Análise – Tokyo Twilight Ghost Hunters

 

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Entrei na equipa do PróximoNível com o intuito de trazer conteúdo maioritariamente relacionado a anime, mais propriamente, análises a anime. Mas devido há falta de tempo por parte dos seniores existe sempre um ou outro “jogo da praxe” que acaba por ser entregue a um dos novatos.

No entanto, nem sempre fiz análises a jogos por pedido, sendo que um par de vezes fiz por iniciativa minha, e nem sempre são “jogos da praxe” que são entregues para analisar, havendo alguns que acabam por ser interessantes e outros os quais estava curioso.

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Foi há algumas semanas atrás que ao passear pela loja digital da PlayStation 3, que me deparei com Tokyo Twilight Ghost Hunters. Da pouca informação e imagens que vi, fiquei um pouco curioso sobre se seria um bom jogo ou não, e como obra do destino mais tarde veio o Daniel pedir para o analisar, ficando então comigo a responsabilidade de avaliar se o jogo realmente merece a nossa atenção.

Tokyo Twilight Ghost Hunters trata-se de uma junção de Visual Novel com role playing strategy, contando a história de um grupo de pessoas, os Gate Keepers, que se dedicam ao exorcismo de fantasmas. Por mais que gostasse de me alongar é mesmo por aí que a história fica, e, infelizmente a jogabilidade não fica atrás.

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Tal como referi Tokyo Twilight Ghost Hunters é uma visual novel, que conta a história de um estudante que acabou de ser transferido para uma nova escola, Sayuri Mifune é a pessoa indicada para mostrar a escola ao novo estudante, durante a excursão ambos reparam numa rapariga misteriosa que pede para fugirem, sendo que ambos são atacados por um fantasma.

Nesse momento aparece Masamune Shiga, um colega de turma de ambos, e com a ajuda dele tratam de exorcizar o fantasma, juntando-o assim aos Gate Keepers, um grupo que faz exorcismos a fantasmas.

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Como é habitual nas visual novels, Tokyo Twilight Ghost Hunters tem escolhas opcionais, que ao estilo TellTale, tanto faz qual seja a resposta pois o destino é o mesmo. Uma mecânica um pouco habitual em visual novels e presente no jogo é um sistema de escolhas em forma de conversa.

Esse sistema adopta a forma de uma roda, que inicialmente toma a forma de cinco opções, amigável, triste, amoroso, zangado e pensativo. Sendo que apôs a primeira escolha, uma segunda roda toma a rédea, com cinco novas opções, desta vez fazendo referência aos cinco sentidos, visão, tacto, olfacto, paladar e audição, com a “resposta” final a ter base nas opções escolhidas.

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É claro que tudo isto não passa de uma especulação minha, pois o jogo sofre da falta de explicações e tutoriais, cabendo então a cada um interpretar o que quer que seja. No entanto, tanto faz a resposta que se dê, pois tal como anteriormente referi, vai levar tudo ao mesmo.

É difícil apreciar qualquer tipo de interactividade com a história quando esta é confusa e um pouco insignificante, para além do “combo de apertar a mão” a única maneira que consegui arranjar para os NPC não pensarem que sou um atrasado mental ou que os estou a molestar, foram raras as vezes em que consegui dar uma “resposta” em modos para receber um diálogo que me agradasse e fizesse sentido.

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A parte de role playing strategy surge nos exorcismos, cada capítulo da história tem no fim um minijogo para exorcizar o fantasma, minijogo este que é mais fácil de entender que a parte de visual novel, embora também tenha a falta de qualquer explicação.

Este minijogo, tal como o género sugere, baseia-se em estratégia por turnos, com um limite de turnos, apelidado de “minutos“, onde até quatro personagens podem participar. Cada personagem tem um limite de movimento, assim como os fantasmas, esse limite que também está ligado aos ataques, uso de itens e até posicionar armadilhas antes do exorcismo se iniciar.

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Existem momentos na história onde visitamos o escritório dos Gate Keepers, local onde é possível comprar e combinar itens, bem como guardar o jogo, e outras actividades para nos manter entretido. Uma dessas actividades são as quests, que funcionam da mesma maneira que os exorcismos, onde a recompensa oferece dinheiro para poder comprar novos itens.

Outra das actividades toma a forma de um jogo de tabuleiro, que mais uma vez, é confuso e sem explicação.

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Passando à parte técnica, a arte e gráficos de Tokyo Twilight Ghost Hunters foge às  típicas visual novels com ar de anime, tendo um ar mais Americano que Japonês. Os fantasmas não têm um design por aí além, e os secundários chegam a ser os típicos mobs.

A banda sonora, apesar de ter um toque do Nobuo Uematsu, é algo razoável, e por vezes nem me dava conta de que a mesma estava a tocar durante o jogo.

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A história também não é o ponto forte, sendo de certa forma aborrecida. Esta toma a forma de capítulos episódicos na maior parte do tempo, onde cada capítulo acaba por ser um pouco independente do anterior. Isso é reforçado com um opening e ending em cada capítulo, algo que até poderia ser interessante, não fosse o facto de a música e video serem sempre os mesmos, o que torna a experiência algo aborrecida pois a música não cria impacto.

Com a interação das escolhas e das rodas de conversa algumas personagens podem ou não acabar por se juntar ao grupo, e levar a um final diferente. No entanto, as personagens não tem muito valor em termos de história, excepto em finais próprios com o nosso personagem, embora só seja possível alcançar um por jogo.

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Resumindo, a pouca curiosidade que tive sobre Tokyo Twilight Ghost Hunters foi eliminada por vagas de confusão na jogabilidade e da história desinteressante, que podia ter aproveitado o tema para se virar para o género de horror ou similar.

Sendo que também não é a primeira visual novel a inovar em termos de minijogos e sistemas de conversa, ambos acabam por aborrecer apôs umas horas de jogo, demonstrando que não foram aproveitados da melhor forma.

Positivo:

  • Arte
  • Minijogos algo interessantes a início…

Negativo:

  • …que ficam algo aborrecido após algumas horas
  • Falta de explicação das mecânicas
  • História desinteressante na maior parte do tempo
  • Formato episódico não é feito da melhor maneira

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Mathias Marques

Editor oficial desde Agosto 2014 Para além de videojogos também gosto de anime. Podem ver-me a apregoar sobre ambos os assuntos no site em forma de notícia, artigo ou análise. Tenho a sorte de encontrar momentos parvos enquanto estou a jogar, ou de os criar eu mesmo.

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