as “modernices” continuava a ser necessário um cartão de memória para guardar o nosso progresso nos jogos e como tal foi criado o VMU, eis que os iluminados na SEGA decidem colocar pilhas, um ecrã e botões no cartão de memória e nasce uma consola secundária.

O VMU por si só é apenas um cartão de memória mas com os dados correctos pode conter mini-jogos e em alguns casos deixa-nos transferir os ganhos de volta para o jogo. Vamos aqui para um exemplo clássico, Sonic Adventure. Neste jogo existe uma vertente secundária que parece baseada em Tamagotchi que consiste em criar e treinar Chaos para competições. E podem transferir o vosso Chao para o VMU e treiná-lo a partir de lá, mesmo que estejam fora de casa. Quando o voltam a colocar no jogo todo o progresso que foi feito é transferido para o jogo, sendo que até existiam items exclusivos desta aventura no VMU.

Chao_transfer

Entretanto sempre foram existindo pequenos mini-jogos associados ao jogo principal ou mesmo versões portáteis com algum tipo de ligação ao jogo principal. Aliás um exemplo passará pelos jogos Pokémon da 3ª geração onde foi lançado um jogo que permite guardar os nossos Pokémon na GameCube à semelhança do Poké Bank que existe hoje para a 3DS.

Hoje em dia o conceito é parecido mas com uma vertente social mais forte. Muitas aplicações anunciam os nossos resultados em letras gordas, para que todo o mundo saiba o quão bons nós somos, e noutras tantas fazemos um mini-jogo aparvalhado para ter acesso ao chapéu no jogo principal. Enfim, existe de tudo.

dreamcast vmu pn esp

Felizmente na sua grande maioria estas aplicações externas são opcionais e não têm grande impacto no jogo. E depois existem aplicações como é o caso da Companion App de Fallout 4 que simula o Pip-Boy no nosso Smartphone.

Outro caso é Watch Dogs onde através da companion app “Watch_Dogs Companion: ctOS” é possível controlar os equipamentos electrónicos da cidade através da aplicação, enquanto o jogador que está na consola tenta terminar um percurso ou desafio o mais rápido possível. Mas continuando, até GTA V teve direito ao iFruit.

ifruit pn

Um caso que me é pessoal é o da companion app de AC4 Black Flag, esta aplicação permite-nos ter acesso ao mapa de jogo em tempo real e até fazer o mini-jogo da “frota de Kenway”.

Pessoalmente acho estas aplicações que se tornam úteis e nos facilitam o trabalho muito bem-vindas. Dispenso a componente social, apesar da minha cusquice interior dizer o contrário, mas no lado positivo seria engraçado ter um mapa em tempo real no Smartphone em vez de estar a ocupar espaço no ecrã de jogo. O tempo dirá a sua evolução.

Então e vocês o que acham destas companion apps?

 

Alexandre Barbosa

Videojogos e séries de TV são o seu meio de entretenimento favorito. Desde jogos de plataformas a RPGs todos os jogos são um hipotético interesse. Ganhou também alguns traumas com certos videojogos mas isso já era de esperar. Agora já posso parar de falar sobre mim na 3ª pessoa?

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