Antevisão – Playstation Classic

Não faz sequer meia dúzia de dias que fomos convidados (com algum secretismo, há que se dizer), para experimentar a Playstation Classic num evento focado apenas para os média a decorrer no museu Nostálgica em Lisboa.

A ideia era poder ver a consola ao vivo, interagir com a mesma e ter uma experiência bem próxima do que será ter uma em casa e jogar os vários jogos clássicos da era. A experiência foi tida em conjunto com outro meio sempre por perto, o que me permitiu até jogar em multijogador.

Tal como seria de esperar, a Playstation Classic é realmente pequena, muito mais pequena que a original, com a vantagem de não ser necessário comprar cartões de memória e de haver um HDMI na traseira que ajuda a que a imagem não seja tão má em televisões com HD. Os dois comandos são os de primeira geração, por isso, nada de analógicos para usar nos jogos que iam beneficiar com isso.

Tive cerca de hora e meia para passar a pente fino as capacidades da mesma, os jogos e claro, o menu, que está construído num formato de bolas a fazer lembrar alguns discos antigos de demos. Procurei imediatamente por sinais de “modernismo”, mas a única coisa que constou, foi apenas slots de “Save State” que gravavam o estado actual do jogo antes de sair para o menu. Para mudar de jogo é necessário carregar no botão de reset, o que obriga a levantar e ir de encontro à consola. Os cabos dos comandos também não são muito grandes e por várias vezes, no meio de conversa, lá a consola ficava pendurada no móvel pelo HDMI e o cabo de alimentação.

Não existe qualquer menu dentro ou fora dos jogos que permita escalar a imagem de 4:3 para 16:9, nem nada de filtros que ajudem a melhorar a imagem. Eu percebo perfeitamente que a consola pretende ser um emulador com a experiência original, mas não era difícil de incluir e só usava quem queria. Se era para ser assim tão Clássico, porque não manter cartões de memória, ou introduzir Discos, já agora?

A lista de jogos está bem composta (opinião mais aprofundada na altura de lançamento), mas o que está incluído é um misto entre bom e altamente datado. Alguns jogos pareciam bem mais rápidos ou bonitos na minha memória e poucos foram aqueles que envelheceram bem. Existem muitos clássicos, mas ficaram uns quantos de fora que não se percebe, algo que também mais vale ficar pendente para se falar na altura da análise final.

No que respeita a jogar em conjunto, correu tudo bastante bem. O jogo escolhido foi Tekken 3 e está tão bom e divertido quanto me recordo, um dos jogos que pode ter sinais de envelhecimento, mas que continua a ser óptimo para jogar com os amigos. Existem mais jogos para dois jogadores, mas não houve tempo para tudo infelizmente.

O tempo de experimentação que tive com a Playstation Classic foi positivo, mas é fácil perceber que esta é uma consola que vai depender muito da vossa nostalgia. Para alguém como eu, vale sempre a pena, mas só com alguns dias com ela em casa é que vou perceber quantas vezes é que vou ter vontade de a ligar outra vez.

A Playstation Classic vai ser lançada a 3 de Dezembro.

Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

More Posts - Website

Follow Me:
TwitterFacebook

Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.