Análise – Trilogia Deponia

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Point and Click já é um género primordial de videojogo, principalmente para o computador (A.K.A. Master Race). Os jogos da TellTale são no seu básico um point and click, e os mais velhos certamente deverão conhecer a série Sam & Max.

É claro que para além destes jogos existem os mais comuns da internet, tal como as  versões flash, que tanto podem ser boas como nem por isso. E depois, as pérolas que fogem ao radar da criatura conhecida como jogador.

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Uma dessas pérolas é a história de Rufus, uma personagem com um imenso ego, que gosta de levar as coisas “emprestadas”, piromaníaco desde que nasceu, narcisista e que faz tudo para um bem maior chamado Rufus. E a sua história é contada na trilogia de Deponia, que consiste em três jogos (vendidos em separado), Deponia, Chaos on Deponia e Goodbye Deponia.

A trilogia conta a jornada de Rufus, que em mais uma das suas tentativas em ir para Elysium acaba por “salvar” Goal, que por sua vez está a tentar salvar Deponia de ser rebentada por Elysium. Rufus decide “ajudar” a sua nova “namorada” com o objectivo de deixar Deponia de vez, quer esta rebente quer não.

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E então qual a razão para jogar uma trilogia de uma personagem que não se interessa pelos outros? A espera por um milagre onde ele se torna numa pessoa melhor? Ou a imensa comédia que se estende por três jogos?

Uma vez que Rufus será sempre Rufus, a resposta óbvia é pela comédia que a série apresenta e capaz de conquistar o jogador em apenas cinco minutos. Mesmo que o género point and click não seja do agrado de muitos.

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Se mesmo com os exemplos dados ainda não conhecem o género, a jogabilidade passa por mover a personagem, neste caso Rufus, ao carregar no cenário, e fazê-la interagir com o ambiente e personagens. Por vezes (na maior parte das vezes) será necessário usar objectos com o cenário ou personagens para poder avançar na história, e sendo Rufus uma pessoa engenhosa, poderá ser necessário combinar objectos que estejam no inventário.

Para além disso, e algo também comum em alguns point and click, são os minijogos. Estes vão aparecendo de vez em quando ao longo dos três jogos, com uma maior frequência no terceiro. A maioria é fácil de desvendar, no entanto caso não consigam resolver existe sempre um botão de skip que não oferece penalizações.

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É algo simples de entender mas por vezes é complicado perceber o que é preciso fazer para poder avançar na história. A barra de espaços oferece ajuda ao mostrar todos os objectos (e apenas os objectos) possíveis de interagir no cenário, mas tirando isso não existe mais nenhum tipo de ajuda, sendo que por vezes virei-me para a alternativa de tentativa e erro ao usar tudo o que estava em minha posse com tudo o que encontrava.

Falando individualmente sobre cada jogo, Deponia corre na sua maioria de forma igual à descrição dada no início. Chaos on Deponia, continua com a história, mas devido a um “problema” que nada teve a haver com Rufus, a consciência de Goal foi dividida em três partes, sendo necessário convencer as três partes de Goal a continuar com a missão.

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Goodbye Deponia vem pegar um pouco na ideia do segundo jogo mas desta vez ficamos ao encargo de três Rufus…Rufuses…Rufus’s…, o que poderá indicar o fim do mundo tal como é conhecido, ou da sanidade de imensas pessoas. Em termos de jogabilidade Chaos on Deponia pode requerir o uso de uma específica personalidade de Goal para cumprir certos objectivos, enquanto que no terceiro jogo, será preciso trocar entre os vários Rufus para poder progredir, e até trocar objectos entre eles.

Tal como referi antes, o ponto de venda da trilogia de Deponia é o seu humor. A interação de Rufus com as personagens, bem como as suas acções, acabam sempre por ter um retorno cómico, apelidando na sua maioria à personalidade “santa” de Rufus (e umas raras quebras da quarta parede).

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A música também não fica atrás na trilogia de Deponia, os temas ajudam a criar o ambiente e tem o seu tom atractivo. A arte pode não ser aqueles gráficos super realistas, mas isso só quer dizer que não necessitam de 4K e 1080p para poderem usufruir dos mesmos, tendo desenhos e cores simples e bons.

A aventura em cada jogo poderá durar um pouco mais de sete horas, tempo mais que suficiente para aproveitar o que a trilogia de Deponia tem para oferecer. A falta de dicas para poder prosseguir poderá ser o ponto mais em falta, mas caso sejam persistentes (ou forem às internets caso tenham ligação) conseguirão passar esse entrave e usufruir da companhia de Rufus.

[Todas as imagens presentes nesta análise foram captadas durante as nossas sessões de jogo]

Positivo:pn-recomendado-ana

  • Rufus
  • Comédia
  • Música
  • História

Negativo:

  • Falta de dicas leva ao método de tentativa e erro

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Mathias Marques

Editor oficial desde Agosto 2014 Para além de videojogos também gosto de anime. Podem ver-me a apregoar sobre ambos os assuntos no site em forma de notícia, artigo ou análise. Tenho a sorte de encontrar momentos parvos enquanto estou a jogar, ou de os criar eu mesmo.

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