Coisas sobre Anime [18] – Corpse Party

Originalmente estava para falar sobre Corpse Party na altura do Halloween. Mas entretanto dei prioridade a outros temas, com a ideia de que ainda estaria a tempo para falar sobre terror, mortes, maldições e semelhantes, mas o tempo foi passando e agora estamos perto do Natal… E que altura mais que perfeita para falar sobre a franquia!

Vou focar-me principalmente nos jogos, já que os mesmos são o que foram originalmente criados. Com as adaptações a anime, live action e manga a adaptarem história dos jogos, quer seja numa boa adaptação, má, ou em algo completamente diferente e sem importância nenhuma. O que quero dizer é que para além dos jogos não me aventurei muito pela franquia porque as suas adaptações não são as melhores.

 

– Corpse Party –

Apesar dos vários nomes que a primeira versão de Corpse Party recebeu no Japão com os seus remakes e remasters, no Ocidente ficou simplesmente conhecido como Corpse Party, criando por vezes alguma confusão sobre o porquê de a versão X ter melhor aspecto que a versão Y. Para começar, o jogo saiu originalmente na PC-98, sofrendo mais tarde um remake para PC (que está disponível na Steam). E depois outro remake para a PlayStation Portable, que por sua vez recebeu um remaster para a 3DS recentemente (ambas as versões também disponíveis no Ocidente).

Antes de continuar com as diferenças entre cada versão dos jogos, e as sequelas que foram surgindo ao longo dos anos, vou começar com a descrição da série Corpse Party. Tendo sido inicialmente criado no RPG Maker, Corpse Party conta a história de um grupo de estudantes que ao fazerem parte de um pequeno ritual acabam por ser transportados para uma escola devastada e separados uns dos outros. Contando com vários protagonistas ao longo dos vários capítulos, bem como com múltiplos finais e várias reviravoltas numa história interessante.

A jogabilidade passa por uma mistura de visual novel com aventura, onde é necessário recolher itens e investigar vários locais, e fazer as escolhas certas para prosseguir para o final correcto. Sem a necessidade de recorrer a jump scares e com a capacidade de nos prender num wrong ending logo desde o início e sem nós nunca darmos por isso. Sendo uma das razões pela qual adoro tanto o primeiro jogo, já para não falar da banda sonora e várias surpresas que o jogo esconde.

A diferença entre as várias versões para além de melhores gráficos, banda sonora, voice acting e o conteúdo habitual é a inclusão ou remoção de alguns bad endings ou extra stories. O jogo original poderá ter mais conteúdo, mas a versão PSP definitivamente contém um voice acting superior e melhores modelos de personagens. Na minha opinião recomendaria começarem pela versão PSP (ou neste caso, 3DS) e depois saltarem para o PC e verem o jogo original.

Para além das várias versões do primeiro jogo existe também umas quantas sequelas. Corpse Party: Book of Shadows continua após os eventos do primeiro Corpse Party (de ambas as versões caso estejam com a dúvida), mas acaba por ser um pouco peculiar. Book of Shadows adopta um formato totalmente em visual novel, e conta a história a partir de um dos Bad Endings do jogo anterior, onde as personagens regressam num loop e começam a perceber-se de que já viveram este evento antes, e desta vez tentam evitar as mortes dos seus amigos.

Seria uma história interessante, mas Book of Shadows não segue um caminho fixo tal como o jogo anterior. Estando formado de cenários “What If”, e capítulos que tomam lugar antes, durante e após os eventos de Corpse Party, dando assim mais tempo de antena a outras personagens que não tiveram oportunidade, e apresentando revelações interessantes, bem como preparando a série para o seu final com o próximo jogo, Corpse Party: Blood Drive.

Blood Drive acaba por regressar ao formato original da série, mas os Wrong Ends são uma completa desilusão, e o jogo apesar de ser bom no geral, não chega ao nível do primeiro na minha opinião, que continua a ser o melhor da série. Mas tem um grande final para todos os eventos que tem vindo a acontecer desde o início.

Existe também um jogo que tem como abreviação o nome de Corpse Party 2U, que é um spin off de comédia e apresenta novas personagens e recolhe o cast inteiro para várias situações hilariantes num formato de visual novel. A história deste spin off acabou por tornar-se canon para o jogo, ou melhor dizendo, as personagens e o seu final são importantes já que os eventos do jogo decorrem antes de Blood Drive.

Corpse Party recebeu depois uma sequela, com o nome de Corpse Party 2: Dead Patient. Apesar de ser numerado este novo jogo não está relacionado com a trilogia anterior, contando uma nova história com personagens novas numa situação diferente que toma lugar num hospital. Este novo Corpse Party estava planeado para um lançamento em formato episódico, mas após uns anos de espera o projecto acabou por sofrer um remake com o nome de Corpse Party 2: Dead Patient Neues, ainda sem uma data específica de lançamento.

Resumindo esta é a corrente situação no que toca aos jogos da série Corpse Party. Recomendo imenso os jogos, em especial o primeiro (qualquer uma das versões, mas aconselho a da PSP/3DS), os jogos focam-se imenso em contar a sua história, acompanhados de uma grande banda sonora e audio binário. Infelizmente o anime não faz justiça ao jogo original, embora seja bem mais gráfico (como podem ver pela imagem acima, e acreditam que havia piores por onde escolher).

Gostaria de falar um pouco mais sobre a série, em especial sobre a primeira trilogia que já terminou, mas o problema dos spoilers é algo que me continua impedir de fazer o mesmo. Pensei várias vezes em trazer a série até um PN Jukebox, até porque a banda sonora é bastante boa tal como já referi, mas existe o problema em não encontrar todas as músicas disponíveis. Dito isto, não tenho mais por onde pegar, excepto que se no próximo Halloween estiverem interessados em algum jogo de horror com personagens anime, então deviam definitivamente pegar nesta série.

——————————

I’m gonna butter up my pooper! Yaaay!

Mathias Marques

Editor oficial desde Agosto 2014 Para além de videojogos também gosto de anime. Podem ver-me a apregoar sobre ambos os assuntos no site em forma de notícia, artigo ou análise. Tenho a sorte de encontrar momentos parvos enquanto estou a jogar, ou de os criar eu mesmo.

More Posts

Follow Me:
TwitterYouTube

Mathias Marques

Editor oficial desde Agosto 2014 Para além de videojogos também gosto de anime. Podem ver-me a apregoar sobre ambos os assuntos no site em forma de notícia, artigo ou análise. Tenho a sorte de encontrar momentos parvos enquanto estou a jogar, ou de os criar eu mesmo.