Análise – The Inpatient

A equipa da Supermassive Games foi responsável pela criação de um dos jogos de terror e suspense mais bem sucedidos da actual geração. Não só Until Dawn foi um bom jogo, como fazia algumas coisas imensamente bem, com destaque para a tomada de decisões ao longo da narrativa.

Tendo em conta toda a experiência tida com o jogo principal e com um spin-off para VR, era de esperar que o estúdio fosse um dos primeiros a continuar a apoiar esta tecnologia. Isto acaba por nos trazer The Inpatient.

Se Until Dawn Rush of Blood foi quase que um testar das águas, The Inpatient tenta ser algo mais complexo e mais próximo do Until Dawn original, embora seja uma aventura muito mais pequena e mais dedicada à tentar assustar do que criar situações que nos deixem realmente preocupados com quem nos acompanha.

Aqui, todas as decisões importam e a reacção ao momento pode ditar a morte de algumas personagens, as quais, na realidade, nunca chegam a ser verdadeiramente importantes, pois não têm tempo suficiente para brilhar e além do mais, não são assim tão interessantes quanto isso.

No global, nem todo o jogo é muito interessante, a história do personagem sem memória que tenta descobrir as suas origens enquanto precisa de escapar de um manicómio é algo banal, mas que se liga de certa forma ao primeiro Until Dawn, pois é um local que faz parte da história.

De qualquer forma, este é um cenário genuinamente assustador, que se alia a um bom ambiente sonoro para criar situações bastante convidativas ao susto ocasional. Alguns são bastante expectáveis, outros são estão bem colocados e nos sítios certos. Só é pena que as personagens não criem momentos que nos deixem com o coração nas mãos.

Funcionando com base no PS VR, existe a hipótese de controlar o movimento com os PS Move ou com o Dualshock. O segundo é seguramente a melhor hipótese, pois os Move são bastante imprecisos, tirando pela sua utilização básica da lanterna. O microfone do PS VR é também usado para poderem responder com a vossa própria voz às perguntas e situações que vão surgindo, o que é giro, mas que só impressiona durante os primeiros momentos de jogo.

Claro que sendo um jogo PS VR, o ambiente e visual foi todo criado para que fosse uma experiência opressiva aos olhos do jogador solitário, isto é bem conseguido, especialmente porque foi dada uma boa atenção aos detalhes dos cenários, ao mundo alternativo que visitam e a alguns elementos mais tenebrosos ou violentos. Como já disse, a banda sonora e componente visual ajudam a que tudo seja ainda mais pesado.

Depois, existe o reverso da moeda. Pois se a história e personagens não muito cativantes, os vários momentos que passamos a deambular pelos corredores escuros e vazios, são demasiado longos e livres de grande conteúdo além do som ou susto ocasional. Juntem a isto uma interacção simples com o cenário e está praticamente tudo dito.

The Inpatient não é um mau jogo, é apenas um jogo mediano que cumpre o mínimo do que um jogo de terror deste jogo deve oferecer. Talvez estivesse com as expectativas elevadas tendo em conta Until Dawn, mas tenho certeza que os fãs de terror vão sentir que é uma viagem recompensadora, eu não senti o mesmo e tenho certeza que me vou esquecer dele bastante depressa.

Positivo:

  • Ambiente opressivo
  • Alguns sustos bem feitos
  • Ligações subtis a Until Dawn
  • Poder responder com voz é giro

Negativo:

  • Bastante curto
  • Personagens sem grande chama
  • História simples
  • Muitos momentos mortos

Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

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