Análise – Yu-Gi-Oh! TCG: Revolução do Dragão Cibernético

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Ao longo da minha experiência como jogador de TCG, já me passaram vários jogos do género pelas mãos, mas aqueles que ficaram foram definitivamente Magic The Gathering e Pokémon TCG.

Passados tantos anos de existência, teria de chegar o dia em que iria acabar por me cruzar com o TCG de Yu-Gi-Oh!.

A Devir enviou-nos dois decks de Yu-Gi-Oh! Revolução do Dragão Cibernético para análise, como tal foi necessário meter mãos à obra e estudar este TCG deste o seu interior. Um processo demorado, ainda para mais tendo em conta o deck em si.

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O primeiro impacto com o deck Revolução do Dragão Cibernético não foi propriamente o mais pacifico. As cartas do Deck apresentam mecânicas já algo avançadas e cartas com autênticas paredes de texto que “fazem e acontecem”. Para um novato, senti-me bastante perdido, mesmo depois de ter estudado bem as regras e ter visto o funcionamento do jogo.

Para quem não conhece este TCG, Yu-Gi-Oh! TCG parece bem mais complexo do que é na realidade. Cada jogador começa com 8000 pontos de vida e o objectivo é derrotar o adversário. Para isso podem usar cartas de criatura que atacam ou defendem, cartas de armadilha ou cartas de feitiços.

Tal como na série, a ideia passa sempre por apanhar o adversário desprevenido, colocando criaturas no terreno e preparar armadilhas e bluff para sair por cima nos confrontos. Quando as criaturas se defrontam, caso não exista empate, aquela que vence dá o dano restante ao jogador adversário, mas nem sempre os combates são lineares, pois é nestas alturas que as armadilhas colocadas no terreno conferem os seus efeitos.

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Esse é um dos primeiros problemas do deck Revolução do Dragão Cibernético. As cartas são tão boas no geral, que fazem coisas com impacto, como puxar por dragões directamente do cemitério, ou exilar peças de dragão para criar outros efeitos. As formas de invocar os vários dragões são mais que muitas, mas demora algum tempo a perceber todas as que podemos fazer.

A mistura de cartas deste deck está bastante bem concebida e o impacto é bastante forte. Ter um Dragão como o Cyber Twin Dragon ou o Cyber Dragon Nova no terreno é uma ameaça bastante forte e invocar estas criaturas não é assim tão complicado quanto isso tendo em conta as cartas que vão saindo.

Como não sou um grande expert de Yu-Gi-Oh! TCG, não sei o quão competitivo este deck consegue ser ou se a mudança de algumas cartas iriam ter um impacto ainda maior, mas o conteúdo em si é bastante forte.

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Quanto ao deck em si. Tanto a caixa como o material incluído e as cartas apresentam uma qualidade bastante boa. As cartas são um pouco mais pequenas que as de Magic ou Pokémon, o que as deixa a boiar um pouco em capas normais, mas nada de grave.

Apesar de não ser impenetrável, não deixo de sentir que o Deck, Revolução do Dragão Cibernético não foi o melhor ponto para começar. Senti que estava a entrar a meio de mecânicas e efeitos já demasiado avançados para mim e que tinha passado por cima de coisas que devia ter jogado primeiro.

Yu-Gi-Oh! TCG: Revolução do Dragão Cibernético é sim um bom deck para veteranos de Yu-Gi-Oh! TCG que conheçam já o jogo e queiram ampliar a sua colecção com algumas cartas de Dragão. Os novatos devem procurar por decks de iniciação em vez deste.

Positivo:

  • Cartas de Dragão muito boas
  • Sinergia entre as mecânicas
  • É um deck com impacto

Negativo:

  • Recomendado apenas para jogadores mais avançados
  • Regras demasiado específicas
  • Cartas com grandes paredes de texto

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Agradecimentos ao Cláudio Dias aka “SoultakerV” pela explicação das regras e teste com o deck!

 

Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

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Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.
  • Silver4000

    O Deck é baseado numa personagem do YuGiOh GX, uma que era a melhor de todas por isso é claro que tem umas cartas boas.
    Não é complexo começar com cartas do GX, pois estas tem as mesmas regras do original so que foi aqui onde as começaram a aplicar bem.
    .
    E também foi aqui onde a especialidade de cada um se começou a mostrar, e o Deck do Cyber Dragon anda muito à volta do mesmo, por isso é ovio encontrar imensas cartas que façam com que o Cyer Dragon venha sempre para o campo.
    .
    E com isso é claro que para um iniciante seja confuso, mas pelo menos não levas-te com as Synchro Summons, ou as XYZ Summons, entre outros 😛

    • ShadowDust

      Nop. Este deck tem cartas XYZ tal como aquela que o Daniel meteu na imagem. O Deck apesar de ser bastante parecido ao Cyber Deck do Zane Truesdale, é mais virado para a Blue Eyes’ Thundering Descent Saga que tem vindo a ser lançado. Tem realmente algumas inspirações no deck da série GX mas as combinações e a maneira de jogar são completamente diferentes.

      • Silver4000

        Ups saltei essa imagem, ainda nao estou habituado à cor das cartas XYZ.
        Mas no entanto mal se apanhe o conceito até se entende, tem é claro depois as que metem mais coisas ao barulho, acho que entre XYZ, Synchro Summon e Ritual a ultima é mais complicada, pois exige sempre outros critérios.
        .
        Pelas palavras do Daniel e pelas cartas pensei que fosse uma copia, nao perfeita, mas boa, do baralho do Zane.
        Pode nao andar à volta do Cyber Dragon mas deve ter o seu truque.
        Desde que nao seja daqueles baralhos de monster counter… haja paciência quando cada carta do inimigo ou nos detroi o monstro ou o madna de volta para a mao… >.>

        • ShadowDust

          Todas têm os seus critérios e cada um é meio confuso à sua maneira.

          Têm bastante cartas nas génese que são iguais, mas a maneira como as usas e combinas entre elas são completamente diferentes.

  • ShadowDust

    Sendo eu um jogador que por acaso usa um deck Dragon-Type e tenho a achar que este deck é algo fraquinho para competição, mas não está mau para quem quer aprender.

    Para quem está mesmo a começar sugiro mais um Deck inicial do Kaiba ou do Yugi na sua versão Reloaded. São decks simples e poderosos, sem alguma gimmick de mais. O Daniel teve azar no que toca às mecânicas pois começar pelo XYZ (e até mesmo o Synchro) é quase a morte do artista. Convinha sempre ter as bases antes de começar neste estilo de mecânica/combinação.

  • Aoi Scythe Kronos

    eu tenho uma duvida,e pra fazer as fusões ?tem muitas fusões nele mas n vai ter como usar muitas delas…

  • Aoi Scythe Kronos

    embora o efeito do nova seja otimo,n será sempre q pode ser utilizado certo? se o oponente matar ele em batalha n vai funcionar