Análise – SNES Classic Mini

Praticamente um ano depois do lançamento da NES Classic Mini chega-nos outra consola clássica da Nintendo em formato Mini, a Super Nintendo Entertainment System. Esta gloriosa consola da era 16 bit está de volta para matar saudades e fazer as delícias dos saudosistas desta marcante era e quem sabe, adornar as prateleiras de muitos coleccionadores ou até curiosos. Lançada originalmente em 1990 no Japão, apenas chegou à Europa em 1992 com um design praticamente idêntico ao original japonês e bastante diferente do modelo americano. Assim, praticamente 25 anos depois de chegar à Europa ela está de volta no seu formato Mini e veio para conquistar, resta saber, quem.

A 1ª coisa que nos chama a atenção assim que olhamos para a caixa, que está muito bem conseguida tal como a da NES Mini, é um “selo” amarelo que diz “20+1“. Este refere-se ao facto de existirem 20 jogos pré instalados na consola e 1 extra que tem de ser desbloqueado. Para desbloquearem Star Fox 2 têm que completar o 1º nível do original. Sem dúvidas que um jogo inédito no meio de 20 clássicos é bem-vindo. Uma outra diferença que está logo em grande formato na caixa é um 2º comando incluído com a consola. Ao contrário da NES Mini, estes comandos têm um cabo um pouco maior, o que já permite estarmos a uma distância confortável da TV.

A SNES Mini é de fácil ligação, precisam apenas de ligar o cabo HDMI (incluído), e através de um micro usb (incluído) fornecer energia a esta consola. Nós utilizámos um cabo usb mini ligado a um computador para dar energia à SNES Mini mas podem também utilizar um carregador.

Está então na altura de colocar o comando na consola e… exactamente onde é que anda a entrada para os comandos? Esta parte da consola está tapada por uma pequena tampa na zona frontal e assim que a levantamos conseguimos vislumbrar as duas entradas. Isto é algo que acompanha o design da SNES Mini, tudo nesta consola está representado através de relevos no plástico, a entrada para os cartuchos não é funcional tratando-se apenas de um pedaço de plástico imóvel e é apenas estética, pelo que não vão conseguir colocar os vossos cartuchos neste sistema, aliás as dimensão da SNES Mini não andam muito longe das de um cartucho da SNES. Assim em termos visuais a consola está muito bem conseguida e mistura o visual com a funcionalidade. Os botões que realmente funcionam são o de ligar a consola e o botão de reset para trocar de jogo.

Os comandos são de boa qualidade e construção, é um comando que tal como o original transmite conforto enquanto se joga, ao contrário do paralelepípedo com botões da NES que ao fim de algum tempo se vai tornando desconfortável. Este comando conta com um D-Pad, 4 botões de acção, dois botões na parte superior do comando assim como o Start e o Select. Nunca é de mais frisar que ao contrário da NES Mini estes comandos têm um cabo ligeiramente maior que oferece muito mais conforto enquanto se joga.

O menu da consola é bastante fácil de interpretar e os jogos estão dispostos de uma forma bastante simples. Cada jogo é representado pela sua capa original, nome do jogo em destaque assim como a informação do número de jogadores e se existe algum save por parte da consola. A SNES Mini permite gravar os jogos pelo que não vão estar dependentes das mecânicas internas do jogo para o fazer, podem assim guardar o progresso de alguns dos jogos quando quiserem. Podem também ordenar os jogos da forma que vos seja mais cómoda. Se guardarem alguns jogos através da opção da consola, até existem algumas possibilidades extra para “ajudar” a passarem certos pontos, eu chamo-lhes batota, se perderam vão para o início do jogo e tentem de novo!

A SNES Mini conta também com várias línguas disponíveis incluindo português. Se quiserem emular o visual CRT existe uma opção para tal e os jogos correm sempre no formato 4:3, por isso também existem algumas molduras para complementar a experiência.

Sem sombra de dúvidas que os jogos incluídos são verdadeiros clássicos, no entanto não será possível adicionar novos jogos a este catálogo. Tendo em conta que os jogadores têm gostos diferentes, é quase certo que alguns dos jogos favoritos de cada um estejam de fora destes 21 títulos pré-instalados e pela quantia pedida por esta consola seria de esperar um sistema que permitisse comprar mais títulos para a mesma através de um serviço online ou mesmo através da utilização dos velhinhos cartuchos. Convenhamos que hoje em dia não seria assim tão complicado de o conseguir fazer. Esta limitação é aquilo que acaba por tirar algum brilho a um produto fantástico, o que nos leva ao ponto de abertura desta análise: Para quem é que é a SNES Classic Mini?

Sem dúvida alguma é um produto que enche a vista, desde a sua caixa ao seu design a SNES Classic Mini da Nintendo é um produto que fica bem em qualquer prateleira, pelo que os coleccionadores deverão adorar este produto. Para aqueles que viveram a euforia da era 16 bit este é um produto nostálgico muito bem conseguido no que à parte material diz respeito e matar saudades de bons momentos sabe sempre bem, afinal de contas quem é que não tem saudades de morrer incontáveis vezes em Contra III? Para os jogadores que ouviram falar desta era mas não a viveram este é um produto algo incompleto, nomeadamente pela limitação dos jogos disponíveis. Sim, continua a ter um design bastante apelativo mas os jogos disponíveis nesta consola, apesar de clássicos, podem não ser totalmente do vosso agrado e este é o maior problema da SNES Mini. É um produto extremamente apelativo mas a incapacidade de aumentar a biblioteca de jogos dá-lhe uma longevidade de uso curta. Tendo em conta o preço é um produto mais virado para o coleccionismo e saudosismo do que para os jogadores curiosos.

Positivo

  • Caixa apelativa, se a quiserem colocar na prateleira
  • Design apelativo da consola
  • Comandos confortáveis
  • Montagem rápida e fácil
  • Oferece várias opções estéticas para complementar a experiência

Negativo

  • Impossibilidade de adquirir mais jogos

Alexandre Barbosa

Também conhecido como Tylarth, sou um grande fã de videojogos no geral e séries de TV.

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Alexandre Barbosa

Também conhecido como Tylarth, sou um grande fã de videojogos no geral e séries de TV.

  • _GM_

    Para mim, ter uma SNES Classic é uma “novidade”. Apesar de ser uma consola da minha geração, eu nunca vi uma SNES original à minha frente. Nem à venda, nem na casa de um amigo, nada.

    E a consola tem clássicos que sempre tive “vontade” de jogar, mas nunca por emulador. Super Metroid, Legend of Zelda a Link to the Past, Super Mario World, entre outros. Pena não terem posto o Chrono Trigger, mas felizmente sempre posso arranjar a versão da NintendoDS e jogar na minha 3DS.

    Ainda tenho alguns jogos para jogar até completar, na Classic NES, como Metroid e Legend of Zelda, antes de passar para a Classic SNES. Mas veio a calhar bem para mim terem feito uma classic SNES.

    E já agora, é impressão minha, ou em termos de stock, a classic SNES não está a ter problemas? Ainda semana passada passei na Worten do Parque Atlântico (S.Miguel; Açores), e tinham praí umas 12.