Antevisão – The Elder Scrolls Online Beta

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The Elder Scrolls é uma série que se cimentou no panorama dos videojogos de uma maneira bastante sólida tornando-se num nome de respeito e com uma legião de fãs impressionante. Depois do lançamento de The Elder Scrolls 5: Skyrim, a Bethesda anunciou a existência de um novo capítulo da série que iria abranger um género até agora desconhecido para o estúdio Estadunidense, falo certamente dos MMOs.

The Elder Scrolls Online é o jogo em questão e está de momento em produção para PC, PS4 e Xbox One. O jogo entrou recentemente em fase Beta no PC e o PróximoNível teve a chance de o testar nas duas últimas sessões de teste.

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Este MMORPG começou como qualquer um do género, onde procedemos à criação da nossa personagem. Como fã da série, escolhi a raça que mais admiro, Khajiit. Os Khajiit são uma raça que apesar de terem corpo humano, a cabeça é de um felino e isso fará com que a nossa personagem se torne ágil e destemida no que toca a combate furtivo. Visto que a minha estratégia passa também por vaguear pelas sombras bem ao género de um assassino furtivo, fui por esta raça.

Ao escolhermos a nossa raça, do lado esquerdo vamos poder ver a sua aliança dentro do jogo, havendo três no total. A escolha da nossa aliança irá determinar a “starting zone”, e como a minha aliança é a Aldemeri Dominio, começo na ilha remota de Stros M’kai, a sul de Hammerfall. Ao entendermos geograficamente a posição e tamanho da nossa ilha é que entendemos que Tamriel é um continente imenso e que poderá ser bem aproveitado no futuro, mas, não é aqui que a nossa aventura começa…

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Como já é apanágio na série, começamos o jogo como um prisioneiro numa zona misteriosa. Após a libertação, começamos a descobrir como é que o jogo funciona, onde a nossa fuga torna-se praticamente num tutorial.

A partir daqui começamos a ver vários jogadores online a fugir da mesma cela – neste caso começaram o jogo na mesma altura – e temos o primeiro contacto com a jogabilidade e menu.

Começando pela jogabilidade, é praticamente como um dos mais recentes jogos da série The Elder Scrolls mas com um motor de jogo diferente. Podemos alternar entre a e a 3ª pessoa no que toca a câmera e os combates acontecem em tempo real, ao contrário de alguns MMOs, onde assim que a acção é dada a personagem fica a executa-la sem parar.

Não existe uma grande complexidade na mesma, usamos os botões do rato para atacar e usamos a mira para apontar as nossas flechas ou magias. Rapidamente descobrimos que a Bethesda foi extremamente fiel aos jogos anteriores da série. A minha estratégia passa por atacar furtivamente os inimigos e ter uma atitude muito “à ninja”, e todo o comportamento do ambiente, inimigos e da minha personagem funcionam tal como os dos capítulos anteriores.

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Com este novo motor parece que o jogo perdeu algum do seu sistema de combate algo “desengonçado” que afasta muitos dos jogadores, o combate é agora feito de uma maneira muito mais estratégica e onde iremos fazer de tudo para não perder energia desnecessariamente. Para isso, haverá muitos mais jogadores que irão preferir repensar a sua estratégia de combate para conseguir defender mais e não atacar desnecessariamente.

Os MMOs costumam ter uma barra de acções vasta e com inúmeras possibilidades para usarmos em combate, algo que não acontece em The Elder Scrolls Online. Os jogadores ficarão espantados pelo tamanho da mesma, tendo pouco mais 5 ou 6 quadrados para acções e uma outra para personalizar com outros items como poções e afins. Mesmo assim, acabamos por esgotá-los bastante rapidamente dado ao número de habilidades que desbloqueamos inicialmente, mas o número de quadrados disponíveis são suficientes para qualquer estratégia de combate que adoptarmos.

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A interação é também um aspecto importante nos MMOs, e isso parece ter ficado um pouco para trás neste jogo. The Elder Scrolls é uma série para os “lone wolves”, aqueles que passam todo o jogo sem a necessidade de ter qualquer tipo de companhia NPC, e parece que estas vertente online poderá sofrer um pouco disso. As opções básicas para interagir com alguém estão lá, podemos ter uma lista de amigos e adicionar alguém que passa tranquilamente ao nosso lado, podemos também pedi-lo para se juntar na nossa “party” por forma a que façam missões em conjunto. Infelizmente não subi o suficiente para experimentar o PvP.

Nesta versão Beta, The Elder Scrolls Online é um MMO mostra-se bastante competente e por vezes impressionante. Certos cenários estão simplesmente espectaculares e algumas das missões levam-nos a zonas com alterações paranormais ou climatéricas de se tirar o chapéu. A Bethesda trabalhou bem as longas zonas entre cidades sendo difícil ficar aborrecido pela viagem.

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Em aspectos técnicos, The Elder Scrolls Online mostrou-se nesta fase Beta como um jogo bastante estável, com alguns bugs ocasionalmente, e sem grandes problemas no que toca a latência ou falhas de servidor.

The Elder Scrolls Online é um bom MMO. É um passo arriscado por parte da Bethesda, mas do que pude experimentar, parece um passo um pouco tímido. É um jogo bonito, joga-se bem, tem excelentes missões, mas no que toca a MMO, fica um pouco aquém do que se esperava. Por enquanto, é um jogo que agradará sem dúvida os fãs da série, mas provavelmente será ignorado por quem nunca viu a série com bons olhos. Vamos ver como é que o produto final chega, mas por enquanto, a mensalidade parece ser o maior entrave deste MMO.

Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

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Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

  • João Ramos

    Lemos, escreves MMO como o Al Pacino diz “fuck”.
    😀

  • André O Maior

    Pena nao teres experimentado o PvP, era a minha maior curiosidade.
    Já se sabe quanto será a mensalidade em Portugal?