Análise – Sword Art Online Hollow Fragment

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Sword Art Online já criou uma enorme base de fãs, tanto no Oriente como no Ocidente, tendo atraído não só fãs do mundo da animação Japonesa, como também vários gamers.

Quem é gamer certamente já sonhou com realidade virtual e a possibilidade de entrarmos num videojogo, mas enquanto isso não é possível, a Bandai Namco lançou Sword Art Online Infinity Moment para a PSP no Japão, tendo atingido um elevado número de vendas.

Eis que passado um ano após o lançamento de Infinity Moment, que a Bandai Namco lança Sword Art Online Hollow Fragment na PS Vita, não só na terra do Sol Nascente, mas também no Ocidente.

Será que a espera  valeu a pena para os fãs Europeus?

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Quando Sword Art Online Hollow Fragment foi anunciado, foi apresentado como tendo todo o conteúdo do jogo anterior, tal como novo conteúdo e história.

Para quem não está familiarizado com a série, Sword Art Online tem inicio com o personagem principal, Kirito, que fica preso num VRMMORPG (Virtual Reality Massively Multiplayer Online Role Player Game), tal como milhares de outros jogadores, sendo que se morrerem no jogo morrem na vida real e a única maneira de escaparem é chegando ao centésimo andar e derrotar o Boss final.

Infinity Moment pega no confronto final entre Kirito e Kayaba (o criador do jogo) no andar 75, e cria um universo paralelo, onde Kirito conseguiu derrotar Kayaba, mas devido a um erro, o jogo não é concluído, não restando outra hipótese senão concluir os restantes andares de Aincrad.

Sword-Art-Online-Hollow-Fragment-Análise-017-pnA parte de Infinity Moment (IM), sendo o jogo original da PSP, baseia-se por completar os restantes andares, progredindo com a sua historia e vários eventos que rodeiam as heroínas. Enquanto que a secção de Hollow Fragment (HF), o novo conteúdo na versão da PS Vita, introduz Philia e a Hollow Area, uma nova área inexplorada dividida em quatro partes, também com a sua dose de historia.

Ambas as secções estão logo disponíveis no início do jogo, sendo cada uma acessível através de um painel de controlo, cabe então a cada um decidir que caminho escolher enquanto controlam Kirito.

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Sword Art Online (SAO) tenta então criar o ambiente de um MMO na vertente single player, conseguindo recria-lo, tanto no que toca ao ambiente, como às falhas.

A mecânica de combate pode parecer confusa a inicio, mas é bastante simples, e poderá ajudar imenso o jogador se for bem aproveitada.

Os combates decorrem tal como num MMO, Kirito possui um ataque automático, e um ataque burst, que oferece mais dano, sendo que também estão presentes as sword skills, habilidades que iniciam um combo automático, fazendo mais dano e causando efeitos adicionais no inimigo, e as battle skills, que são maioritariamente buffs, sendo que apresenta também uns elementos action rpg, com o parrying e o step (também conhecido por dash).

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O que SAO Hollow Fragment introduz na mecânica de combate é o burst gauge, que afecta o burst attack e um sistema de “risk“, que afecta a quantidade de dano que oferecem/recebem, e a recuperação da burst gauge e SP gauge, que é usada na sword e battle skills.

Outra coisa que afecta o combate em SAO é o parceiro, que pode ser uma das heroínas ou um dos vários NPCs que estejam na cidade do andar 76.

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Durante o combate podem instruir (e receber) vários comandos ao vosso parceiro, sendo que parte do sucesso para uma vantagem em combate cabe neste sistema, no uso da gratidão que oferecem ao mesmo, e do sistema switch, que faz com que haja uma troca rápida nas posições durante o combate.

Apesar disso, muitas vezes o combate sofre devido à lentidão de resposta e execução de habilidades por parte da IA, o problema também nos afecta, quando iniciamos um combo que falha o inimigo, sendo que não temos a hipótese de interromper esse mesmo combo. Ou devido a pequenos erros de animação quando é iniciado um ataque em conjunto com o nosso parceiro, sendo que Kirito por vezes fica imóvel, não tendo assim a certeza se o ataque foi iniciado até o mesmo terminar. Sendo que o mesmo afecta o sistema switch, onde por vezes falha devido ao parceiro estar a meio de um combo, quando o termina, ignora o pedido e isso leva-nos a ter que esperar que o cooldown termine.

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Outra mecânica que ficou famosa com os trailers e imagens é o dating system.

Na cidade do andar 76 podem então tentar a vossa sorte com as heroínas, ou qualquer outro NPC, onde o que maioritariamente fazem é conversar dentro de um limite de tempo, escolhendo entre duas opções de resposta, que várias vezes não faz sentido, sendo então um momento de tentativa e sorte.

O objectivo da conversa é dividido em duas partes, o ‘mood’ (disposição), que serve para os tais eventos de conversa de cabeceira, e também para melhorar a aprovação que a personagem tem sobre Kirito,  um elevado nível de aprovação permite a Kirito oferecer armas e armadura a essas personagens.

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Em Infinity Moment para além dos encontros existem também os andares para completar, a forma de progressão é linear, sem oferecer muito para explorar, tendo basicamente ir de ponto A a ponto B e derrotar o Boss do andar.

As lutas contra os Boss de cada andar são o ponto alto de Infinity Moment, pois é realizado numa raid de oito personagens. Aqui não só dão ordens ao vosso parceiro, mas também às outras equipas, tentando assim, manter todos vivos.

A historia, demora um pouco para arrancar, avançando maioritariamente por eventos com cada heroína, para além de Asuna, Silica e Lisbeth, são também introduzidas Leafa, Sinon e uma personagem inédita de nome Strea.

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Hollow Fragment conta com Philia e uma história mais trabalhada que a de Infinity Moment. Esta começa com Kirito a ser misteriosamente transportado para a Hollow Area, encontrando assim Philia uma “treasure hunter”, e apercebendo-se de um estranho símbolo na sua mão.

Hollow Area chega a ser superior a Aincrad, visto que temos a liberdade para explorar, e também as Hollow Missions, que são missões que aparecem de tempos em tempos em certas áreas, e requerem sempre que algo seja feito dentro de um limite de tempo. Algo que oferece o incentivo de fazer e repetir as Hollow Missions são os ‘Implements’, cada implement tem um objectivo específico que só pode ser concluído durante uma Hollow Mission, oferecendo uma recompensa, tal como uma nova skill, ou um diferente drop de um Boss em Aincrad.

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Quanto ao ambiente de SAO, no que toca a NPCs está bem reproduzido, para além de aparecerem na cidade (por vezes causando lag), também aparecem nos outros andares de Aincrad e até na Hollow Area combatendo e até falando entre si.

O cenário tem os seus altos e baixos, tanto em Aincrad como na Hollow Area existem cenários que não são nada demais, como outros que surpreendem imenso tanto pelo seu visual como pelas cores usadas, tirando os óptimos gráficos dos videos, SAO podia ter feito melhor neste departamento.

A banda sonora a início é boa, mas a pouca variedade faz com que se torne repetitiva ao final de algum tempo.

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Outros pontos que não estão a favor de SAO é a má tradução, apesar de manter a vozes originais em Japonês, as legendas por vezes não fazem qualquer sentido e tornam a situação difícil de perceber (ou hilariante), e a falta de tutoriais e explicações para grande parte dos controlos e acontecimentos só tornam o jogo ainda mais confuso, especialmente na Hollow Area, onde a navegação é difícil mesmo usando o mapa (algo que foi corrigido no patch 1.01), para além da dificuldade em ganhar experiência e dinheiro, o que leva a um grinding que consome bastante tempo.

SAO Hollow Fragment também possui um modo multiplayer exclusivo para a Hollow Area até quatro jogadores, mas infelizmente só funciona por Ad-Hoc, ou seja, multiplayer local, sendo que não possui um modo online.

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Embora seja possível iniciar em modo offline e levar NPC’s, não deixa de ser uma enorme perda, pois um modo online so iria atrair mais pessoas e oferecer bons momentos de jogo.

Resumindo, Sword Art Online Hollow Fragment não é o jogo perfeito, mas irá agradar aos fãs. Os erros, a falta de informação a início e a ausência de um modo online poderá ser um entrave aos outros. O ambiente MMO, e a junção entre JRPG e action rpg resulta numa mecânica de combate que é ponto alto do jogo, mas poderá não ser o suficiente para os fãs do género.

[Todas as imagens presentes nesta análise foram captadas durante as nossas sessões de jogo]

Pontos Positivos:

  • Consegue representar o ambiente de um MMO
  • Cutscenes
  • Boss raids
  • Design dos boss’s
  • DLCs grátis
  • Hollow Area faz jus à série
  • Vários eventos com cada heroína

Pontos Negativos:

  • Engrish
  • Falta de tutoriais e informação
  • Falhas das animações
  • Gráficos razoáveis
  • Banda sonora podia ter mais variedade
  • Dificuldade em ganhar experiência
  • Não possui multiplayer online

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Mathias Marques

Editor oficial desde Agosto 2014 Para além de videojogos também gosto de anime. Podem ver-me a apregoar sobre ambos os assuntos no site em forma de notícia, artigo ou análise. Tenho a sorte de encontrar momentos parvos enquanto estou a jogar, ou de os criar eu mesmo.

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