Análise – Shock Troopers

Este clássico da Neo-Geo fez parte do line-up de lançamento da Nintendo Switch e até traz consigo mais do que eu esperava. Shock Troopers é um jogo arcada que pode ser mais facilmente descrito como um Metal Slug onde as personagens se movem e disparam em 8 direcções. Assim sendo os níveis consistem em destruir inúmeros inimigos quer sejam soldados ou máquinas de guerra enquanto tentamos salvar uma jovem rapariga de um vilão que certamente não teve sorte no casting para um anime dos anos 90.

A aventura decorre num plano estranho entre uma vista aérea e lateral que muda através da perspectiva do background. É um pouco confuso de explicar mas acaba por funcionar. Através das ondas de inimigos temos que controlar a nossa personagem que se move em 8 direcções e dispara apenas na direcção que se move, a menos que mantenham premido o botão de disparo, nesse caso mantém-se virados para a direcção em que disparam. Para evitar o fogo inimigo basta rebolarem, aqui o rebolar funciona como alguns frames de invencibilidade o que dá bastante jeito e por vezes se revela uma arma a abusar.

Podem escolher uma de 8 personagens e apesar de todas serem controladas da mesma forma, as animações e os especiais diferem de personagem para personagem. Algumas personagens utilizam facas outras utilizam os punhos em combate corpo-a-corpo, no entanto o especial é único para cada uma. O aspecto das personagens consegue ser bastante estranho, alguns dos retratos que estão nos menus não parecem corresponder à personagem em jogo e em alguns casos escolhemos mesmo uma personagem por engano.

Shock Troopers tem dois sistemas de escolha de personagens e em simultâneo formas de jogar. Como este é primariamente um jogo de arcada, cada moeda dá direito a 3 vidas e podem optar por escolher uma personagem com 3 vidas ou escolhem 3 personagens cada uma com a sua própria barra de vida e podem trocar entre elas sempre que quiserem. É um sistema que dá alguma variedade ao jogo e de certa forma até me espantou.

Enquanto percorrem o nível com as várias personagens seria de esperar que os power ups ou armas que vão apanhando nos níveis diferissem de personagem para personagem mas não, as diferenças estão mesmo nos especiais, que vão desde granadas, Bazookas e até uma espécie de Napalm.

Algo que me impressionou pela negativa foram as quebras de frame-rate sempre que existe muito a acontecer no ecrã o jogo fica muito lento. Ainda dentro das desilusões está a música de fundo que pode ser bastante repetitiva e alguns sons como sirenes que não deviam ser a música de fundo de alguns níveis. Para além de tudo isto não existem personagens realmente memoráveis, mesmo as que se destacam não são propriamente fantásticas.

Algo que se destaca em Shock Troopers é que podemos escolher que níveis vamos atravessar para chegar ao Boss final. Temos 3 caminhos distintos com a possibilidade de trocar de rota a meio da aventura, isto acaba por dar alguma variedade mas só vale realmente a pena se tiverem a jogar com um outro jogador.

Tal como outros jogos arcada que estão disponíveis na Nintendo Switch, Shock Troopers conta com o Hi Score Mode e o Caravan Mode, basicamente dois modos para testarem as vossas capacidades ao obter o maior número de pontos. Depois existem dois modos originais, um em Inglês e outro em Japonês.

Como um todo Shock Troopers é um jogo ambíguo, acaba depressa e não deixa o bichinho por mais ao contrário de jogos como Metal Slug que se inserem no mesmo género. Assim torna-se difícil recomendar este jogo, é engraçado e até consegue ser divertido se jogarem no modo cooperativo, mas a falta de algo que nos faça voltar a jogar é mesmo aquilo que mais me desapontou com Shock Troopers.

Positivo

  • Jogabilidade
  • Divertido com amigos, mas apenas uma vez
  • Escolha de diferentes caminhos

Negativo

  • Sirenes como música? Quem é que achou que seria uma boa ideia?
  • Níveis maioritariamente repetitivos e desinspirados
  • Alguns problemas de Frame-Rate
  • Design das personagens

Alexandre Barbosa

Videojogos e séries de TV são o seu meio de entretenimento favorito. Desde jogos de plataformas a RPGs todos os jogos são um hipotético interesse. Ganhou também alguns traumas com certos videojogos mas isso já era de esperar. Agora já posso parar de falar sobre mim na 3ª pessoa?

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