Análise – The Elder Scrolls Online

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Os MMOs são um dos maiores géneros dos últimos dez anos, e isto graças a títulos importantíssimos como Ultima Online ou o expoente máximo, World of Warcraft. Durante todos estes anos, houve jogos que tentaram destronar o jogo da Blizzard Entertainment e conseguir conquistar um “lugar ao sol” neste mundo muito lucrativo, mas muitos deles acabaram por falhar conseguindo apenas pequenos raios de luz.

Uma série com muitos anos de experiência e que fazia todo o sentido receber um MMO é The Elder Scrolls, algo que a Bethesda não teve mãos a medir na sua produção. The Elder Scrolls Online foi então anunciado em 2012 e chegou agora às lojas com subscrições que rondam os 10€. Será que consegue inovar onde outros não conseguiram?

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Felizmente tivemos acesso a uma edição digital de nome Imperial que dá algumas regalias que foram tomadas em conta para esta análise. Rapidamente descobri que este jogo tenta fazer uma conjugação facilmente perceptível entre os mais recentes jogos da série The Elder Scrolls e o formato base de um MMO recente em praticamente todos os aspectos.

A criação da nossa personagem é feita de uma maneira bastante simples e que fornece bastantes ferramentas para a personalização. Das várias raças incluídas no jogo tinha que escolher uma das minhas favoritas, um Khajiit. Cada raça da série The Elder Scrolls tem as suas vantagens, fraquezas e habilidades especiais, e isso irá ter um peso enorme no nosso estilo de jogo.

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O jogo começa numa masmorra que não nos dá muito terreno para explorar. Esta parte inicial em que escapamos da prisão consegue resumir grande parte da aventura que nos será imposta, onde veremos vários jogadores no nosso ecrã a correrem por um objectivo em comum, sem haver grande vontade para fazê-la em conjunto e com objectivos bastantes básicos.

A história passa um pouco despercebida neste jogo, e até percebe-se porquê, a imensidão dos cenários e as inúmeras missões que nos esperam vão roubar-nos completamente a atenção da mesma. Mesmo assim, ao seguirmos a história vamos ver que ela faz com que atravessemos as várias regiões do jogo de uma maneira linear e que podem ser desfrutadas sem qualquer problema.

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As primeiras horas que passei no jogo decorreram com bastante calma e até fluíram muito bem, e deu rapidamente para começar a descobrir a fórmula que a Bethesda tentou criar com este novo jogo. Basicamente o single-player e o formato MMO estão aqui de mãos dadas, mas isso não quer dizer que se dêem bem e este é capaz de ser o pior erro neste jogo.

Apesar de ser um MMO, o jogo parece mais um capítulo da série The Elder Scrolls, havendo um foco demasiado elevado na nossa personagem e naquilo que podemos fazer sem haver intervenção de terceiros. A maneira como o jogo está estruturado, desde o sistema de combate, missões e a progressão, fazem com que o jogador não sinta nunca a necessidade de ter alguém para acompanha-lo nas missões. Apesar de ter feito amigos neste jogo, inconscientemente fiz inúmeras missões sem ter que pedir ajuda ou sentir-me sozinho.

Vejam a seguinte galeria com algumas imagens da minha aventura.

Quanto mais exploramos as regiões desbloqueadas do continente de Tamriel, mais fortes são os inimigos, e como seria de esperar, nós ficamos igualmente mais fortes e começamos a poder explorar cada vez mais. Existem sempre NPCs a precisar de ajuda e com várias missões para nós.

As missões também são um misto de sabores que honestamente não me agradaram. É necessário andar bastante até chegar ao pretendemos – mas também com o vasto terreno, não havia muito a fazer – e não ajuda o facto de grande parte das missões serem de objectivos simples como matar um X número de animais, recuperar items, aparecendo pelo meio algumas mais interessantes e complexas. O que vale é que os portais de transporte reduzem um pouco destas longas caminhadas com waypoints espalhados pelo cenário.

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O sistema de combate tenta também misturar um pouco da série mas acaba por absorver mais da fórmula básica dos MMOs. Com uma barra de acções que infelizmente tem poucos slots, vamos escolher dar um pouco de complexidade ao nosso estilo de combate escolhendo várias habilidades, e na verdade até resulta bastante bem. A série tem um formato de combate bem assente e estas adições encaixam muito bem.

No que toca a apresentação, The Elder Scrolls Online não “aquece nem arrefece”. O jogo apresenta uma boa variedade no que toca a temas e que parecem puxar dos vários jogos da série, mas no que toca a qualidade, deixa um pouco a desejar. Desde movimentos e expressões robóticas até inúmeros bugs que atiram NPCs pel ar, havendo até bloqueios de missões, e tirando algumas personagens que se contam pelos dedos, algumas actuações de voz não têm o ênfase suficiente. Uma excelente banda sonora pelo contrário.

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A Bethesda está a caminhar por território que ainda não pisou, mas estes primeiros meses não se avizinham positivos para o seu novo MMO. O estúdio terá que fazer alterações radicais ao jogo caso queira justificar a subscrição que impõe, mas até agora os resultados não são impressionantes. Vamos esperar pelos restantes meses para ver o que o jogo traz.

The Elder Scrolls Online acabou por não ser aquilo que se esperava. A Bethesda tentou criar duas coisas numa só, mas acaba por criar um produto com problemas de identidade que não justifica uma subscrição. Mais facilmente a Bethesda safava-se a cobrar apenas pelo jogo na loja tal como acontece com Guild Wars.

Positivo:

  • Fiel à série
  • Horas de conteúdo
  • Jogabilidade intuitiva e fácil
  • História

Negativo:

  • Jogo em geral não justifica subscrição
  • Fica o sentimento de ser um jogo single-player
  • Grafismo e narrações
  • Barra de acções pequena
  • Inúmeras missões desinteressantes

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