Análise – The Elder Scrolls V: Skyrim [Nintendo Switch]

Ao longo de vários anos, jogos como Super Mario, Street Fighter 2 e afins, foram exímios em aparecer numa multitude de plataformas. Sendo jogos com alguma idade, a sua difusão temporal era mais do que esperada. Mas o que se pode dizer de The Elder Scrolls V: Skyrim? Um jogo que foi lançado apenas na geração passada e neste momento, entre todo o estilo de conversões e até passagem para VR, está de regresso para mais uma aventura, agora na Nintendo Switch.

Depois de uma conversão de DOOM bem sucedida, as expectativas para The Elder Scrolls V: Skyrim na Switch eram enormes. Sendo este um dos grandes clássicos da indústria e a Nintendo Switch a consola mais falada do momento, este podia ser o casamento perfeito.

Para mim, The Elder Scrolls V: Skyrim na Nintendo Switch é uma óptima ideia. Já perdi a conta às vezes que o tentei jogar em outras plataformas, apenas para o deixar a meio por me distrair pelo mundo aberto. Curiosamente, a jogar a versão Nintendo Switch, deu para ver ao final de algumas horas que até já tinha explorado uma grande parte do mundo aberto e feito uma boa quantidade de história.

 

Como já me passaram pelo menos três versões de Skyrim pelas mãos (sem mods), posso dizer que a versão da Nintendo Switch não é visualmente a melhor de todas e pode ter alguns problemas de fluidez muito ocasionais. Porém, é uma conversão extremamente fiel com todos os conteúdos e que até me conseguiu surpreender em alguns momentos, especialmente com a água que corre nos rios bastante bem conseguida e folhagem das árvores a abanar em tempo real.

Na Nintendo Switch temos aqui um misto entre a geração anterior e a nova. Vários elementos usam um detalhe maior e a iluminação também está melhor que nas versões de PS3 e afins. A distância de paisagem é bastante boa, mas sofre de alguns pop-ups visuais aqui e ali, embora não seja algo extremamente incomodativo.

No que toca à jogabilidade, também esta foi muito bem conseguida na Nintendo Switch. Joguem na consola ou em modo televisão, os comandos respondem muito bem e até é possível jogar com movimentos dos Joy-Con. Esta opção é engraçada e bem-vinda, mas podia estar bem melhor, por isso, optei por jogar no formato tradicional com os botões. A início, alguns botões parecem fora do sítio, mas podem sempre resolver isso mudando a posição dos mesmos nas opções.

O simples facto de correr na Nintendo Switch sem grandes compromissos é impressionante mas, com a campanha principal e todas as expansões, este segue as pisadas de The Legend of Zelda: Breath of the Wild da Nintendo Switch que comprova que a consola consegue corresponder a este tipo de esforço. Existem alguns loadings avantajados como sempre, mas é fácil de perceber o porque.

Apesar da sua idade e de estar a ficar algo ultrapassado em várias mecânicas, The Elder Scrolls V: Skyrim encaixa exímiamente na Nintendo Switch. A Bethesda parece ter encontrado a chave de ouro da consola, o que já resultou em duas grandes conversões que demonstram bem as potencialidades da Switch. Até é possível colocar uns amiibo no Joy-Con para receber armaduras inspiradas em Zelda e caixas com conteúdos extra.

Se nunca jogaram Skyrim, ou a proposta de o jogar em qualquer lado é algo que vos deixa entusiasmados, então não ficam nada mal servidos com esta versão da Nintendo Switch.

Positivo:

  • Levar Skyrim no bolso
  • Conversão de qualidade
  • Uma quantidade gigante de horas de jogo
  • Bons detalhes do mundo

Negativo:

  • Alguns loadings mais lentos
  • Jogar com movimentos não impressiona
  • Downgrade visual
  • Já mostra a sua idade

Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

More Posts - Website

Follow Me:
TwitterFacebook

Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.