Análise – YS VIII: Lacrimosa of Dana [PC]

Como os videojogos chegaram a uma era em que estamos sempre ligados à internet, é raro ver um jogo que esteja pejado de problemas durante muito tempo. Em menos de nada, o estúdio pode lançar alguns patches e melhorar drasticamente a experiência.

Isso foi o que aconteceu com YS VIII: Lacrimosa of Dana na sua versão PC. A minha experiência com ele (como chegou para análise perto do lançamento), foi bastante mista e até posso dizer que teve sorte de ter outros jogos para analisar antes dele.

YS VIII: Lacrimosa of Dana é o jogo mais recente nesta série já clássica. Uma vez mais seguimos uma das histórias de Adol e do seu amigo Dogi, que desta vez são alvos de um naufrágio e vão parar a uma ilha amaldiçoada. Isto é mote para uma primeira parte de jogo onde vamos ter de explorar a ilha e tentar encontrar sobreviventes para juntar à nossa equipa.

Mesmo que a história não tenha um grande desenvolvimento, gostei bastante das interacções entre personagens e de como cada uma delas acaba por servir como base para a aldeia, o que ajuda a criar uma maior empatia com cada uma delas. Assim, um NPC deixa de ser apenas mais um, mas sim um aliado que fizemos.

Como é natural, quanto mais melhoramos as habilidades e mais coisas conseguimos criar, mais partes da ilha são abertas à exploração e mais interessante o mundo se torna. É pena que por vezes algumas missões obriguem a desviar da história, o que cria grandes compassos temporais que desfazem algum do sentido de prioridade ou urgência que poderia ser construído com um pouco mais de ambição.

No entanto, existe um grande factor de peso que joga em muito a favor de YS VIII: Lacrimosa of Dana. Depois da introdução somos introduzidos de forma rápida às ferramentas de exploração e mais importante de tudo, ao combate, que é das melhores partes deste jogo. Este decorre directamente no mundo de jogo e usa um sistema de combate em tempo real bastante dinâmico, rápido e muito recompensador.

Como podem criar equipa com várias personagens que vão encontrando, estas podem ser usadas para explorar forças e fraquezas dos inimigos, criar combinações de ataque, usar especiais, ou até servir como protecção caso estejam com pouca vida. Cada personagem tem as suas habilidades próprias e mais podem ser aprendidas à medida que evoluem, o que dá mais profundidade ao jogo.

Como é possível ver pelas imagens, YS VIII: Lacrimosa of Dana não prima exactamente pela sua componente visual, pois além de ter gráficos garridos e uma boa arte, acaba por estar bem aquém daquilo que pode ser encontrado na actual geração de videojogos. De qualquer forma, o jogo consegue manter uma boa fluidez e tem os seus momentos em certas partes, especialmente em zonas onde existe mais cor, ou a direcção artística tende a brilhar. As cinemáticas também são bastante bonitas de se ver. A banda sonora é por seu lado um dos pontos altos e tem algumas músicas que vale a pena ouvir mesmo fora do jogo em si.

YS VIII: Lacrimosa of Dana já chegou a algumas consolas durante os últimos meses, mas o meu primeiro contacto foi tido no PC. Já me tinham avisado que a experiência estava instável e foi isso que encontrei logo durante as primeiras horas. Não só o jogo não me permitia ao início jogar bem em janela cheia numa resolução maior, como ainda sofri vários “crashes”.

Os primeiros patches chegaram entretanto e desde essa altura, a estabilidade ficou melhor, mas nada foi adicionado para corrigir alguns bugs visuais, em sombras e certos problemas com o áudio. Por esta altura, o jogo já está jogável, mas ainda existem jogadores que se queixam de problemas com a estabilidade nas suas máquinas, incluíndo problemas com alguns comandos.

Recomendar YS VIII: Lacrimosa of Dana para o PC é algo que não consigo fazer facilmente. Embora o jogo seja bastante bom, especialmente para os fãs de JRPG, o facto de poder ter problemas a correr na vossa máquina é um grande peso contra. Assim sendo, se forem donos de outra plataforma onde o jogo esteja disponível, optem por essa hipótese. Existe também uma versão Nintendo Switch já ao virar da esquina, pode ser que seja a ideal.

Se os problemas continuarem a ser resolvidos com novas actualizações, então podem subir a nota final para um Muito Bom.

Positivo:

  • Construção do mundo
  • Combate
  • Interacção com as personagens
  • Direcção artística
  • Boa banda sonora

Negativo:

  • Pejado de problemas no PC
  • Visual bastante datado

Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

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