Antevisão – Horizon Zero Dawn

2017 ainda vai nos seus primeiros meses e a Sony já está a conseguir com que as atenções se virem todas para a sua consola. Depois de Gravity Rush 2 e Nioh, está na altura de Horizon Zero Dawn mostrar do que é capaz. Em visita a Espanha para uma sessão de apresentação de Horizon Zero Dawn nos escritórios da Sony, pude jogar o jogo durante umas boas horas e até explorar o mundo a meu bel prazer. Quando a sessão terminou, tiveram de me retirar o comando quase à força, pois queria continuar a jogar mais.

A sessão foi dividida em duas partes, uma onde joguei a primeira hora de jogo com Aloy enquanto criança e uma segunda parte já em adulta, com o mapa já aberto e mais liberdade. A minha dúvida inicial começou por saber se a Guerrilla era capaz de conseguir criar um mundo aberto e uma história grande o suficiente para encher um RPG. Do que experimentei, a resposta é um claro sim.

A primeira parte onde joguei com a pequena Alloy teve um impacto bastante forte, a forma como a história está contada e como apresentam foi feita de forma exímia, ao ponto de parecer que estava a jogar algo criado pela Naughty Dog para The Last of Us. O modelo das personagens é bastante bom e oferece ainda mais impacto à forma como tudo é contado.

Esta parte inicial serviu também como tutorial, o que permitiu aprender a lutar, disparar com o arco e até seguir os rastos dos robôs, algo possível através do pequeno auricular que Alloy usa perto da orelha. Este dispositivo permite entrar numa espécie de Detective Mode ao estilo Batman, onde alguns elementos ficam destacados e podemos ver as trilhas de patrulha das máquinas.

Depois desta primeira hora foi altura de saltar um pouco mais à frente e jogar numa área já com mundo aberto, muitas missões alternativas e muito mais para fazer. Aqui Aloy já tinha algumas das suas armas mais avançadas, incluindo o gancho que se usa para prender os animais e o arpão, capaz de fazer hacking às máquinas. O Hacking funciona como arma de combate, mas também de exploração, pois podem trepar aos robôs mais altos com cabeça de parabólica e ver o mundo em redor ao estilo Assassin’s Creed. Foi algo que fiz e me deu um gozo enorme.

Um ponto alto da experiência passou por derrotar um dos primeiros bosses, uma máquina ao estilo tigre bastante veloz que era preciso descobrir o ponto fraco e plantar armadilhas. Apesar da forma recomendada de o matar, acabei por fazer asneira de forma repetida, por isso acabei por o matar quase à pancada de forma sucessiva, aproveitando para lhe espetar uma flecha cada vez que tinha espaço para respirar. Foi um momento de pressão bem doseada que me deixa a pensar no que poderá haver mais lá para a frente.

O tempo de experiência mostrou também como decorrem algumas missões e como é feita a interacção com outros NPC. Existem escolhas que podem fazer durante os diálogos e a possibilidade de explorar melhor cada uma das conversas quando surgem ramificações de texto. Como é óbvio, com o salto temporal que dei, não consegui perceber grande parte do que se estava a passar.

Claro que outra coisa que tomei bastante atenção, foi ao visual, pois Horizon Zero Dawn é um portento. O mundo é altamente detalhado e cheio de vida. Desde Aloy até aos inimigos, tudo tem um aspecto fantástico, sem esquecer sequer os efeitos climatéricos e aqueles feixes de luz solar soberbos. Claro que ainda apanhei uns quantos bugs e problemas de colisão, algo que faz sempre parte de mundos vastos e complexos como este.

No que toca ao departamento sonoro, a banda sonora mostrou-se bastante boa, assim como todos os efeitos sonoros que já estavam com muito bom tom. Quanto à localização, pude experimentar o jogo tanto em inglês como em português e fiquei bastante agradado com o trabalho feito para o nosso país, especialmente o da pequena Aloy e Rost que me pareceram muito adequados às personagens. As vozes em inglês estão bastante bem no geral.

Com o que a Sony tem vindo a investir em Horizon Zero Dawn, era de esperar que este fosse pelo menos, um dos grandes jogos da consola. Depois de o experimentar, acabou por se apresentar como um sério candidato a jogo do ano. Se o mundo aberto não for desprovido de muito conteúdo e o desenrolar da história for tão bom como o início, vai ser um exclusivo obrigatório.

Horizon Zero Dawn chega em exclusivo à PS4 no dia 1 de Março.

Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

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