Animes do Inverno 2019 – Openings e Endings

Já faz um mês desde que a Temporada de Inverno 2019 teve início, e esta é a altura mais que perfeita para observar as várias openings e endings que estão a ser transmitidas durante esta temporada.

Decidi pegar então nos vários openings e endings de alguns animes que estou a acompanhar e que acho que mereçam destaque. Discutindo e explorando o que os mesmos oferecem em termos de banda sonora e visuais. Posso ou não ter analisado em demasiado e ter visto significados que não estão presentes nestas openings e endings, possivelmente influenciados pela minha vaga interpretação do que está a acontecer.

 

OPENINGS

Boogiepop and Others

“shadowgraph” – MYTH & ROID

Tendo em conta que o primeiro episódio tem logo início com a abertura, pensei que esta fosse já o episódio a dar apenas com um tema a dar no fundo enquanto os eventos do anime já estavam a decorrer. Na realidade não é, mas talvez a maneira em como a abertura tem início possa ser importante para interpretar o que está a acontecer ou a personagem em destaque.

Não li o material original por isso não sei muito sobre a história para além dos episódios que vi. Mas o tom misterioso da música e os visuais que nos são apresentados parecem estar a contar uma história em si ao invés de apresentar algo sobre a história do anime. Existem muitas questões, mas por outro lado acho que a “história” desta abertura é apresentada de uma forma bastante simples que todos irão entender, não sendo então necessário estar a destacar a abertura completa.

 

Domestic Girlfriend

“Kawaki wo Ameku” – Minami

Perdi a conta às várias aberturas e encerramentos que gosto onde quem está a dar a voz é na realidade mais novo/a que eu. E este é novamente o caso com Domestic Girlfriend, onde Minami, que apenas tem 21 anos, demonstra uma excelente voz ao cantar a abertura do anime e também ao escrever a letra. Não só o departamento da música está como a animação e aspecto visual também merecem reconhecimento.

Preto e branco com pequenos contrastes de cor é algo que sempre gosto de ver, pois é muito difícil de estragar isso. Neste caso os tons monocromáticos são usados quando uma personagem está a tocar piano, personagem esta que não sei dizer quem é pois já faz algum tempo que parei de ler a manga e não me recordo de tal personagem. Ainda neste tom preto e branco também existe uma parte em que Natsuo está a afundar-se, possivelmente sobrecarregado com tudo o que está a acontecer.

Algo curioso é que apenas as personagens Rui e Hina, que estão directamente envolvidas com a vida de Natsuo, é que decidem seguir em frente e correr para o local onde Natsuo estava a afundar-se, enquanto que as restantes personagens ficam para trás tal como é possível ver nos seus reflexos e pelo facto de não aparecerem no final da abertura. Tenho as minhas ideias quanto ao motivo disto, mas existe umas quantas coisas que já não me recordo bem, por isso irei ver se o anime esclarece mais um pouco a mensagem da sua abertura.

 

The Quintesential Quintuplets

“Gotoubun no Kimochi” – Nakanoke Itsuzugo (Kana Hanazawa, Ayana Taketatsu, Miku Itou, Ayane Sakura, Inori Minase)

Vira o disco e toca o mesmo. Eu gosto quando as personagens cantam os temas do anime. Se a abertura de Domestic Girlfriend tem um aspecto monocromático durante uma boa parte, esta é basicamente o seu oposto, sendo bastante colorida e cheia e energia.

Gosto da música, gosto do estilo artístico e do facto que está cheio de cores, e também aprecio a diversão e energia apresentada na abertura com pequenos “stickers” das personagens a correr de um lado para o outro.

 

Kaguya-sama: Love is War

“Love Dramatic feat. Rikka Ihara” – Masayuki Suzuki

Esta é a segunda abertura num espaço de um ano em que parece que estou a ver o início de um filme de James Bond, e esta é a segunda vez em que isso acaba por funcionar excepcionalmente bem. Os visuais trabalham bem com o tema do anime e a música é excepcional tendo em conta que o estúdio foi buscar Masayuki Suzuki, que é conhecido como “King of Love Songs” no Japão, sendo esta a primeira vez que ele interpreta uma música anime.

Isto é o tipo de atenção que torna a abertura única e diferente do habitual, destacando-se do resto da “competição” e ficando na memória de muitos. Fico curioso ao pensar numa possível segunda temporada e que tipo de abertura o anime poderia receber ou se iria contar novamente com Masayuki Suzuki. Pelo menos o anime está a ter uma grande recepção, por isso poderá ser possível que tal aconteça.

 

Mob Psycho 100 II

“99.9” – MOB CHOIR feat. sajou no hana

A abertura da primeira temporada de Mob Psycho 100 foi algo excepcional tanto pela sua animação, música, segredos escondidos e também por simplesmente ser uma maneira de o pessoal saber como é estar pedrado sem fumar droga. Chegando a abertura da segunda temporada temos música, temos uma tentativa de nos meter pedrados com SLD, temos um pouco de animação, e é por aí que se fica.

Estou um pouco desapontado com a falta de segredos e referências a eventos da manga nesta abertura. A da primeira temporada fazia referência até a eventos desta temporada e de outros eventos que não vão estar presentes até uma possível terceira ou quarta temporada. Já a animação tem os seus momentos bons e outros onde falha ao realizar aquilo que fez bem anteriormente, em especial as várias transições excepcionais. No geral é uma boa abertura mas que fica a pecar quando comparada com a original.

 

ENDINGS

Boogiepop and Others

“Whiteout” – Riko Azuna

De certa forma a música deste encerramento possui um ar misterioso apesar de na sua maioria não soar como tal. Sei que não destaquei nada quando falei sobre a abertura de Boogiepop, mas basicamente era sobre a ligação entre Boogiepop e o seu “host”. Já o encerramento parece ser o oposto, com Boogiepop e o seu “host” a afastarem-se, como se tudo já tivesse sido resolvido e ambos não necessitassem um do outro.

O aspecto visual também é interessante. Gosto do estilo artístico e fico curioso quanto ao facto de a personagem não ter uma cara até ao final da abertura, onde se interpretei correctamente, Boogiepop já a deixou. Provavelmente é algo que faz mais sentido a quem conheça a história original, mas deixa-me interessado em continuar a ver o anime para descobrir algumas respostas.

 

The Quintessential Quintuplets

“Sign” – Aya Uchida

Este é um encerramento bastante simples em termos visuais, mas gosto da apresentação feita que basicamente é a preparação para o casamento (ou a conclusão), e destacando as candidatas a noivas. Gosto do ritmo da música e também das vocais e letra, sendo que realmente não existe muito a destacar para além destes pontos. Simplesmente existe algo neste encerramento que me agrada imenso, possivelmente o tom calmo da música.

Kaguya-sama: Love is War

“???” – ???

Podia estar a falar sobre o (supostamente) verdadeiro encerramento de Kaguya-sama: Love is War que foca-se em Kaguya e em como a mesma era no passado a acabou por mudar um pouco desde que juntou-se ao concelho de estudantes. No entanto é o segundo encerramento do anime que merece o destaque.

Posso estar em erro, mas tenho ideia de que este encerramento é uma referência a um capítulo da manga, mas o mais importante é a excelente animação nos movimentos da dança que captaram o olhar de todos sem recorrer ao uso de cg. Estou para saber quem teve a ideia de fazer isto, mas apenas prova que o estúdio interpretou bem a série ao ponto de fazer algo que não esteja aquém daquilo que a personagem faria. Já para não falar que a música até que é interessante.

 

Mob Psycho 100 II

“Memosepia” – sajou no hana

Tal como a sua abertura, o encerramento da nova temporada de Mob Psycho 100 não está ao nível da original. O encerramento da primeira temporada foi excepcional devido à maneira como foi feito, música e também mensagem que transmitia sobre a personagem Reigen. Neste novo ending o foco é Mob, o protagonista da série.

O conceito deste ending é as amizades e o dia-a-dia de Mob que começaram a mudar desde que o mesmo começou a ter mais iniciativa para mudar um pouco e a ficar conhecer mais pessoas. Honestamente não tem um grande espectáculo visual quando comparado com o encerramento anterior, mas não desgosto do lado artístico. Infelizmente não oferece realmente grande coisa que se possa destacar, excepto uma pequena referência ao final da manga que me leva a perguntar se o estúdio está com ideias de fazer alguma coisa sobre isso.

Mathias Marques

Editor oficial desde Agosto 2014 Para além de videojogos também gosto de anime. Podem ver-me a apregoar sobre ambos os assuntos no site em forma de notícia, artigo ou análise. Tenho a sorte de encontrar momentos parvos enquanto estou a jogar, ou de os criar eu mesmo.

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