Análise – The Legend of Zelda: Twilight Princess HD

 

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Já lá vão alguns anos desde que The Legend of Zelda: Twilight Princess foi lançado na Wii e em especial, na Gamecube. Este foi um jogo que passou entre gerações, sendo penalizado pela fraca prestação da Gamecube e beneficiado pelo grande número de vendas da Wii.

No entanto, The Legend of Zelda: Twilight Princess é um daqueles jogos que nem toda a gente jogou, mesmo que o tivessem debaixo de olho. Como fã de Zelda, eu fui um dos que o fez e tenho boas memórias dele.

A chegada de The Legend of Zelda: Twilight Princess à Wii U é importante, não só pelo facto de voltar a ser actual, como pela realidade de ser um jogo claramente prejudicado pelo hardware onde corria. Afinal, estamos a falar de um trabalho visual bastante avançado.

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The Legend of Zelda: Twilight Princess é uma das histórias mais negras de The Legend of Zelda. Os tons são mais alaranjados ou acastanhados, o mundo tem um aspecto entristecido e ainda existe um mundo alternativo (Twilight Realm), que faz lembrar uma espécie de purgatório.

Se na Wii tudo isto parecia esborratado e até envolto em nevoeiro, a versão Wii U acaba por definir não só o traço das personagens e cores, como retirar o tal “nevoeiro” que tornava tudo baço. Por isso mesmo, o jogo parece ter ganho uma nova vida, o que é ideal até para mim, que joguei o original.

O visual é o mais óbvio, mas The Legend of Zelda: Twilight Princess HD acaba por ter uma transição luxuosa para a Wii U. Eu nunca fui fã do conceito de comandos com movimentos (mesmo quando foram bem usados em The Legend of Zelda Skyward Sword), mas a aproximação deste remaster à versão de Gamecube é bastante sentida.

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Seja a jogar com o Gamepad ou com o comando clássico, esta é a jogabilidade clássica de Zelda, onde a utilização dos botões é que importa. Claro que o Gamepad introduz coisas como poder ver o menu imediatamente, usar o girascópio para apontar, ou até activar amiibos (já lá vamos), mas continua a parecer tão natural como foi nos Zeldas do Game Boy, Ocarina of Time, Majora’s Mask e claro The Wind Waker.

Já que falo dos amiibo, estes surgem como um gerador de extras para a aventura. Usar o amiibo de Link recarrega as flechas, enquanto o da Zelda recupera os corações. O meu favorito é do Ganondorf, que faz com que o Link leve o dobro do dano. Tendo em conta que existe um Hero Mode onde isso já acontece, é possível levar até 4 vezes mais, sem que existam corações para recolher nas ervas e afins. É uma boa forma de tornar o jogo ainda mais desafiante.

É claro que as várias alterações não mudam o jogo em si e este sofre um pouco com algumas decisões de design. O início do jogo, por exemplo, é um enorme tutorial que parece nunca mais ter fim. A forma como a história arranca também não é a mais chamativa, mas a forma como está encadeada é que acaba por fazer com que o jogo comece a crescer e ficar mais familiar.

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O ponto alto era e continua a ser, a transição entre Link e Wolf Link. Jogar como lobo é diferente, divertido e obriga a ver o cenário de forma diferente, pois é preciso cooperar com Midna em muitos casos e investigar o mundo usando os sentidos. É uma alteração icónica da saga que dá mais variedade ao jogo.

Foram precisos quase 10 anos para que The Legend of Zelda: Twilight Princess fizesse o seu regresso e que regresso este. A Nintendo acabou por polir e afinar um jogo que em si já era bom, para fazer dele um produto ainda melhor. É uma aventura que vale a pena viver pela primeira vez, ou reviver com as suas alterações pois é a versão definitiva que este jogo merecia.

Positivo:

  • Visual melhoradopn-recomendado-ana
  • Desapareceu o nevoeiro
  • Controlos ao estilo da Gamecube
  • Amiibos com ideias interessantes
  • Jogar em modo lobo

Negativo:

  • Tutorial parece infinito
  • Confuso a início

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Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

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