Análise – Tales From the Borderlands: Zer0 Sum

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Se as séries tomaram conta da televisão na nova era da pequena caixa, a mania das séries chegou aos videojogos com os formatos episódicos da Telltale Games.

Neste momento, estes senhores são como o pessoal da Traveler’s Tales e os jogos de LEGO, ou seja, tudo daria uma boa história. Por isso mesmo, de uma parceria com a Gearbox e a 2K, surgiu Tales From the Borderlands.

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Com tanto material de origem para espremer e a possibilidade de criar qualquer tipo de sátira, será que a Telltale Games está preparada para o universo de Borderlands?

Zer0 Sum, o primeiro episódio de Tales From the Borderlands não começa exactamente em grande. Normalmente a comédia é o centro das atenções, mas esta faz apenas ligeiras aparições nos primeiros 20 minutos, os quais são utilizados para apresentar as personagens principais e o vilão.

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As personagens em si começam de forma bastante básica e são um pouco os estereótipos que estamos habituados a ver, Rhys é o “herói” de Tales From the Borderlands, mas que é na verdade um vilão cobarde e com bom coração. Por seu lado, Fiona é uma ladra de alto gabarito, mas que acaba por se sentir fragilizada por também ser boa pessoa e tentar fazer tudo de forma a não magoar ninguém.

Em redor de Rhys e Fiona estão várias personagens um tanto ou quanto divertidas, mas que demoram imenso tempo a criar empatia com o jogador. Isto é criado com a presença de personagens extra que vão aparecendo e que dão o verdadeiro toque ao estilo Borderlands, desde Psychos com as suas máscaras típicas, mercenários e até robôs. Falando em robôs, um deles consegue ser das maiores estrelas deste episódio.

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Os veteranos de Borderlands vão gostar de ver o regresso de uma ou outra personagem dos jogos principais, e podem também contar com várias referências aos jogos principais.

A versão que jogámos foi a da PS4, e o visual em si é bastante bom, com o cell-shading típico de Borderlands a ser muito bem utilizado. Esta versão é igualmente fluída e o Dualshock 4 permite jogar a aventura sem problemas.

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Menos positivo são alguns movimentos das personagens que ainda parecem demasiado robóticos. Não sei se será pelo facto de a base do motor de jogo ainda ser da geração anterior, mas ainda é preciso melhorar neste departamento.

Zer0 Sum é um bom arranque para Tales From the Borderlands, mas parece estar ainda um pouco contido. Borderlands é totalmente desgarrado e cheio de momentos parvos que surgem consecutivamente. Queremos ver mais destes aqui. Vamos ver como se safa o próximo episódio, pois este começa morno, mas acaba bem.

Positivo:

  • Boas personagens principaispn-recomendado-ana
  • Visual ao estilo Borderlands
  • Versão PS4 está bastante fluída
  • Apresentação da história em diferentes perspectivas
  • Bom momento final

Negativo:

  • Primeiros minutos bastante mornos
  • Movimentos pouco humanos por vezes

pn-muitobom-ana

Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

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