Análise – Wii U

Chegou a altura da Nintendo lançar mais uma consola caseira para o público, e desde 1986 – na nossa região – que a companhia nos coloca em êxtase quando este acontecimento está perto de se realizar. A companhia já lançou a sua cartada no que toca às portáteis, lançado no ano passado a Nintendo 3DS, e nesse mesmo ano revelou a existência da consola que vamos desde já analisar, a Wii U.

A E3 do ano passado ficou marcada pelo anúncio da Wii U, a nova aposta da Nintendo no que toca a consolas caseiras. Tal como qualquer nova tecnologia, a Wii U foi recebida com algumas incertezas por parte dos fãs, e isto porque a Nintendo fez mais uma vez aquilo que melhor consegue fazer, inovar. Os consumidores foram apresentados a uma consola esteticamente semelhante à Wii mas as semelhanças ficaram-se por aí. O ponto chave nesta consola centrou-se no novo comando, algo que franziu as testas dos mais cépticos, mas abriu um novo leque de possibilidades no que toca a jogabilidade e novas experiências. A Nintendo é exímia em tirar partido de novas tecnologias, por isso vamos mergulhar nesta nova consola.

Cortesia da Nintendo Portugal, o bundle que recebemos foi o Limited Edition do Zombi U. Este bundle traz a consola Wii U de 32 Gb,o famoso comando GamePad, um Wii U Pro Controller, e o jogo Zombi U. Existem dois transformadores, um para a consola e outro para o GamePad, um cabo HDMI e algumas bases tanto para o GamePad como para a própria consola e uma barra para o Wii Remote. A montagem da consola foi feita sem grandes problemas, mas já a configuração da consola levou mais algum tempo. Este bundle custa 399€, existindo outros com jogos que custam 349€, mas se quiserem um mais básico, podem adquirí-la por 299€, preços bastante acessíveis para uma consola nova.

O GamePad é sem dúvida a maior novidade nesta consola. Este baseia num comando largo com um ecrã táctil no centro que muitos gostam de chamar tablet, o que definitivamente não o é. Este pode ser o maior comando alguma vez criado para jogos, mas a verdade é que é um acessório bastante natural e muito fácil de usar. Antes de mais, o GamePad é muito leve, o que poderá não parecer à primeira vista. Infelizmente o comando peca no que toca a distância que ele consegue estar da consola, que não é muita. Em frente da consola conseguimos estar entre 3 a 4 metros de distância, mas se nos afastamos lateralmente, os metros de distância diminuem exponencialmente.

Os botões estão numa posição natural, sendo que os analógicos encontram-se na parte superior, e os restantes botões como o d-pad e o A, B, Y, X na parte inferior juntamente com outros botões como o Start, Select, Home, etc. Em cima temos os gatilhos, os botões L e R, botão de volume do GamePad – é possível ligar headfones e ouvir o som a partir dele – e o estilete para o ecrã táctil, sendo à mesma possível controlá-lo com o nosso dedo como se tratasse de um smartphone. Em cima do ecrã táctil temos também uma câmera usada para o Chat. Em geral é bastante confortável, fácil de usar mas a bateria podia ser mais duradoura, conseguindo aguentar poucas horas estando constantemente ligada.

Numa outra consola, a nossa atenção fica focada num ecrã principal, mas nesta consola vamos estar constantemente a mudar a nossa atenção entre o ecrã da nossa televisão e o do GamePad, isto porque o ecrã táctil do comando irá oferecer um enorme complemento ao jogos e mostrar coisas que podem não estar visíveis na televisão. A imaginação é o limite do que este comando poderá oferecer no que toca a experiência em jogos, e as companhias já estão a explorar novas possibilidades. O que podemos ver nos jogos mais recentes é uma interacção bastante activa em jogos como NintendoLand e New Super Mario Bros U, até a outras mais simples como a nossa lista de items e outros acessórios em Zombi U, que também tem bastante interacção.

Ao ligá-la pela primeira vez vamos ter que sincronizar o GamePad à consola, criar o nosso Mii, ou caso tenham uma Nintendo 3DS podem facilmente transferir o da vossa consola portátil, e assim que ligarem a Wii U a uma rede sem fios, espera-vos um longo update pela frente. Este update traz grande parte das funcionalidades online, como o Internet Browser, Nintendo eShop e o Miiverse, algo que poderá estar automaticamente incluído em futuras edições da consola.

O dashboard da Nintendo Wii U é bastante semelhante ao da Nintendo Wii, onde grande parte das aplicações e opções estão arrumados em vários quadrados, e em baixo desses quadrados temos os ícones que representam as opções Online acima mencionadas e mais algumas. O formato encaixa bem na Wii U, e visto que o GamePad possui um ecrã táctil, podemos escolher entre as várias opções sem estar que andar a vasculhar muito à procura. Esteticamente encontra-se mais atraente, colorido, mas no que toca a performance, a demora no início de algumas aplicações – por vezes mais de 10 segundos – poderá irritar os mais impacientes.

O online também aparece em grande forma nesta consola, e um dos pontos positivos foi a remoção dos famosos friend codes da Wii. Agora os jogadores irão conectar-se através do Nintendo Network ID, criando um nick para o nosso perfil. Ao carregarmos no botão Home vamos poder escolher a opção Lista de Amigos, e lá vamos poder ver os amigos que adicionámos bem como aquilo que eles estão a fazer.

Miiverse é também um dos pontos de destaque desta consola, e que funciona quase como um enorme fórum dentro da consola. Lá vamos poder escolher entre as várias comunidades que estão arrumadas por jogos, e falar com outras pessoas acerca do jogo em questão. Aqui vamos poder partilhar mensagens, imagens e até tirar dúvidas que possamos estar a ter. A Nintendo eShop é a loja virtual da Wii U, e aqui vamos poder comprar todo o tipo de jogos e aplicações tal como era possível na Wii, DS e 3DS, e a loja pretende expandir para trazer outros jogos novos, bem como clássicos.

Se a aposta mais casual da Wii assustou muitos dos jogadores, então com a Wii U não precisam de ter qualquer receio. O apoio à consola em termos de jogos coloca-a praticamente a par entre a Xbox 360 e PS3, no qual será possível encontrar grandes títulos que já foram lançados como Mass Effect 3, Assassin’s Creed 3, Batman: Arkham City, FIFA 13, Ninja Gaiden, Tekken, e a lista continua. Isto abre também várias portas para o futuro no que toca a lançamentos.

Outro ponto positivo é a retrocompatibilidade com a Wii. Com o simples premir de um botão, podemos ser automaticamente transportados para o dashboard da Wii e ler os nossos jogos da consola. Foram testados vários jogos e até agora não foram encontrados qualquer tipo de problemas, aliás, só pontos positivos. Caso queiram transferir os vossos jogos WiiWare ou Virtual Console da vossa Wii, podem fazê-lo com uma aplicação especial e fácil de manusear, algo positivo para os jogadores que gastaram bastante dinheiro na loja da Wii e querem ver os seus jogos serem transferidos para a Wii U. Caso não queiram esperar pela Virtual Console da Wii U, podem também comprar esses jogos na loja da Wii.

A Nintendo fez certamente um excelente trabalho com esta Wii U. Aproveitou tudo aquilo que a Wii tinha de positivo, respondeu em grande à comunidade hardcore, e adicionou uma enorme magia com este novíssimo GamePad. O que temos é uma consola com tecnologia que irá dar muito sumo às companhias e isso irá resultar em jogos mais interessantes e divertidos de se jogar.

Positivo:

  • GamePad fácil de manusear, leve
  • …e inovador, potencializando novas experiências
  • Preço acessível
  • Sistema de amigos renovado e sem friend codes
  • Line-up de jogos já anunciados
  • Retrocompatibilidade com a Wii e os seus comandos
  • Miiverse

Negativo:

  • Demora no início de algumas aplicações
  • Não tem saída Ethernet
  • Bateria do GamePad
  • Distância entre GamePad e consola

Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

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