Análise – Street Fighter 30th Anniversary Collection

Mesmo que seja um verdadeiro fã de RPG, tenho sempre de guardar um espaço para jogos de luta. Ao longo dos muitos anos que passei a jogar, foram muitos os jogos de luta que me fizeram companhia. Como seria de esperar, muitos deles foram Street Fighter.

Ainda me recordo de chegar a casa há ainda pequeno, depois de uma viagem em família e estar mortinho por lutar contra o meu irmão no Super Street Fighter 2 da Mega Drive. Anos mais tarde, tenho gravado na memória horas e horas que gastei no Street Fighter Alpha 2 da Sega Saturn. Memórias de outros tempos onde era tudo mais simples e empolgante.

Parece que foi ontem, mas a chegada de Street Fighter 30th Anniversary Collection faz lembrar que o jogo de luta da Capcom já cá anda há muitos anos e deu origem a dezenas de jogos. Uns são certamente melhores que outros, mas este jogo faz um bom trabalho de contar uma boa parte da história da saga, dando liberdade para brincar com a nossa nostalgia.

Street Fighter 30th Anniversary Collection é uma verdadeira celebração. Mesmo que alguns dos jogos presentes sejam quase clones uns dos outros (Street Fighter 2 é o maior culpado), cada um deles faz parte da história e foram lançados como títulos isolados. Cada um adiciona mais personagens, cenários e melhorias, as quais trouxeram muito que testar e treinar nas arcades.

No global, existem 12 jogos, mas a forma como jogam cada um deles é feita num menu mais prático e de fácil acesso. Eis cada um dos presentes:

  • Street Fighter (1987)
  • Street Fighter II: The World Warrior (1991)
  • Street Fighter II: Champion Edition (1992)
  • Street Fighter II Turbo: Hyper Fighting (1992)
  • Super Street Fighter II (1993)
  • Super Street Fighter II Turbo (1994)
  • Street Fighter Alpha (1995)
  • Street Fighter Alpha 2 (1996)
  • Street Fighter Alpha 3 (1998)
  • Street Fighter III: New Generation (1997)
  • Street Fighter III: 2nd Impact (1997)
  • Street Fighter III: 3rd Strike (1999)

Antes de começar a jogar, é possível escolher entre os modos locais ou o online. Cada uma destas escolhas abre portas para os vários jogos, havendo um menu global para cada um deles onde se pode mudar o tamanho do ecrã, botões, entre outras coisas. O acesso ao menu é tão simples e rápido que cada jogo parece fazer parte do todo.

Claro que existe uma grande diferença entre os jogos mais antigos e os mais recentes. O primeiro Street Fighter não é um jogo bonito e bastante desengonçado, valendo mais pela nostalgia ou para perceber como tudo começou. Passar do primeiro para o segundo é uma grande evolução, mas é muito mais sentido quando se joga Street Fighter Alpha ou Street Fighter 3. Tanto o Alpha como SF3 são muito mais ricos em mecânicas, personagens e visualmente. Street Fighter 3, por exemplo, continua a ter algumas das melhores animações em Sprites que foram criadas em videojogos.

 

Entre toda esta selecção de títulos, vão existir jogos que vão apelar mais a certos jogadores. Eu sou claramente grande fã de Street Fighter Alpha 2, até mesmo mais do que Street Fighter Alpha 3 e como joguei pouco de Street Fighter 3, não me sinto tão confortável a levar as personagens para o combate, ainda para mais havendo tantas nuances e coisas diferentes nesta série.

 

Como a versão de análise que nos chegou foi da Nintendo Switch, pude experimentar cada um dos jogos de diferentes formas. Seja a jogar na consola ou com o comando pro, tudo parece bastante normal, embora a ausência de um D-Pad nos analógicos ainda continue a se fazer notar. Um dos modos que gostei mais foi o portátil com os Joy-Con separados. Já tinha gasto algumas horas valentes a jogar desta forma com Ultra Street Fighter II: The Final Challengers e mesmo não sendo perfeito, é altamente divertido e de acesso imediato.

Para tornar o pack em algo ainda mais competitivo, a Capcom resolveu providenciar modo online para alguns dos jogos disponíveis, neste caso, para Street Fighter II Turbo: Hyper Fighting, Super Street Fighter II Turbo, Street Fighter Alpha 3 e Street Fighter III: 3rd Strike. Estes incluem jogos normais e partidas com Ranking que funcionam bem, desde que esteja alguém disponível para jogar convosco.

Em termos de apresentação, Street Fighter 30th Anniversary Collection tem um óptimo aspecto. É claro que os jogos antigos vão ter sempre um aspecto antigo e correr como corriam na altura, mas todos os menus são bastante bons e existe a possibilidade de aplicar filtros de ecrã e mudar a tela para ter barras laterais personalizadas. A banda sonora é o clássico da série, por isso tem todas as músicas e sons icónicos da nossa infância.

Além de todo o conteúdo principal, existe ainda uma zona inteiramente dedicada a relíquias, música, desenhos e pequenos trechos de história da série que podem ser vistos. São uma série de extras interessantes que ajudam a contar ainda melhor estes 30 anos de jogos.

Claro que Street Fighter 30th Anniversary Collection não é uma colecção completa e faltam aqui os jogos mais recentes. Algo como Street Fighter IV fazia sentido e não era de todo descabido e também havia sempre espaço para outros spin-offs, mas o que aqui está, é o suficiente para valer o preço pedido. Se são fãs de jogos de luta há muitos anos e acima de tudo, de Street Fighter, então vão adorar celebrar estes 30 anos.

Positivo:

  • Vários jogos icónicos num só
  • Menu muito bem conseguido
  • Ajuda a perceber a evolução da série
  • Modos online para os jogos principais
  • Vários extras e personalização

Negativo:

  • Não celebra todos os 30 anos
  • Alguns jogos são quase cópias
  • Quem tem Ultra Street Fighter 2 na Switch pode sentir-se roubado
  • Não existem modos dentro de cada jogo

Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

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