Animes do Outono 2018 – That Time I Got Reincarnated as a Slime

Grande parte dos animes desta temporada de Outono 2018 já está a alcançar o seu quinto episódio, e devido a isso chegou a altura de pegar em That Time I got Reincarnated as a Slime e falar um pouco sobre a impressão inicial que o anime oferece (livre de spoilers), bem como sober aquilo que o anime promete apresentar ao longo do seu percurso.

That Time I Got Reincarnated as a Slime (Tensei shitara Slime Datta Ken) é uma adaptação da light novel de Fuse (história) e Taiki Kawakami (ilustrações), estando disponível na Crunchyroll. O anime está confirmado para 24 episódios.

Outro Isekai” dizem vocês, e pela key visual alguns diriam até “outro harem”. Mas a resposta correcta é, sim e não. Sim, TenSura (a abreviação do anime) é um anime Isekai, ou seja, o protagonista é transportado para outro mundo, ou neste caso, Satoru Mikami é reencarnado noutro mundo após morrer devido a um ataque de um assaltante. Não, o anime não é um harem, ou pelo menos neste par de episódios que apareceram não chegou nem perto de ser um (excluindo aquela vez com as senhoras adultas).

Satoru Mikami é um homem que não pode queixar-se da sua vida. Perto de fazer quarenta, o mesmo tem um bom emprego com um salário estável, uma casa em boas condições e também um bom estilo de vida. A única coisa que Satoru sente a falta é de alguém na sua vida, estando solteiro e sem grandes oportunidades de encontrar alguém. Após um acidente com um assaltante à luz do dia, Satoru morre e acaba por ser reencarnado noutro mundo como um slime.

Tendo em conta que já existem várias histórias sobre personagens a serem enviadas para outro mundo, é natural que mais tarde ou mais cedo algo deste género iria aparecer. Existem umas quantas histórias semelhantes, como por exemplo “reencarnado como uma máquina de venda automática” ; ou ; “reencarnado como uma água termal” (nem é assim tão mau quando lhe dei uma vista de olhos) ; entre outros. Certamente é uma nova aproximação ao género e uma tentativa de tornar as coisas frescas e interessantes, dependendo da maneira em como o autor conta a história, e TenSura até ao momento tem adaptado uma maneira interessante de a fazer.

Os episódios inicias de TenSura são um pouco lentos em termos de progressão, em especial o primeiro, mas continuam a ser bastante cativantes e bons de se ver. As habilidades que Satoru recebe enquanto slime são exploradas durante as partes iniciais do anime, sendo bastante fáceis de entender: qualquer coisa que Satoru digere e analise poderá tornar-se útil para a personagem, quer em termos de uma nova habilidade ou outros aspectos semelhantes.

Esta ideia torna torna a história engraçada, já que o mais infame monstro de RPGs que é conhecido por ser bastante fraco, acaba por adquirir umas quantas habilidades que o tornam numa ameaça. Juntando a isto existem outros monstros que normalmente em termos de RPG o jogador acaba por atacar, como por exemplo os goblins, excepto que aqui, uma vez que o protagonista é um monstro o espectador acaba por ver um lado diferente do habitual. Em vez de ver-mos as personagens numa aventura a eliminar monstros, estamos a ver monstros a tentarem sobreviver em paz.

Até ao momento a série tem tomado um ritmo mais calmo com as coisas ao contrário dos anime Isekai ou de fantasia habituais. Quem estiver com um desgasto ou até para quem ainda gostar da ideia de um mundo de fantasia ou de ser transportado para um mundo de fantasia, TenSura apresenta algo original no baralho. Será que o protagonista é demasiado poderoso? Talvez sim, talvez não, tudo depende de forma em como ele actua. Existe um harem? Até agora não, mas não afirmo com 100% de certeza que não irá acontecer. Temos uma história diferente do habitual? Sim, o que nos é apresentado é um pouco diferente das outras histórias Isekai.

Mathias Marques

Editor oficial desde Agosto 2014 Para além de videojogos também gosto de anime. Podem ver-me a apregoar sobre ambos os assuntos no site em forma de notícia, artigo ou análise. Tenho a sorte de encontrar momentos parvos enquanto estou a jogar, ou de os criar eu mesmo.

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