Animes do Inverno 2019 – The Rising of the Shield Hero

A maioria dos animes da temporada Inverno de 2019 começa a estrear o seu terceiro episódio, sendo que chegou a altura de pegar em The Rising of the Shield Hero e falar sobre a impressão inicial que o anime oferece (livre de spoilers), bem como sobre aquilo que o anime promete apresentar ao longo do seu percurso.

The Rising of the Shield Hero (Tate no Yuusha no Nariagari) é uma adaptação da light novel de Yusagi Aneko (história) e Seira Minami (arte), estando disponível na Crunchyroll. O anime está confirmado para 25 episódios.

Posso dizer que o anime esteve ao nível das minhas expectativas e que os meus piores receios não tornaram-se realidade. The Rising of the Shield Hero consegue manter o tema que estabelece no primeiro episódio e vai fazendo uso do mesmo sem necessariamente tornar-se numa história negra e pesada, simplesmente o nosso protagonista não tem uma vida fácil feita para ele.

Naofumi Iwatani é uma pessoa normal como as outras, e tal como costuma acontecer, Naofumi é transportado para outro mundo. Neste novo mundo Naofumi ganha o título de “Shield Hero“, um dos quatro heróis que está encarregue de salvar o mundo de uma invasão de monstros. Acontece que o “Shield Hero” é o herói menos importante e devido a isso acaba por receber um tratamento um pouco diferente, chegando ao ponto em que Naofumi acaba por ser acusado de um crime que não cometeu. Devido a isto Naofumi começa a ser mal olhado por todos, o que leva ao nosso protagonista deixar de confiar em pessoas e a ter que trabalhar sozinho para poder viver e derrotar a invasão de monstros.

O primeiro episódio tem uma duração maior que o habitual, colocando logo de imediato a introdução em acção, apresentando o mundo, personagens e o básico em como as coisas funcionam neste universo. Não foge muito da típica história baseada em RPGs com protagonistas a serem lançados para outro mundo ou presos num videojogo, sendo que por esta altura nem é necessário passar imenso tempo a explicar todos os detalhes.

Na maioria das vezes neste tipo de histórias o protagonista acaba por ter a vida feliz que sempre desejou, ou pelo menos a receber algo bom ou simplesmente a criar amizades de forma rápida. Quando as coisas não são assim tão brilhantes como deviam ser, estes são os casos que recebemos, onde o protagonista tem que lutar para garantir o seu lugar no mundo e os poucos amigos que tem são preciosos como a água.

A ideia de um protagonista que apenas pode usar um escudo também é interessante, pois levanta a questão do que este pode fazer para se defender e o/a autor/a teve boas ideias para combater esta fraqueza. Ainda não foi revelado muito mas até agora o que foi mostrado revela que existe um pouco de criatividade por detrás de algumas das habilidades que o protagonista vai ganhando, mas certamente existe mais por mostrar.

Por esta altura ainda não é certo qual é o caminho que a história vai seguir. Se vamos continuar com o mesmo padrão de treino com as personagens a enfrentar monstros, ou se algo novo vai ter início e que envolva as personagens numa situação qualquer. O anime conseguiu captar o interesse com a sua situação dramática e o facto que o protagonista teve que lidar com isso, mas agora o mesmo começa a resolver os problemas inicias que obteve quando chegou a este novo mundo. Não estou necessariamente a pedir para a sua vida ser um inferno, mas gostaria de ver um novo objectivo ou entrave na progressão do protagonista.

De qualquer maneira, os episódios inicias de The Rising of the Shield Hero são uma boa prova de que os criadores tem algo em mente e que o estúdio sabe o que está a fazer com esta adaptação. Pode ser mais um “isekai” mas é um que experimenta um pouco com a fórmula e que foge daquilo que normalmente afasta os mais reticentes do género.

Mathias Marques

Editor oficial desde Agosto 2014 Para além de videojogos também gosto de anime. Podem ver-me a apregoar sobre ambos os assuntos no site em forma de notícia, artigo ou análise. Tenho a sorte de encontrar momentos parvos enquanto estou a jogar, ou de os criar eu mesmo.

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