Análise: Velocidade Furiosa 6 – Fast & Furious 6

 Velocidade Furiosa é uma daquelas franchises hipnotizantes do cinema actual. Não é um filme de alto valor nutritivo, para mentes que preferem ser rivalizadas intelectualmente, mas trata-se de um filme de culto frenético, que entretém, diverte e cativa. Um êxito com o mérito de insultar a verosimilhança e passar incólume ao abrigo da honestidade do cinema espetáculo.

Para quem acompanhou a saga, Fast & Furious 6 é a continuação da história de Dominic Toretto, interpretado por Vin Diesel, um perito em mecânica e corridas ilegais que meteu-se numa embrulhada tremenda, agora, é um dos bandidos com maior reputação a nível mundial. Toretto  faz-se acompanhar por um grupo de amigos, que tal como o protagonista, têm um cadastro imundo, nos ficheiros das polícias internacionais, e a paixão pela alta velocidade.

No sexto filme, Hobbes (interpretado por Dwayne Johnson) tem em mãos um problema de cariz global. Shaw (interpretado por Luke Evans) organizou um plano diabólico que envolve a combinação de material militar super-poderoso. Perante a ameaça, e a incapacidade das forças especializadas para resolver o problema (WTF?!), Hobbes recruta a equipa de Toretto. Aparentemente, a “família” é a única força de elite capaz de deter Shaw e garantir a segurança mundial.

O elenco principal conta ainda com mais caras conhecidas da série, nomeadamente: Paul Walker,  Jordana Brewster, Michelle Rodriguez, Tyrese Gibson, Sung Kang, Gal Gadot e Ludacris.

Justin Lin assume a realização e, honestamente, Velocidade Furiosa 6 está fantástico. Evidentemente que o objectivo é valorizar o efeito sobre o conteúdo, tendo isso em consideração, Justin Lin preenche o ecrã com planos espectaculares, repletos de dinamismo e excentricidade, obrigando à pergunta: “Mas que raio está a acontecer?”. Mas vale a pena, porque na prática, não é suposto levar a sério a Velocidade Furiosa.

A história é encadeada por eventos – parece La Palice – mas todos os acontecimentos conduzem no mesmo sentido: explosões, pancadaria e velocidade. A edição com cortes rápidos favorece a dinâmica das cenas de acção, contudo (paradoxalmente) as cenas em continuidade, e slow motion, favorecem a direcção de fotografia e os movimentos de camara. Uma palavra de apreço pela fantástica produção, que privilegia vários locais de rodagem.

Velocidade Furiosa conquistou um lugar especial no panorama cinematográfico, não recebe rasgados elogios, mas acelera imune às críticas. É uma pena que a genética das corridas ilegais tenha sido esquecida, e que tenha seguido o caminho de uma espécie de James Bond do ghetto, mas as mensagens transmitidas são positivas e não complicam. Proteger a família, sacrifício pelas pessoas que amamos e apreciar as coisas importantes da vida, noções que resistem após seis filmes.

Na ausência de um calhambeque com um casal de pessoas feias mas com uma história de vida marcante e memorável, ficamos com bólides equipados, conduzidos por modelos de cortar a respiração, trajadas com biquínis e muita saúde. Impossível resistir.

Positivo

  • Carisma dos personagens genéricos
  • Cenas de acção
  • Evento da autoestrada
  • Luke Evans como vilão
  • Epilogo

 

Negativo

  • Momentos do arco-da-velha na cena final
  • Sub-plots bizarros e desnecessários
  • Comic relief pouco cómicos
  • Dwayne Johnson com a mesma indumentária do filme G.I. Joe Retaliation

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