Análise – The Walking Dead Season 2

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Depois de um jogo galardoado com vários GOTY, uma sequela seria quase inevitável, mas com essa inevitabilidade também se acrescenta uma maior expectativa. A questão agora é: Será que The Walking Dead Season 2 está à altura?

NOTA: Os spoilers serão evitados na quase totalidade desta análise, sendo feita apenas menção a elementos cruciais revelados nos primeiros trailers e exemplos não específicos.

A história começa com uma pequena sequência com o intuito de mostrar que Clementine, a personagem principal desta segunda temporada, cresceu. Após essa sequência inicial os laços para com a primeira temporada são quase cortados por completo, existindo apenas algumas decisões da primeira temporada que influenciam algumas atitudes de Clementine.

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Durante o primeiro episódio somos apresentados a um novo grupo ao qual nos vamos juntar de uma maneira ou de outra. Umas escolhas levam alguns membros a aceitarem-nos pacificamente assim como outros tantos a rejeitarem-nos e vice-versa. Esta dualidade onde nunca podemos agradar a gregos e troianos está patente em quase todas as escolhas da segunda temporada. No fundo escolher um lado. O problema é que todas estas escolhas fazem lembrar guerras civis onde apenas um ditador consegue impor a ordem. E sim este tema acaba por aparecer algures nesta temporada.

Algo que eu senti ao jogar é que quase nada mudou no que toca às escolhas. Continuamos a ser bombardeados com falsas escolhas, e desta vez sem o factor novidade. Apesar de alguns novos dilemas e outros tantos reciclados, The Walking Dead Season 2 acaba por surpreender em alguns pontos com alguns momentos inesperados. Infelizmente estes são poucos sendo bastante previsível o desfecho da maioria.

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Infelizmente The Walking Dead season 2 também se esqueceu um pouco dos walkers, os encontros com estes seres são muito previsíveis, ainda mais do que na primeira temporada, sendo utilizados na sua maioria em situações clichê com o intuito de fornecer mais drama à acção.

Em certos pontos-chave do jogo eu resolvi voltar atrás no episódio e tentar outras opções para presenciar os desfechos das diferentes escolhas, e enquanto fiquei contente por ver que algumas realmente mudavam o rumo da história, existem cerca de 80% de escolhas, diga-se importantes, que não passam de placebos.

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Algo que foi melhorado tendo em conta a primeira temporada, foi a exploração dos cenários. Apesar de serem pequenos e delimitados dado que raramente vemos o mesmo cenário por uma segunda vez.

Durante a segunda temporada de The Walking Dead, senti-me um pouco perdido e desinteressado tendo em conta a história interligada que testemunhamos na primeira temporada. Desta vez, o percurso do nosso grupo é mais aleatório e as situações com que se deparam apesar de interessantes, são também muito mais previsíveis sobretudo para quem já explorou mais do universo de The Walking Dead, ou seja as BD’s e a série televisiva.

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Isto é algo que a TellTale deveria ter tido em conta. Com a novidade no passado é necessário elevar sempre a fasquia. Honestamente Clementine já não parece ser interessante e durante o jogo preferia muito mais ter jogado como algumas das personagens secundárias.

Algo que penso ter sido bastante negativo é o facto de muitas das personagens que conhecemos nesta temporada terem uma presença muito curta no jogo. Existem muitas personagens com histórias próprias que seriam interessantes e que acabam cedo demais. Ao contrário da primeira temporada, foi difícil criar um vínculo com a vasta maioria.

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No entanto o último episódio da segunda temporada é terrível… Tem tanto de terrivelmente bom como de terrivelmente mau. Pela primeira vez em ambas as temporadas as grandes decisões têm um verdadeiro impacto. Calma, eu sei que é emoção a mais, escolhas importantes com um grande impacto!? É verdade.

Agora a parte má, em comparação com a história global da primeira temporada, esta é uma história mais fraca com a mudança sempre constante e com os walkers em segundo plano existem poucos momentos que me ponham o coração aos pulos; algo comum na primeira temporada. Como conclusão a uma história, este quinto episódio, apesar dos seus bons momentos, faz-nos sentir tristes e desiludidos um pouco como as personagens. Tenho de admitir que talvez tivesse sido esse o intuito dos criadores, mas a nível de satisfação pessoal, ficou muito aquém do esperado e sobretudo devido ao potencial desperdiçado, com todas as personagens apresentadas ao longo da segunda temporada, existiam muitas sub-histórias merecedoras de exploração.

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A versão PS3 do jogo apesar de mais estável do que a 1ª temporada, continua a ser uma versão fraca, levando-me a recomendar a quem possa que jogue no computador onde poderão ter a melhor experiência que o jogo pode oferecer.

A música é medíocre e destaco apenas a música dos créditos que faz um melhor trabalho a transmitir emoções do que a música que já se tornou um padrão na série. Ainda assim quem dá a voz ás personagens faz um grande trabalho.

http://youtu.be/JmnFmIn9ibI

Apesar de todos os defeitos nas escolhas, não deixamos de nos sentir realizados para com o nosso sucesso em dados pontos. Aliás, quando jogamos pela primeira vez, estas escolhas parecem bastante competentes e atribuímos o efeito às nossas escolhas, ficando apenas a pergunta: O que teria acontecido se eu tivesse escolhido outra opção?

Como já referi acima, eu fiz questão de satisfazer a minha curiosidade e fiquei bastante desiludido, pelo que apenas posso recomendar a que joguem uma única vez e vivam com as consequências, mas uma história capaz de trazer um morto de volta à vida.

Positivo:

  • Uma boa aventura de sobrevivênciapn-recomendado-ana
  • Algumas situações peculiares aproveitam as capacidades de Clementine da melhor forma
  • Apesar de bem delimitados, os locais que podemos explorar são quase sempre uma novidade
  • Vozes das personagens ajudam a transmitir a emoção
  • Episódio 5 mostra como as escolhas deveriam estar presentes em todo o jogo…

Negativo:

  • … infelizmente não estão nos outros episódios da mesma maneira
  • As escolhas são quase sempre redundantes
  • Banda sonora é medíocre
  • História não deixa que nos afeiçoemos à maioria das personagens

pn-bom-ana

Alexandre Barbosa

Videojogos e séries de TV são o seu meio de entretenimento favorito. Desde jogos de plataformas a RPGs todos os jogos são um hipotético interesse. Ganhou também alguns traumas com certos videojogos mas isso já era de esperar. Agora já posso parar de falar sobre mim na 3ª pessoa?

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