Análise – X-Men: Apocalypse

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Realizador: Bryan Singer
Elenco: Jennifer Lawrence, Sophie Turner, Oscar Isaac, Michael Fassbender, James McAvoy
Género: Acção, Aventura, Fantasia
Duração: 2h 24min
Cena pós-créditos: Meh

X-Men: Apocalypse marca o 4º filme dos X-Men realizado por Bryan Singer e o fim da trilogia iniciada por X-Men: First Class de Matthew Vaughn em 2011. Depois do reset feito em X-Men: Days of Future Past, o realizador tem a hipótese de seguir um novo caminho com a história sem estar restringido aos acontecimentos dos filmes anteriores (podemos todos esquecer que X-Men: The Last Stand aconteceu).

Apesar de não ser tão evidente como Batman v Superman: Dawn of Justice e Captain America: Civil War, é um filme bastante ambicioso. Concluí a história da juventude do Professor X, Magneto, Mystique e Beast, e dá os primeiros passos para a formação da equipa dos X-Men enquanto enfrentam o vilão mais poderoso até agora.

O filme decorre em 1983, 10 anos depois dos eventos do último filme, onde Charles Xavier (James McAvoy) e Henry ‘Hank’ McCoy (Nicholas Hoult) são professores no instituto educacional para mutantes. Entretanto, Erik Lehnsherr (Michael Fassbender), mais conhecido como Magneto, está escondido na Polónia e Raven/Mystique (Jennifer Lawrence) continua a ajudar mutantes em perigo e tornou-se num símbolo de esperança para todos os mutantes desde o que aconteceu em Days of Future Past. Basicamente, a atriz volta a ser o Mockingjay.

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O foco de X-Men: Apocalypse está em… bem, Apocalipse, ou conhecido pelo seu nome mais fixe, En Sabah Nur. Considerando o primeiro e mais poderoso mutante que já existiu, Apocalipse (Oscar Isaac) desperta após um longo sono e fica decepcionado com o estado da humanidade. Para dominar o planeta, ele reúne um grupo de mutantes para tornarem-se nos seus Quatro Cavaleiros.

Para além das personagens já mencionadas, somos re-introduzidos a Jean Grey (Sophia Turner), Scott Summers (Tye Sheridan), Nightcrawler (Kodi Smit-McPhee) e Storm (Alexandra Shipp). Voltamos a ver algumas personagens dos filmes anteriores, como a agente da CIA Moira MacTaggert (Rose Byrne) que tem um papel ainda menos relevante do que em First Class, e o favorito de muitos Quicksilver, que volta a proporcionar os melhores momentos do filme. E finalmente perceberam o quão útil ele é e fica durante o resto do filme para ajudar.

Infelizmente, nem todas as personagens têm o merecido destaque ou desenvolvimento. Tinha bastante curiosidade em ver a Psylocke (Olivia Munn), uma dos Cavaleiros do Apocalipse, mas não ficamos a conhecer muito bem a personagem para além de que consegue criar armas de energia. Aliás, gostava de ter visto uma maior interação entre os Cavaleiros e uma justificação mais convincente de se juntarem a Apocalipse, para além de parecer um tipo porreiro porque os tornou um pouco mais poderosos.

Outra personagem que não tem quase nenhuma relevância é Jubilee (Lana Condor) que deixa de ser um mero cameo como nos primeiros filmes dos X-Men. Contudo, ela nem chega a demonstrar quais são os seus poderes e quase parece que é apenas uma humana normal.

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O maior problema que tenho com X-Men: Apocalypse é que nunca senti que estava algo em jogo. Sim, tudo o que eles construíram caiu, mas já sabemos que vai ficar tudo bem devido ao final todo feliz e contente em Days of Future Past quando Wolverine volta ao futuro. Para um filme com um subtítulo tão tenebroso, estava sempre muito despreocupado com o que estava a acontecer.

Também não ajuda quando a maioria dos problemas na história são resolvidos às vezes de forma conveniente. Uma dessas situações envolve um cameo que foi revelado no último trailer do filme e vou guardar a surpresa para quem não sabe. Apenas digo que achei a sua inclusão um pouco forçada.

Eu fiquei com várias dúvidas sobre qual seria a avaliação final que daria a X-Men: Apocalypse. Está longe de ser mau e talvez quem seja mais fã dos X-Men vai apreciar melhor, mas sinto que Bryan Singer já deu o que tinha a dar neste universo. Ironicamente, o próprio filme nunca contradiz uma afirmação dita por Jean Grey após ver Return of the Jedi: “Pelos menos podemos todos concordar, o terceiro é sempre o pior”.

Positivo

  • Conclusão da história de Professor X e Magneto
  • Potencial dos próximos filmes dos X-Men
  • Quicksilver continua a ter a melhor cena

Negativo

  • Muita destruição, pouca preocupação da minha parte
  • Algumas personagens mereciam mais tempo de antena
  • Vários problemas resolvidos de forma conveniente

 

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Sérgio Batista

Membro do PróximoNível desde 2015. Tira fotos em demasia durante os eventos.

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