Antevisão – Devil’s Third

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Devil’s Third é uma confusão de ideias mal executadas que chega no fim de Agosto em exclusivo para a Wii U. Nesta antevisão irei apenas falar do modo para 1 jogador, ou seja o modo história.

Devil’s Third começa com o nosso protagonista numa cadeia, onde durante algo que se parece com um motim, temos a oportunidade de fugir, ou melhor dizendo sermos abordados pelos militares dos E.U.A. para fazermos parte de uma equipa especial para derrubar os nossos antigos colegas de gangue.

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Nos primeiros momentos do jogo o protagonista, Ivan, aprende os básicos, e nós também! Inicialmente parece um jogo de pancadaria na terceira pessoa. Podemos usar os punhos ou barras metálicas, espadas entre outros objectos para desfazer os inimigos. Podemos utilizar ataques leves ou pesados mas a diferença está puramente no facto de os ataques pesados serem capazes de quebrar a defesa dos inimigos.

Depois de aprender a saltar, correr e deslizar, encontramos uma arma, e é então que tudo muda, de um momento para o outro a câmara é engolida pelo protagonista e deixamos a terceira pessoa para passar à primeira, mas apenas enquanto apontamos a arma de fogo. Existem várias armas, desde caçadeiras a metralhadoras, podemos carregar connosco duas armas de fogo, uma arma corpo a corpo e por vezes uma arma especial, como um lança-chamas.

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Para minha surpresa, mesmo com um vasto arsenal, os inimigos mais perigosos que encontrei até agora são morcegos. É verdade, estes bichos voadores mataram-me um par de vezes apenas voando na minha direção.

Então agora que temos o básico como se comporta o jogo? Bem… é um péssimo jogo, desde o início que me ri do quão mau o jogo é para o tempo em que estamos… Este jogo faz-me lembrar um título de transição entre a era da PS2 e da PS3. Vou resumir sucintamente o que vi nos primeiros 3 níveis do jogo.

devils third PN-ANA 6Texturas muito fracas, algumas nem chegam a carregar.

Os únicos objetos com que podemos interagir são portas e caixas de madeira que se partem com balas, tudo o resto foi colado com cola super 3 e reforçado com barras de aço.

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Os inimigos têm a inteligência de uma banana ou de um supercomputador. Alguns chegam ao ponto de esperarem que eu me aproxime para os matar, enquanto outros preveem a minha chegada há 3 anos e conseguem matar-me assim que viro a esquina.

Os controlos na primeira pessoa são muito imprecisos, é complicado apontar quando o mais pequeno toque no analógico quase me faz fazer uma volta de 90º.

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Felizmente assim que nos aproximamos de uma parede ou objecto o nosso personagem abriga-se automaticamente, e este sistema funciona muito bem.

Paredes invisíveis são um regalo para a vista…

Aspeto datado e os FPS são muito inconstantes, quase sempre bem abaixo dos 30.

A história tem falta de garra e é muito desinteressante. Devil’s Third bem tenta agarrar o nosso interesse, mas já vimos esta história tanta vez. Até o facto de as nossas tatuagens começarem a brilhar quando activamos uma habilidade que nos regenera a vida e nos torna mais poderosos durante uns momentos não é original.

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No fim de cada nível existe um Boss, por trás de cada um destes Boss existe um bom conceito, mas dada a fraca jogabilidade a sua execução fica muito aquém. Diria que se tivéssemos uma jogabilidade mais próxima de um Metal Gear Rising estas lutas seriam épicas.

Eu tinha grandes expectativas sobre Devil’s Third mas a primeira impressão não é nada positiva, teremos uma análise completa mais próximo do lançamento do jogo.

Alexandre Barbosa

Também conhecido como Tylarth, sou um grande fã de videojogos no geral e séries de TV.

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Alexandre Barbosa

Também conhecido como Tylarth, sou um grande fã de videojogos no geral e séries de TV.

  • Kanudo

    Depois desta antevisão, algo me diz que a análise vai ser muito, muito positiva x)

    Notei agora que o logótipo do jogo parece uma parede do ‘Salve-se Quem Puder’

    • tylarth

      Bem ninguém se safou…

  • Helder Pereira

    A avaliar pela imagem do camião, já vi jogos da antiga Wii mais bonitos. Que pobreza e que desilusão.