Análise – Yoshi’s New Island

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O Yoshi tem sido um companheiro extremamente fiel a Mario e isso fez com que ele ganhasse um carinho merecido por parte dos fãs. Essa fama também fez com que o pequeno réptil visse serem lançados jogos sobre ele. A primeira tentativa mais ambiciosa em catapultar Yoshi para as luzes da ribalta aconteceu em 1995 com o lançamento do novo Super Mario World que teria o subtítulo Yoshi’s Island. A Nintendo não esquece a aventura e passados cerca de 8 anos, chega uma nova sequela – sendo que a primeira foi lançada em 2006 para a Nintendo DS com o nome Yoshi’s Island DS.

Yoshi’s New Island foca-se num enredo semelhante que os seus antecessores. Enquanto uma cegonha tenta levar Mario e o seu irmão Luigi para os seus pais, as coisas não correm como suposto. Depois de confusões e enganos no caminho, os compinchas de Bowser tentam a todo o custo vingar-se dos eventos anteriores. Graças a todos estes factores, Luigi é mais uma vez separado do seu irmão, e cabe aos Yoshi’s da nova ilha de Egg Island fazerem com que os dois irmãos se reencontrem.

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O jogo segue uma premissa bastante interessante, onde os vários Yoshi’s – irão alternar entre cada nível – terão que levar o Mario bebé nas suas costas enquanto fazem o caminho até ao seu reencontro. Basicamente Mario consegue detectar a direcção para onde o seu irmão se encontra e isso funciona como uma razão para termos o pequeno bebé sempre atrelado. Apesar de ser um jogo de plataformas e acção, o jogo obriga o jogador a ter um maior cuidado com os perigos e inimigos que iremos encontrar, isto porque sempre que nos ferirmos com algum, o pequeno Mario saltará das nossas costas e fará uma choradeira até que o apanhemos de novo.

Eu sei que a cada cenário teremos um novo Yoshi, mas para tornar mais fácil a minha tarefa de escrever esta análise, passarei a mencioná-los como uma só entidade. Apesar desta suposta limitação de carregar um bebé às costas, Yoshi continua bastante ágil e cheio de truques na manga. O nosso amigo verde salta como nunca e mesmo em queda consegue mexer os seus pés e fazer um último esforço para chegar mais alto ainda, bem como transformar os inimigos em ovos e usar os mesmos para atacar.

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Yoshi’s New Island começa como um jogo bastante amigável, onde vamos inicialmente descobrir os vários items que podemos apanhar ao longo do cenário para recebermos todo o tipo de bónus, até aos vários perigos e até certas manhas do jogo. Tudo corre de uma maneira bastante fácil e chegamos a acreditar que o jogo é excessivamente fácil. Tudo muda de figura a partir do meio do jogo, onde grande parte dos cenários tornam-se muito mais complexos e difíceis, e a posição dos inimigos deixam pouca margem de erro. É nesta altura que o choro de Mario começa a “furar os nossos ouvidos”.

Como fã do primeiro Yoshi’s Island, adorei a maneira como a Nintendo pegou em ideias antigas e deu nova vida neste jogo. Detalhes como armadilhas, inimigos ou objectos conseguiram um lugar de destaque neste novo jogo e numa altura em que eu pensava que o jogo não iria ficar interessante.

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Assim que a dificuldade aumenta, começamos a ver uma mistura de novos elementos e antigos numa mescla que é uma delícia de ser jogada. Os cenários especiais onde Yoshi se transforma em vários objectos como um helicóptero ou num trenó tiram bom partido do giroscópio da 3DS, mas honestamente esperava que fizessem parte obrigatória da nossa progressão nos níveis em que aparecem e não uma simples sub-secção.

Yoshi’s New Island é um regalo audio-visual. Tal como os seus antecessores, o jogo adopta um estilo gráfico bem ao género de lápis de cor para definir as arestas e o preenchimento da cor e isso traz de volta o charme característico desta série. Ponto positivo para a variedade no uso das cores que nos deixam completamente apaixonados pela apresentação. Graças a este estilo gráfico, este é um dos 3D da plataforma portátil mais fáceis de ser visualizar. No departamento sonoro, gostei do uso pouco vulgar de instrumentos, como guizos, assobios e até o xilofone. Infelizmente usam muitas vezes a mesma melodia do tema de jogo, mas a variedade nos instrumentos corrigem o problema.

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Yoshi’s New Island é um jogo muito bom. A Nintendo trouxe o pequeno réptil verde à acção e fê-lo de uma maneira muito positiva. Não precisaram de vaguear muito fora da fórmula que já tinham à procura de um factor de novidade, oferecendo uma experiência sólida e que irá agradar a praticamente todos.

Positivo:

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  • Um regresso em grande da série
  • Aumento gradual na dificuldade
  • Vigor audio-visual
  • 3D não requer grande esforço
  • Design dos níveis

Negativo:

  • Choradeira de Mario não ajuda nos momentos de maior tensão
  • História

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