Antevisão – Days Gone

Days Gone é um jogo que de uma forma ou outra tem vindo a aparecer, mas nunca sem o impacto e força de outros grandes lançamentos da Sony. Não sei dizer se será por ser “zombies outra vez”, ou o facto de não ter cativado à primeira vista, Days Gone está um pouco fora do radar da maioria.

Depois da má experiência que tive na Lisboa Games Week com ele, a Sony convidou-nos para experimentar uma versão já mais completa de Days Gone num evento dedicado. Tive perto de uma hora inteira só para mim e depois de experimentar um misto do que o jogo tem para oferecer, as minhas expectativas já ficaram mais apimentadas.

A versão que joguei arrancava mesmo na parte inicial do jogo, onde pude experimentar as bases do combate, construção de material e exploração com a mota. Se por um lado tudo o que é feito a pé é bastante similar à maioria dos jogos de acção de hoje em dia, as partes com a mota ainda precisavam de um pouco mais de trabalho, pois sentia que ela parecia fugir um pouco do percurso para onde a tentava levar.

Depois de já ter um pouco de liberdade para explorar o mapa numa fase mais avançada, comecei a juntar os pontos e a perceber as várias referências onde Days Gone vai beber. Em termos de mapa e exploração, existe aqui muito de Horizon Zero Dawn, enquanto o combate vai mais para The Last of Us, assim como a forma como a história é contada. Se tivermos em conta que estamos a falar de bons jogos, então é sinal que podemos contar com um bom jogo. Certo? Mais ou menos.

Com uma hora de jogo não é possível ver de tudo e experimentar tudo, mas à primeira vista, Days Gone parece mais um jogo com evolução em mundo aberto. Existem pontos no mapa para encontrar coisas, ninhos de inimigos para queimar, entre outras coisas que servem como pontos de interesse. Tenho curiosidade em saber até onde irá levar e qual a originalidade que vamos encontrar.

No que respeita à história e personagens, confesso que fiquei a gostar mais do estilo e personalidade da personagem principal do que tinha imaginado à primeira vista. Existe neste jogo um conceito de camaradagem bastante forte e um ambiente à The Last of Us que vão certamente abrir espaço para momentos pesados de perda e traição que possa acontecer.

Tendo em conta a primeira experiência da Lisboa Games Week, esperava bem pior, mas deu para perceber que está tudo a funcionar relativamente como seria de esperar. O sistema de evolução permite melhorar as habilidades da personagem, temos a possibilidade de evoluir a mota com novas peças e a forma como se criam as armas faz lembrar The Last of Us e Horizon Zero Dawn.

Durante a experiência consegui jogar tanto em inglês como em português. Como sempre, a versão inglesa é a melhor e a que encaixa como uma luva. A versão portuguesa vai cumprir o seu papel, mas ainda precisa de ser afinada em alguns pontos onde ou está demasiado alta, ou demasiado baixa.

Mesmo com este teste, ainda não fiquei totalmente convencido com Days Gone. Este parece mesmo ser aquele estilo de jogos que só jogando a fundo é que vou conseguir perceber o verdadeiro valor e se a viagem valerá mesmo a pena. Já não falta muito para isso, pois Days Gone vai ser lançado a 26 de Abril em exclusivo para a PS4. Podem contar com a nossa análise perto do lançamento.

Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

More Posts - Website

Follow Me:
TwitterFacebook

Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.