Análise – SPECTRE

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O nome é Bond, James Bond, e se a Sony Pictures pudesse contratar os serviços do superespião do MI6, provavelmente teria resolvido os problemas associados ao processo de espionagem informática lançada pela Coreia do Norte à empresa japonesa, e resolvido o atribulado processo de produção e pré-produção do sucessor de Skyfall.

Apos o sucesso de bilheteira de Skyfall  (primeiro filme da série Bond a superar a receita dos mil milhões de dólares nas bilheteiras mundiais) não tardou a necessidade de movimentar a máquina e avançar para uma sequela capaz de alimentar o ritmo da nova roupagem da franchise (mais realista e mais obscura).

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SPECTRE coloca Bond (interpretado por Daniel Craig) na pista de uma superorganização secreta com influência política e social, cujas ligações e actividades pretendem atingir o controlo do tráfico de informação.

O elenco de SPECTRE conta com o regresso do já mencionado Daniel Craig, bem como Ralph Fiennes, Ben Whishaw e Naomie Harris. O filme conta ainda com algumas caras novas, tais como Christoph Waltz, Léa Seydoux, Monica Bellucci, Dave Bautista, Andrew Scott e Jesper Christensen.

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Sam Mendes desempenhou um excelente trabalho em Skyfall e repete a dose em SPECTRE. O oscarizado realizador entende as variáveis imprescindíveis no cinema de acção, e acrescenta valor com o requinte dos enquadramentos detalhados, bem como o timing do suspense.

Do ponto de vista técnico é impossível não destacar a direção de fotografia. Não é qualquer “badameco” que insiste numa palete de cores sem abdicar de elementos novos, mas que rimam com a leitura da intriga. Positivas são igualmente e edição-sonora, a sonoplastia e o poder da equipa de produção e todos os destinos que a história nos leva.

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É um desafio avaliar SPECTRE. Embora seja um filme giro, com elevado valor de entretenimento, para quem acompanhou o drama da Sony e as respectivas fugas de informação que colocaram em causa o guião original de SPECTRE e rascunhos rasurados, os avanços e recuos de Sam Mendes e equipa de escrita, sem esquecer o cheque em branco que tornou SPECTRE no Bond mais caro de sempre, passando ainda pelos rumores do sucessor de Craig com o actor ainda no activo, todo este meandro, desconhecido do grande público, tornou a intriga da vida real mais emocionante do que o reminiscente gatilho do malfeitor que pretende dominar o mundo.

Se SPECTRE é para ser levado a sério, então estamos tramados, as motivações e decisões dos personagens que desencadeiam a acção são contraditórias, sendo o público obrigado a engolir a ideia de que existem apenas para desencadear a próxima cena de perseguição (altamente divertidas, não haja dúvidas). SPECTRE é o que é, e é cool, não deveríamos pensar muito para além disso.

 

Positivo

  • Os diálogos só atrapalham, por isso temos pouca tagarelice
  • Sub-plots
  • Primeiros 10 minutos

 

Negativo

  • Dave Bautista mais ameaçador do que Waltz?!
  • Skyfall tem imenso de Dark Knight e SPECTRE de Captain America: The Winter Soldier
  • Da nova saga Bond, o filme mais criativo e arrumado acaba por ser o primeiro

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