Análise – Strikers Edge

Sendo o primeiro grande vencedor dos prémios Playstation portugueses, é bom ver que a equipa da Fun Punch conseguiu levar o seu projecto avante para criar uma oferta bastante sólida para o seu primeiro grande lançamento, o qual chega a mais que uma plataforma em simultâneo, sem esquecer todas as opções que um jogo destes precisa.

Não fui o primeiro membro da equipa a jogar a versão final de Strikers Edge (essa primeira experiência ficou para o Sérgio Batista), mas já conhecia o projecto há muito tempo, tendo acompanhado a sua transformação. O resultado não é perfeito, mas é bastante bom.

Strikers Edge é um jogo do mata (ou dodgeball se preferirem), mas com lanças, shurikens e afins. Cada jogador joga de um lado do ecrã e a ideia é transformar o adversário num passador e lutar até que só um seja o vencedor (ou dois caso joguem até 4 jogadores).

Apesar de não ser um jogo vasto em conteúdo, o menu engloba aquilo que seria de esperar. Temos online, local, campanha e as outras coisas típicas para personalizar o jogo. Fiquei contente especialmente por encontrar aqui uma campanha, que embora simples, sempre dá a conhecer cada uma das várias personagens jogáveis.

Tendo em conta as ferramentas usadas para controlar as personagens, os ataques, os especiais e controlar tudo como deve ser ainda requer algumas horas de jogo. Os meus primeiros combates foram brindados de vergonhosas e frustrantes derrotas como podem imaginar. Contra o computador, em especial, parecia que este era sempre um pouco melhor que eu em quase todas as situações, isto pelo menos logo a partir da dificuldade Normal.

Por isso mesmo, Strikers Edge está no seu melhor quando jogado com outros humanos, especialmente localmente. Seja em 1 vs 1 ou 2 vs 2, as partidas com humanos são as mais emocionantes e empolgantes. Jogar contra alguém que conheça o jogo é também um pouco mais complicado, mas sempre melhor aprender com alguém que está ao nosso lado do que com o computador.

Como existem várias personagens para escolher, cada uma com as suas habilidades e formas de ataque, este é o estilo de jogo que oferece várias hipóteses de combate e abordagem a cada partida. Algumas personagens são claramente mais viradas para os novatos, enquanto outras já precisam de mais alguma habituação para dominar, especialmente porque é preciso gerir tudo, ter atenção ao adversário e ainda calibrar o analógico de mira enquanto nos tentamos desviar.

Apesar de ter modo online, na PS4 não é fácil encontrar partidas abertas para Strikers Edge, por isso foi um modo difícil de testar. Até agora, o maior inimigo é a latência que surge em combate, que faz uma grande diferença num jogo que requer tanta precisão quanto este. Podem sempre saber a latência com os dados que surgem no topo do ecrã.

O visual retro e a música são bastante bons e não existem problemas de maior que tenha a apontar. Existe localização para português (claro que sim!), por isso até quem não percebe de inglês vai poder jogar sem problemas.

Strikers Edge é um jogo da velha guarda em todos os sentidos. Não é fácil, não tem um conteúdo vasto, mas dá para ver que foi feito com o jogo local com amigos em mente. Ao jogar Strikers Edge pensei várias vezes em Starwhal, um jogo simples, mas que tenho de jogar sempre que tenho amigos cá em casa. O Strikers Edge parece ser outro que vai fazer parte dessa lista.

Positivo:

  • Combate complexo
  • Várias personagens diferentes
  • Boa apresentação visual e sonora
  • Ideal para jogar com amigos
  • Vários modos…

Negativo:

  • …Não muito profundos
  • Inteligência artificial implacável a partir do Normal
  • Tive problemas a encontrar pessoas online

Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

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