Análise – Tales of Hearts R

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Quem diria que depois de tanto tempo a colocar a Europa em segundo plano, que a série Tales iria passar a ser um lançamento recorrente por estas bandas.

Tales of Xillia 2 já está nas lojas, Tales of Zestiria chega cá para o ano, e a equipa de produção promete que a localização de novos jogos vai ser ainda mais rápida. Um exercício que resultou na chegada à Europa de Tales of Hearts R.

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Lançado originalmente na Nintendo DS com um formato bastante diferente, Tales of Hearts R é um refazer do original a pensar na PS Vita, tanto a nível de controlos (dois analógicos é uma grande diferença) como capacidade gráfica. O resultado é um verdadeiro remake no sentido literal da palavra.

Em Tales of Hearts R jogam no papel de Kor, um jovem que vive com o avô numa zona pacata, até que surge uma rapariga acompanhada do seu irmão, os quais procuram por ajuda. Claro que a calma acaba aqui e depois de um certo acontecimento, Kor vai ter de viajar pelo mundo para recuperar os fragmentos da Spiria de Kohaku, que lhe irão recuperar os sentimentos.

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Embora utilize algumas cinemáticas da versão original (ladeadas de barras pretas), Tales of Hearts R chega à PS Vita com um novo visual, apresentação, arte e ainda mais cinemáticas. A história e as personagens são bastante boas, com inúmeros momentos de comédia a serem servidos em boas doses, e uma demanda que acaba por fazer sentido no tema do jogo e no estilo da saga.

A exploração é compassada entre um mapa-mundo aberto, aldeias ou cidades e várias localizações que funcionam como dungeons. Pelo caminho vão encontrar os baús típcios com tesouros e armaduras, assim como alguns puzzles que precisam de resolver com momentos de lógica. Estes não são nada de revolucionário, mas funcionam bem.

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Ao contrário de jogos como Tales of Xillia, aqui os amigos não aparecem no mapa, surgindo no formato de encontros aleatórios. É um sistema clássico que pode ser aborrecido para alguns, mas ideal para quem já acompanha a saga há alguns anos e está mais habituado a JRPG.

Por seu lado, o combate está bastante próximo dos Tales mais recentes, com acção em arena na terceira pessoa, onde atacam em equipa e usam ataques em conjunto com Artes para vencer. Neste remake, temos o sistema de combate Aerial Chase, uma espécie de combo que permite à personagem atirar os inimigos ao ar, sem interromper a sucessão de ataques. Ao escolher uma das personagens, é possível criar um ataque Chase Cross, que permite a realização de um ataque final, mais poderoso que os ataques normais. A maioria dos combates são rápidos, muito graças à jogabilidade simples que utilizam, mas caso usem todas as ferramentas ao vosso dispor, como ataques especiais, ou assists dos aliados, há muito onde tirar proveito, resultando numa experiência satisfatória ao nível das consolas caseiras.

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No que toca à evolução, em Tales of Hearts R a experiência que ganham ajuda a subir de nível e ganhar pontos que podem gastar em várias vertentes da vossa Soma, a arma utilizada pelas personagens. À medida que esta evolui, ganham mais poder e novas habilidades para usar na personagem. É um sistema bem mais simples e linear, que o de Tales of Xillia 2, por exemplo, mas a simplicidade é bem-vinda, especialmente porque estamos a falar num jogo de uma portátil.

Visualmente, Tales of Hearts R é um jogo altamente apelativo. O desenho das personagens está muito bom e estas reagem com inúmeros movimentos consoante as suas prestações. Infelizmente, os cenários não estão tão detalhados e alguns chegam mesmo a ser básicos.

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O departamento onde Tales of Hearts R soma imensos pontos é na quantidade de diálogo que foi gravado. O jogo não foi localizado, por isso as falas estão todas em japonês com legendas em inglês. Acaba por ser inacreditável, mas quase todos os diálogos usam falas e os actores japoneses fazem um grande trabalho, com muita qualidade e credibilidade. A música, embora boa, acaba por se repetir demasiado em certas zonas, especialmente nas cidades.

Depois de Freedom Wars, a PS Vita tem em Tales of Hearts R mais um grande exclusivo para este final de ano. Tales of Hearts R é um grande JRPG e uma das melhores apostas do género neste ano para qualquer plataforma. Joguem que vale a pena.

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Positivo:

  • Tales por inteiro em formato portátilpn-recomendado-ana
  • Boas personagens e história
  • Combate típico da série funciona bem
  • Quase todos os diálogos usam vozes
  • Uma boa forma de melhorar o original

Negativo:

  • Alguns cenários menos trabalhados
  • Certas músicas repetem demasiado

pn-muitobom-ana

Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

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