Análise – Stick it to the Man

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Zoink Games é um estúdio desconhecido e com um reportório um pouco tímido no que toca à quantidade. Um dos jogos de maior dimensão em que trabalharam foi a versão iOS de PlayStation All-Stars Island, mas não teve a melhor recepção. Eis então que lançaram um novo jogo que tem surpreendido chamado Stick it to the Man. Será que nos surpreende?

O jogo conta a história de um rapaz chamado Ray e de uma simples caminhada para casa. O que acontece é que esta caminhada é marcada por um incidente, Ray leva com um tijolo na cabeça e a partir daqui irá testemunhar situações bizarras. Ray ficará em coma e sonha que está com um género de mão elástica ao estilo “pega monstro” colado à cabeça que para além de conseguir chegar a zonas inalcançáveis, consegue ler a mente de outras pessoas.

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A partir daqui o jogo irá levar-nos a uma enorme aventura para tentar descobrir o que realmente se passou com a personagem. O jogo revelará uma viagem pessoal pela vida desta alma azarada pelo que será uma enorme introspecção cheia de sentimentos fortes e muito humor à mistura.

A mecânica de jogo é bem simples e intuitiva, apesar de pecar um pouco pela repetição. Ray terá que resolver várias situações ao género de puzzle pelo que seremos apresentamos a vários cenários divididos por capítulos. Basicamente existem vários NPCs com problemas pessoais e teremos que resolver esses ao procurar por items que assumem a forma de autocolantes e que os solucionam com um simples colagem nessas personagens.

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Esses autocolantes poderão estar em posse de outros NPCs pelo cenário fora sendo que poderemos simplesmente tira-los com a nossa mão misteriosa, mas outros precisam que resolvamos os seus problemas. Isto cria quase uma situação ao género domino que ao resolvermos uma situação, todos os restantes serão muito mais facilmente completados. Tal como afirmei, isto cria um pouco de repetição pelos vários capítulos, mas o carisma atribuído a este jogo consegue facilmente apagar este ponto baixo.

A aventura de Ray está cheia de humor e situações interessantes. Os problemas dos NPCs são por vezes sérios, alguns bastante vulgares, enquanto outros simplesmente absurdos. Um dos mais interessantes e bizarros com que me cruzei baseia-se em humanos siameses, onde as três pessoas estão ligadas pelos ombros e a que nasceu no meio sofre por ter as pernas mais pequenas que os restantes, e a nossa missão centra-se parar o seu sofrimento que tem um desfecho deveras hilariante.

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Com o decorrer do jogo vamos ver outros elementos serem adicionados ao jogo, como inimigos que se querem apoderar dos nossos poderes. Quando estes são apresentados ao jogo, teremos que usar a nossa cabeça para vermo-nos livres, havendo situações em que podemos simplesmente fugir e dar uso à mão misteriosa, enquanto noutras teremos que usar autocolantes para resolver a situação.

A apresentação é um dos pontos mais fortes de todo o jogo. Todos os cenários e personagens assumem uma textura ao género de cartão, bem ao estilo de Paper Mario, havendo cenários que estão colados a essas texturas de cartão. Ray consegue usar a mão para retirar algumas das partes dos cenários e desvendar NPCs que estejam escondidos. Existe muita cor nos cenários e variedade e tanto a actuação de voz como as músicas em cima estão bem executadas.

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Posso dizer que este jogo foi uma enorme surpresa pela positiva. Stick it to the Man pode bem não ser um dos jogos mais profundos e complexos que existem, mas todo o enredo, personagens, frescura constante na mecânica de jogo e apresentação compensam bem esse facto.

Positivo:

  • Uma aventura simples
  • Humor genuíno
  • Situações dos NPCs
  • Puzzles
  • Direcção artística e apresentação

Negativo:

  •  Um pouco repetitivo

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