Análise – Tales from the Borderlands Episode 3: Catch a Ride

Tales from the borderlands episode 3 catach a ride PN-ANA IMAGEM DE CAPA

Sim, sim, já se passou um tempo desde que o episódio saiu, mas ainda vamos a tempo do próximo, e mais vale tarde do que nunca. Pelo menos não me lembro de ninguém ter morrido por chegar atrasado em Pandora. A não ser que tal personagem trabalhasse para alguém tal como Handsome Jack… que apesar de ser o nosso melhor amigo, também seria a primeira pessoa a tratar-nos da saúde, tal como um bom amigo deveria de fazer.

Aminimigos e colegas de cabeça à parte, o terceiro episódio de Tales from the Borderlands foi uma regalia para os fãs, mas também veio a desapontar um pouco em certas situações devido a certos acontecimentos.

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O episódio anterior, Atlas Mugged, acabou na “importante” decisão entre aceitar a ajuda de Fiona ou Handsome Jack para nos livrar-mos de uma situação apertada e salvar o resto do grupo (incluindo o LoaderBot), enquanto metemos as mãos no ‘Gortys Project’, que a primeiro olhar é apenas uma bola.

Devo começar por dizer que ambas as decisões não têm muita influência (pelo menos neste episódio, quem sabe se irá afectar o final), porque como já devem saber, os eventos a que estamos a assistir são algo que já aconteceu, sendo que Rhys e Fiona estão de momento um pouco amistosos em relação um ao outro, mas obviamente por um motivo diferente, tal como é possível comprovar pelo diálogo. Sendo assim o que quer que tenham escolhido no final do segundo episódio não irá afectar Catch a Ride, havendo apenas uma mudança mínima, no entanto, não foi isso que me afectou negativamente.

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Estando Rhys e Fiona ainda com o sujeito mascarado à procura de algo no presente, a história continua a ser contada pelo olhar dos dois, que após a confusão inicial rapidamente encontram Vallory, uma mulher sobre a qual não sabemos nada para além de ser a cabecilha de um gangue, e de agora ser ela a quem temos de prestar contas. Nomeadamente num negócio que renda mais de dez milhões, o montante pela qual a falsa Vault Key estava à venda no primeiro episódio.

Tenho a dizer que foi logo nesta parte que fiquei um pouco desapontado pela decisão da Telltale. Se até agora Tales from the Borderlands recebia ovações pela sua história com diferentes caminhos, onde as escolhas importavam, a Telltale faz-se falar pelo que já é conhecido pelo público em geral. Algo que é inevitável, e ao mesmo tempo parvo (não um parvo ao estilo de Pandora, mas um parvo parvamente parvo).

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Pondo isso de lado, o terceiro episódio consegue criar bons momentos e transições entre a comédia, acção e até um toque de romance. As escolhas neste episódio acabam por não ser tão importantes como nos anteriores, com a excepção de uma que acaba por influenciar a nossa relação com algumas personagens e que poderá trazer consequências a longo prazo.

Falando das personagens, se LoaderBot conquistou milhões de corações por toda a galáxia, certamente ninguém estava à espera de um novo robô na equipa. É aí que entra Gortys, a essência do Gortys Project e deste episódio. Gortys é um robô desenhado para procurar Vaults, mas que primeiro precisa de recuperar upgrades, começando a levar a história para um caminho onde o final parece previsível, algo que Tales from the Borderlands tem sido mas de maneira hilariante e bem escrita.

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Gortys acaba por ser uma personagem “kawaii” devido à sua personalidade e à excelente prestação de Ashley Johnson. Menos kawaii é Vallory, que aprendemos da pior maneira, é uma personagem que nos vai fazer a vida negra. Não tem o charme de Handsome Jack, mas sabe usar os seus recursos como vilã para ter o trabalho feito, algo que proporcionou bons momentos durante o episódio, ou péssimos, caso sejam os heróis da história.

A execução do episódio acaba por ser lenta na sua maioria, recorrendo à velha exploração de cenário e conversas individuais com cada personagem, no entanto estes momentos são aproveitados para solidificar as relações entre diversas personagens. Algo que acaba por fazer bem, sendo visível a ligação que se forma entra as personagens (excluindo o narcisista megalomaníaco e sem amigos, porque provavelmente acabou por os matar a todos).

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Em relação a gráficos e banda sonora, continuam igual aos episódios anteriores, no entanto tenho de realçar as expressões faciais em Tales from the Borderlands. Num planeta onde é preciso usar uma ‘poker face’ para poder enganar e ficar vivo, as diversas expressões faciais revelam por muitas vezes o que a personagem está a pensar. E cada vez que acabo de dizer uma mentira ou de não contar toda a verdade, a expressão que revelam apresenta uma verdade não dita, o que destrói a imersão durante o jogo, apesar de ser engraçado as personagens dizerem que as outras estão com cara de parvo.

No final, Catch a Ride caiu um pouco na minha consideração em relação aos outros episódios, devido a fazer lembrar os “velhos tempos” da Telltale onde as escolhas acabam por não ter importância. Apesar disso, este episódio serviu para estabelecer mais ligações entre as personagens e levantar um pouco a poeira sobre o que poderá acontecer, bem como apresentar duas personagens chave para esta parte final da história.

[Todas as imagens presentes nesta análise foram captadas durante as nossas sessões de jogo]

Positivo:

  • Humor continua no topo
  • Velhas caraspn-recomendado-ana
  • Novas caras
  • Gortys é “Kawaii”

Negativo:

  • Escolhas começam a não ter tanta importância
  • Algumas situações são parvamente parvas tendo em conta o termo parvo e o mundo de Pandora

pn-muitobom-ana

 

  • Nirvanes

    Infelizmente ainda não consegui ‘arranjar’ o terceiro episódio para Mac 🙁