Análise – The Flash

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O meu nome é Tylarth e não sou o homem mais rápido à face da Terra, quando era pequeno ouvia rumores de que existia o Flash, mas infelizmente só conhecia os heróis da Marvel. Acabei por crescer com estes heróis impossíveis, para o mundo exterior sou conhecido como Alexandre Barbosa e secretamente utilizo o meu alter-ego para escrever análises para quem tem a paciência de as ler. Espero que pelo fim desta análise tenha feito justiça à primeira temporada de The Flash.

Tendo origem num dos episódios de Arrow da segunda temporada, a personagem Barry Allen mostrou-se desde logo demasiado ligada ao enredo para ser apenas uma personagem secundária. Mais tarde veio-se a confirmar que The Flash iria ver a luz do dia no Outone de 2014. Esta série destaca-se de Arrow não só pela temática de super poderes, mas também pelos efeitos especiais.

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Quando o orçamento e o tempo não permitem realizar produções de deixar o público espantado pelo espetáculo visual, o melhor é encontrar um estilo alternativo e de preferência próprio. Neste caso temos os efeitos especiais que aprecem saídos das bandas desenhadas, aplicados à vida real. É um estilo do qual eu gosto muito nesta série. Mesmo em termos de guarda roupa é bastante credível.

The Flash opta por não utilizar uma panóplia de vilões demasiado grande, foca-se em cerca de 7 ou 8, alguns recorrentes e é através deste esquema que existe a evolução de Barry Allen enquanto The Flash. Os vilões estão lá para dar a Barry a hipótese de evoluir e melhorar. Normalmente estes episódios que dão a conhecer vilões seguem uma narrativa assente em pedra. Existem 2 ou 3 confrontos que The Flash perde, e depois nos últimos minutos do episódio The Flash consegue superar as dificuldades e ganhar o dia.

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Assim é óbvio que existe mais em volta de The Flash do que apenas super-poderes, existe também o típico romance. É aqui que entra o interesse amoroso, Iris, para muitos esta personagem é irritante e aborrece, para mim é uma mais-valia na maioria dos casos. É uma personagem essencial que apesar de ser um estereótipo consegue levantar-se sozinha em vários momentos.

Mas afinal qual é a estratégia utilizada para garantir o sucesso de The Flash? A resposta passa essencialmente por duas personagens secundárias, Cisco e Caitlin, estas acompanham Barry na sua jornada. Cisco mostra-se como uma personagem de alívio cómico e Caitlin como um misto entre a comicidade e apoio emocional às personagens enquanto lida com os seus próprios problemas.

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Existe aqui um terceiro elemento bastante ligado à narrativa, Arrison Wells, um cientista que é tanto mentor como a causa dos “Meta-Humans” termo utilizado quando se referem aos humanos afetados pela explosão do acelerador de partículas. Para quem conhece a história das BD’s rapidamente sabe o que se passa com o Doctor Wells, a própria série faz questão de durante os primeiros episódios revelar um dos seus segredos.

A interação destes 4 personagens compõem quase todos os episódios da temporada, é uma relação que resulta e sem a qual é quase impossível atingir o nível de qualidade desejado. Cada personagem é essencial na medida em que os guiões resultam por culpa destas.

A interacção entre os actores é algo que cresce conforma a série evolui. Não consigo destacar nenhuma performance como extraordinária, mas também nenhuma é um desastre. Diria que estão todos num bom nível.

Sonoramente é uma série onde existe espaço para melhorar. Alguns momentos poderia sair beneficiados com a banda sonora correcta.

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Ainda assim nem tudo é um mar de rosas em The Flash, existe um pouco de repetição tendo em conta a série Arrow. Vamos ver Barry a debater-se com muitos temas já utilizados em Arrow e dado que são séries “independentemente juntas” é quase impossível não as conectar. Aliás muitos dos espectadores de The Flash provavelmente serão também espectadores de Arrow. A própria estrutura encoraja os espectadores a verem ambas pois acontecem vários cross-overs durante a temporada.

Para quem vê as duas séries, estes episódios em que as séries se cruzam são uma espécie de nano-mini-micro-Avengers, é sempre empolgante ver dois heróis a juntarem forças.

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The Flash é uma série bastante boa que começou com o pé direito. Apesar de a história só arrancar a sério a partir do meio da temporada, consegue ser uma série um pouco mais leve do que Arrow e por isso certamente conseguirá conquistar a sua própria legião de fãs. O fim desta temporada deixa o futuro da série em aberto, ditando assim uma segunda temporada com uma história imprevisível.

Positivo

  • Aspecto geral da série é bastante bom
  • Bom vilão principal
  • Bons efeitos especiais
  • Universo de personagens é grande e cheio de segredos para quem conhecer as BD’s
  • História bem conseguida…

Negativo

  • … embora se perca um pouco a meio
  • Alguns momentos cliché sem necessidade
  • Banda sonora poderia estar melhor

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