Análise – Super Mario Party

Com a Nintendo Switch no mercado já há algum tempo, era de esperar que a maioria das franquias da Nintendo acabasse por aparecer com novos lançamentos. No que toca a Mario Party, a Nintendo resolveu não ir por um Remaster e criar algo de raíz. Depois de Mario Party 10 da Wii U, esta parece ter sido a melhor ideia.

Mario Party 10, apesar de divertido, acabou por ser um jogo bastante limitado e com algumas lacunas. Existia muito foco na competição em grupo, em vez da competição directa, que era relegada para outros modos. Até nas nossas Livestreams encontrámos sempre mais espaço para jogar Animal Crossing Amiibo Festival do que Mario Party.

Super Mario Party é algo diferente, este é claramente feito a pensar nas possibilidades da consola, embora seja bem mais simples em grande parte da sua execução, é na variedade de modos e escolha de mini-jogos que este jogo acaba por ser um dos melhores da série.

A ideia de Super Mario Party é a de criar competição entre um grupo de amigos, seja para ver quem reúne o maior número de estrelas num tabuleiro de jogo com dados ou a tentar cooperar em jogos feitos a pensar na destruição de amizades. Para por isso à prova, joguei algumas partidas com o computador e depois chamei alguns amigos para uma noite de Mario Party à moda antiga. Uma coisa é certa, a jogar ou observar, Super Mario Party é sempre bastante divertido.

O modo base é o de tabuleiro onde cada um joga por si. A ideia é ganhar moedas e mini-jogos de forma a poder comprar as estrelas que nos permitem ficar em primeiro lugar. É um jogo que muda rapidamente de vencedor e mantém o ritmo até ao final. Depois existe uma versão deste para jogar em equipas de dois que tem um pouco mais de estratégia e de coordenação. Um dos que gostei mais foi o terceiro, um modo cooperativo que coloca toda a gente dentro de um barco a descer um rio e onde todos precisam de remar para evitar obstáculos. O maior problema deste modo são os mini-jogos limitados que acabam por se repetir, porém, é bastante divertido ver as disputas e zangas que se formam em redor de escolher um caminho ou ir contra uma rocha porque alguém remou a menos.

Além dos principais, existem outros modos extra que aproveitam os mini-jogos para sessões de ritmo ou para preencher um quadro luminoso estilo bingo com mais vitórias. A parte boa é que a vasta maioria dos videojogos é bastante boa, mesmo que partam de conceitos simples e básicos. Se de um lado temos um jogo tão simples como escolher qual a maior forma de cubos em no menor tempo possível e ver quem acerta, de outro temos o Slaparazzi, o melhor jogo desta colecção, onde batemos nos colegas para tentar ter maior exposição numa sequência de fotos.

Para jogar todos os jogos de Super Mario Party, só existe uma alternativa, jogar com os Joy-Con, o que pode ser bom e mau ao mesmo tempo. Por um lado, temos toda a gente a competir ao mesmo nível, por outro, não poder usar comandos convencionais que já temos em casa é aborrecido. Além disso, tivemos um caso em que alguns dos Joy-Con estavam com pouca bateria e como sabem, a consola só consegue carregar dois de cada vez. Não existe sequer forma de jogar com os Joy-Con ligados à Nintendo Switch, por isso é tudo com um comando Joy-Con ou nada. Mesmo que certos jogos precisem de sensor de movimentos, não há nada que não pudesse também ser feito com os botões e analógicos.

Super Mario Party tem também um modo online onde podemos jogar Mariothon com outros três jogadores. Apesar de funcionar bem, os mini-jogos são limitados à taça que está a decorrer e sempre que joguei online, acabei por competir contra o computador, pois os adversários acabavam quase sempre por abandonar a meio. Parte positiva, as ligações são bastante boas e não notei lag. Infelizmente não consegui experimentar os jogos em ecrã múltiplo porque só havia uma cópia do jogo.

Em termos visuais, Super Mario Party é bastante bom. O jogo está cheio de elementos detalhados, cores fortes, bons efeitos de água, luz e até reflexos bastante impressionantes. A Nintendo continua a mostrar mestria com o seu Hardware e isso dá para ver também nos modelos das suas personagens. A banda sonora é divertida e ao nível dos outros Mario Party, no entanto, tenho a dizer que as vozes e gritinhos das personagens conseguem ser bastante irritantes, dependendo claro, de quem escolhem. E que raio de voz é aquela que nos chama para “dar mais 5” aos outros jogadores? Que falta de entusiasmo!

No final de contas, Super Mario Party é sem dúvida um bom sucessor para a série. Claro que não é um jogo feito para se jogar sozinho, embora seja possível. De qualquer forma, é altamente recomendado que reúnam os amigos e joguem todos em conjunto. Mesmo que o ecrã da consola seja demasiado pequeno para jogar com várias pessoas ao mesmo tempo, ao menos já não existe desculpas caso não exista tempo para que se possam juntar todos na casa de alguém.

Super Mario Party é bem divertido e uma boa adição ao catálogo da Nintendo Switch. Não de todo perfeito e algumas coisas podiam ter sido feitas de forma diferente, mas a diversão fala mais alto e o que conta é ver como nos conseguimos divertir a joga-lo.

Positivo:

  • Mini-jogos bastante bons
  • Modos competitivos e cooperativos
  • Várias personagens disponíveis
  • Aproveita bem as características da consola
  • Bom visual

Negativo:

  • Categoria cooperativa precisava de mais mini-jogos
  • Não se pode jogar com comandos diferentes
  • Ecrã pequeno para jogar com várias pessoas
  • Vozes irritantes
  • Online limitado

 

Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

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