Antevisão – Final Fantasy 15: Episode Duscae

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Até custa a acreditar. Depois de tantos anos de espera, finalmente, repito, finalmente, joguei Final Fantasy 15. Ainda me lembro quando este jogo era Final Fantasy Versus 13, ainda me lembro quando disse que o jogo iria ser Final Fantasy 15 e agora parece mesmo que vai acontecer.

Já uma geração veio e foi e o jogo ainda não foi lançado, mas com Final Fantasy 15: Episode Duscae, parece que afinal ainda existe esperança. Final Fantasy 15, não é vaporware.

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Com o lançamento de Final Fantasy Type-0 HD, a Square-Enix resolveu que era altura de dar um primeiro vislumbre em Final Fantasy 15, com a demo Episode Duscae. O resultado promete bastante.

Final Fantasy 15: Episode Duscae começa a meio da primeira parte da aventura. Aqui, Noctis e o resto dos amigos precisam de derrotar um Behemoth para vender um dos seus chifres e ganhar dinheiro para reparar o seu carro.

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Ao contrário da maioria das demos, Final Fantasy 15: Episode Duscae permite que explorem grande parte das regiões montanhosas de Duscae. Existem florestas, lagos, montanhas e muito mais nesta área recheada de animais, pequenas zonas de interesse e muito mais. Ao contrário dos outros Final Fantasy, este é bastante actual, como que uma fusão entre o fantasia e mundo real, onde magia é usada ao lado de carros e bombas de gasolina com ar tipicamente americano. É um cruzamento que me agradou, embora ainda me pareça estranho ver um Behemoth a uma série de metros de uma estrada alcatroada.

Não que seja novidade. Final Fantasy usou quase sempre robôs e cidades com alguma tecnologia, mas o chega a parecer por vezes um cruzamento entre Dragon’s Dogma e um Hack and Slash passado no mundo moderno.

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A área de Duscae disponível é grande e é explorada a pé, com recurso a pontos no mapa que apontam para o destino. Como é natural, podem desviar a vossa atenção para outras zonas e partir à descoberta, algo que não é extremamente frutífero na maioria dos casos, especialmente por que se trata de uma demo onde (pelo menos que se saiba), é impossível transferir o vosso conteúdo para o jogo final.

Duscae é um mundo vivo e dinâmico. Existe um ciclo dia/noite que vai progredindo e revelando inimigos mais dóceis ou agressivos. Por vezes fui atacado por naves do império de forma aleatória, que despejavam soldados para me atacar. A variedade não era muita e os inimigos ainda são um bocado fracos no que toca à inteligência artificial, mas é bom ver que isto é algo que pode vir a acontecer com regularidade.

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O combate, como já devem ter percebido, está ainda mais longe do clássico RPG por turnos dos primeiros Final Fantasy. Este faz lembrar bastante algo entre Kingdom Hearts e (novamente) Dragon’s Dogma. Não fiquei grande fã do facto de ser possível deixar o botão pressionado para atacar constantemente, nem que o lock-on fácil de usar ou de manter no inimigo que queremos. A detecção de colisão também precisa de ajustes, ainda para mais, tendo em conta que a defesa também não é prática de usar.

Claro que há um mas, e aqui, quando o combate corre bem, mostra muito potencial. A habilidade de teleporte de Noctis é extremamente útil e divertida de usar, criando a possibilidade de investir contra um inimigo imediatamente mesmo a grandes distâncias. Depois existem várias habilidade que podem usar, as quais também consomem energia, mas permitem roubar HP, ou atacar numa grande área. O sistema de habilidades não é de todo intuitivo ou prático de usar, por isso passei maior parte do tempo com ele pré-seleccionado para o ataque que me permitia roubar vida.

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Outra coisa que me agradou, é a forma como Noctis e companhia estão sempre em contacto e comunicação durante a exploração e combate. Eles avisam quando se aproxima um inimigo ou encontram um objecto para apanhar, tentam curar quando alguém é incapacitado e estão sempre a dar informações do seu estado (embora também se repitam um pouco por vezes). De resto, parece ser uma equipa com personalidades equilibradas.

Algo que me pareceu algo desnecessário são os acampamentos. Agora, é recomendado que acampem quando a noite chega para recuperar as personagens e evitar que fiquem com fadiga. Embora seja uma ideia interessante, é chato ter de regressar a um ponto para acampar a meio de uma caminhada cheia de inimigos. Além do mais, o acampamento é único sítio onde o XP acumulado pode ser usado para subir de nível, o que é uma parvoíce. Não foram raras as vezes onde tive problemas com certos bichos durante um dia e depois dessa noite, ao evoluir quase 5 níveis de enfiada, os monstros pareciam agora feitos de papel. São saltos demasiado grandes.

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Falando em saltos e coisas do género, mesmo que seja uma demo, é preciso dizer que Final Fantasy 15: Episode Duscae ainda mostra alguns bugs e animações estranhas. É de esperar que tudo seja corrigido até ao lançamento, ou pelo menos melhorado, mas sim, existem movimentos e momentos que não parecem naturais, ou sofrem do terror do género, quebras longas de fluídez que arrastam o jogo.

Visualmente, Final Fantasy 15: Episode Duscae mostra já um visual fantástico, tanto com modelos de personagens como tecido, fauna, flora, iluminação e tudo mais. Se isto é ainda work in progress, mal posso esperar por ver o resultado final. No que toca à banda sonora, as músicas incluídas são boas no geral e as vozes, tanto inglesas como japonesas, não estão nada más por agora.

[Vejam as imagens captadas durante as nossas sessões de jogo nesta galeria]

Eu gostei muito do que experimentei em Final Fantasy 15: Episode Duscae. É verdade que não é um Final Fantasy além do nome e de certos elementos, mas tem tudo para vir a ser um grande RPG de acção. Depois de tantos anos de espera, a coisa parece estar no bom caminho. Ainda há tempo para o terminar, por isso a Square-Enix está proibida de desiludir com Final Fantasy 15.

Final Fantasy 15 será lançado algures entre o final deste ano e o início do próximo, apenas para a PS4 e Xbox One.

Vejam a nossa antevisão em vídeo sobre Final Fantasy 15!

Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

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Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

  • Lfo

    Dá para fixares esta antevisão por baixo da análise do Bloodborne?

    • Daniel Silvestre

      Tal como tu não gostas, muitos pensam de forma inversa e isso sim é que eram tempos de RPG como deve ser.

      E não precisam de ser aleatórios. Os inimigos podem estar no mapa à mesma.

      • onshowon

        e era por isso que o nome versus 13 assentava melhor no jogo e ia mais de encontro com a filosofia dos ff, geralmente o facto de ser um ff numérico quer dizer que apesar de apresentar algumas diferenças o combate não se afastava totalmente e de uma maneira tão drástica do combate por turnos.

        relativamente ao subir de nível apenas nos acampamentos até gostei, inicialmente vais subir muitos níveis mas com o passar do tempo vai levar cada vez mais tempo a passar de nivel portanto acredito que os saltos não vão ser assim tão grandes. É uma abordagem diferente com algumas desvantagens mas deve ser para seguir a filosofia de que ninguém fica com mais força ou mais resistência logo após fazer algum esforço físico.

        Houve uma coisa pequena à qual ainda não me consegui habituar, pode parecer estúpido mas não gosto nada da forma como o Noctis salta… depois de movimentos tão fluidos a combater e correr o salto parece-me muito “seco”, quase que me parece a “descida” do salto é mais rápida que a sua “subida”… é uma mariquice eu sei mas acho que podiam melhorar isso 🙂

  • Silver4000

    Estou a ver que a Cid não foi o suficiente para o Daniel.